Compromisso = Isolamento

Nunca entendi a “mania” que se entranha nas pessoas quando estão numa relação, ou no inicio de uma relação. Nem de quem esta a viver, nem dos amigos que a vêem de fora.
É verdade que no inicio uma relação tem de ter tempo para si mesma, para se fortalecer… alturas em que nós e o mais que tudo apenas gostaríamos de estar numa ilha deserta longe de tudo e de todos, pois bastamos um para o outro para estarmos plenos… momentos assim de total dedicação sejam eles no inicio ou durante a relação são mais que necessários para manter a chama acesa e a relação num uno.
Mas mais que isso nós como indivíduos precisamos do nosso espaço… do nosso tempo… de termos os nossos divertimentos, as nossas saídas com amigos… ou amigas… ou mesmo o nosso momento a sós, que nos estabiliza e equilibra.
Já fui como alguns casais que conheço menina de ficar dependente do namorado, se não sais não vou… se não vens fico em casa… a tendência que temos de tratar os namorados como pais e os maridos como filhos é impressionante… E todas nós passamos por isso em alguma fase da nossa vida… mais ou menos novas… mais ou menos longa… ela esta lá no fundo do baú. Umas saem dela, outras nunca se conseguem desprender desse estúpido medo de perder o namorado e ninguém a querer… de ficar sozinha… como diriam as nossas avós para tia!
A verdade é que sou completamente independente do namorado, ele sai com amigos ou amigas, eu faço o mesmo… um jantar a sós com um amigo, não significa uma noite louca de sexo e inevitavelmente traição… não! Significa um momento cúmplice com alguém que nos conhece e que divide interesses que nos faz sair de uma rotina… nos faz ver a vida de outra forma e dá uma pausa num círculo que muitas vezes destrói o que demora tanto tempo a construir… e cria confiança… em nós… neles… no casal e no que se tem.
Faz-nos crescer com pessoas, como indivíduos, faz-nos ter outra visão das coisas, outra forma de ver a vida… alivia stress que se levasse-mos para um jantar com o namorado iria originar discussão, mas que quando levada para um jantar de amigos leva a um mais calmo: “Deixa-te disso!” ou “Vai-te f@der com a conversa!”
Por isso não tenham medo de viver a vossa vida como indivíduos… como pessoas… e aprendam a vive-la bem… Só assim se tem a maturidade suficiente para depois puder viver em conjunto. E mesmo quando viverem deixem de ser dependentes do outro… isso cansa, sufoca e pior que isso anula-nos…
Eu pelo menos por mim falo… e olhem que sou ciumenta. Q.B. verdade mas sou ciumenta…
Prefiro perder umas horas da companhia de quem gosto de apatia e ganhar minutos de maior entrega…de mais maturidade… de plena vida!

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Posted on January 18, 2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 6 Comments.

  1. Tens toda a razão. Mas por vezes é complicado. Amigos diferentes (e não uns amigos não sao necessariamente amigos de ambos) e depois os filhos…

    Mas acho que sim. É importante comviver com outros.

    Boa análise:)

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  2. Sim a convivência é óptima, que mais não seja para se dar mais valor ao que se tem em casa ou à distância de um telefonema (sim pq há pessoas q passados os 10min iniciais se tornam aborrecidas e começam a falar do tempo). O/A companheiro/a deveria ser um/a amigo/a com extra. A verdade é que com o tempo deixa de ser um desafio e passa a ser um catalisador de aborrecimento, limita-nos, sufoca-nos, absorve-nos para uma identidade de um só, coisa que na cama funciona às mil maravilhas, mas se torna insuportável no dia-a-dia.

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  3. M.
    As pessoas tenhem tendencia a anular-se, mesmo alguns amigos tenhem a mania de referir…”há és comprometido/a não posso sair contigo agora” porque? que mal tem? deixamos de ser individuos?
    Aiiii a estupidez humana dá-me nos nervos

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  4. Anónimo, por norma só de dá valor ao que se tem quando se perde. Saber manter a chama requer conhecimento pessoal, que faz com que conheçamos com mais facildade quem está do nosso lado.
    O companheiro pode ser um optimo amigo, um excelente parceiro e um melhor amante, mas não somos ilhas… não e autosuficiente… eu perdoaria uma traição, nunca uma mentira… porque? porque a mentira anula e a traição é um acto de momento.
    A verdade é que a maioria dos casamentos são tomados como garantia… já te caçei não me canso em manter… e manter o interesse conta muito, vale muito… e para mim isso só se consegue com o dar valor a nós… individualmente.
    🙂

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  5. Concordo ctg. Penso que perdoaria uma traição e não uma mentira.
    Para mim a traição é um acto que surge da falta de algo na relação. E se foi gerada tem que se saber o pq para se poder fazer melhor.
    A mentira não há volta a dar.

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  6. Isabell, mais que isso uma traição pode ocorrer num momento sem ser planeada… uma mentira tem de ser planeada e dá trabalho a manter.
    🙂

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