Julgar por julgar

Todos nós julgamos certo? Tiramos juízos de valor através do nosso sentido que por vezes mais nos pode enganar! A visão…
Nem sempre o que a primeira imagem nos mostra é o que realmente é, e aquilo que vemos a primeira vista muitas vezes temos de confirmar duas ou três vezes para termos a certeza.
Não estou aqui a tentar mostrar aquilo que definitivamente não sou, também julgo assim como também sou julgada, acredito no entanto que a segunda esta em maior percentagem que a primeira.
Tento, a custo confesso, controlar essa tendência de julgamento que tão característica é da nossa espécie.
Juízos de valor são meio caminho andado para não vivermos experiencias que de outra forma poderão ser inesquecíveis.
Tenho plena noção que o primeiro dos sentidos tem um voto muito grande naquilo que poderá acontecer em relação a alguém ou a alguma coisa, mas se pusermos de lado décadas de hábitos de julgamentos conseguiremos viver a vida de uma forma muito mais tranquila e verdadeira.
Tenho perfeita noção, eu e todos os que tiverem pelo menos dois neurónios e meio a funcionar, que os primeiros julgamentos são baseados em pormenores mesquinhos e que pouco peso tende a ter no que realmente interessa, mas que contam bastante na impressão que adquirimos em relação a algo.
São no entanto fundamentados, na aparência, na forma, no aspecto… coisas que pouco ou nada contribuiu para o que realmente interessa numa relação de amizade.
Hoje em dia, apercebo-me que esses julgamentos pequenos, estão a adquirir suma importância no dia-a-dia de cada um de nós, e a levar que muitas vezes se minta, se altere personalidade para agradar quem não se deveria.
Homens, e neste caso refiro-me a espécie, vivem em função de títulos que não mostram quem são, o Sr. Dr. Fulano, o Eng., Sicrano… o raio que os parta é o que é! Como se um titulo que pode muitas vezes ter sido comprado, vejam o caso conhecido do Sócrates (o PM não o filosofo), que do nada passou a Engenheiro, não alteram em nada aquilo que és. Uma óptima pessoa ou uma merda.
No máximo o que se irá conseguir é uma entre abertura de porta de alguém tão ou mais básico que eles, na expectativa de se puder aproveitar daquilo que poderás valer.
Porque no fundo é isso mesmo que advém dos julgamentos, até que ponto interessas o suficiente para seres chupado até ao tutano…Cuspido e deitado fora.
Porque quem te aceita pelo que és… feio…careca…zarolho…coxo…rico ou pobre… estúpido ou inteligente, sabe com o que conta, ampara e estende a mão sempre que precisares. E o melhor? Sem te pedir nada em troca.
Para mim é uma luta constante confesso não julgar, até porque tenho muito pouca paciência para gente burra, e que abunda infelizmente aqui no paraíso a beira-mar plantado, mas quando o faço penso sempre no seguinte:
“Lembra-te que sempre que quando apontas um dedo, quatro ficam virados para ti!” interessante certo?
Ter a capacidade de julgar justamente, após conhecer a fundo uma pessoa é adquirida depois de nos julgarmos a nós mesmos… E se o fizermos com conta peso e medida apenas temos a ganhar. De nós e dos outros.
Crescimento e evolução pessoal não é algo que se nasça… Adquire-se!
E da forma que pouca gente gosta, com trabalho árduo, mente aberta e coração liberto.
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Posted on November 18, 2010, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 8 Comments.

  1. Grande texto e bela foto como complemento…

    Julgar é quase inato (julgo eu…). Também evito. Mas reconheço que quanto muito mudamos o vocábulo mas os conceitos mantêm-se…

    Perante essa inevitabilidade resta-me tentar não praticar injustiças… Realço: tento…

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  2. Crescimento e evolução pessoal não é algo que se nasça… Adquire-se e eu tenho aprendido com os teus textos!
    Grata por isso…
    Julgo eu que sou mais julgada do que julgo,mas admito a possibilidade de estar errada…
    Sempre a aprender e a crescer!
    Beijo sem juízo de valor*

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  3. Olá M.
    Sempre bom ter os teus complementos no que escrevo.
    De facto julgar é inato… tão inato que nos julgamos a nós mesmos… Julgamos que somos mais ou menos do que realmente somos.
    E como tu mesmo dizes tentar não praticar injustiças… reconhecer e pedir desculpa se o fazemos.

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  4. Ola Tilida,
    Agradeço as palavras… escrevo como terapia… como forma de crescer comigo mesma. Se ao dividir isto com quem me lê ajuda então é a cereja no topo do bolo.
    A evolução é mesmo isso crescer…errar…cair…levantar e recomeçar.
    Beijos sem julgamento apenas de agradecimento

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  5. Julgar é algo que eu tento sempre evitar.
    Ou melhor não o expressar.
    É assim tenho as minhas convicções que são minhas.
    Em termos de expressar prefiro opinar e não fazer juízos.
    Mas cada um é como cada qual pois tambem opino sobre mim.
    E como sempre gostei.
    E opino que escreves bem sem te julgar.
    Beijos

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  6. Ora ai esta uma forma simpatica de “julgar” o “opinar” mais suave… mais justo… mais bonito enfim mais tu.
    Beijos com opinião!

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  7. «Ter a capacidade de julgar justamente, após conhecer a fundo uma pessoa é adquirida depois de nos julgarmos a nós mesmos… E se o fizermos com conta peso e medida apenas temos a ganhar. De nós e dos outros.
    Crescimento e evolução pessoal não é algo que se nasça… Adquire-se!»
    Concordo a 100%… muito bem dito, muito bem escrito. Parabéns pelo texto!! beijinhos!!

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  8. Obrigada minha anónima conhecida que eu aprendi a gostar sem julgamentos mas com muito carinho
    Beijinhos

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