Princesa do Clã

Hoje pela manha quando acordei, apercebi-me que a minha patuda do meio, a princesa do clã não estava muito bem dispostinha… Com todos mas com ela em especial é motivo de preocupação há dois anos teve um problema de saúde grave, nunca foi detectado ao certo o que seria mas a verdade é que danificou gravemente órgãos internos.
Ao olhar para ela, e ao ser olhada por ela, não pode deixar de me recordar dos 12 anos que já passamos juntas…
“De todos os meus patudos a Daisy é a que sofreu mais antes de vir para nós, cadela de pedigree como a ex dona fazia questão de referir mas a morrer a fome literalmente… Suja, faminta, assustada, mal cheirosa… foi esse o primeiro contacto dela com o meu pai, que a agarrou tal qual um bem precioso que precisa de ser protegido e a aconchegou dentro do sobretudo… entre aqueles foi amor a primeira vista… é sem duvida o dono… não descansa quando não chega… andou abatida quando foi operado e teve quase 1 mês sem voltar para casa.
Nos primeiros tempos de adaptação lá a casa, tivemos de dormir com a luz acesa pois a menina tinha receio do escuro, de movimentos bruscos… a primeira vez que lhe pusemos um prato a frente o olhar foi de tal maneira que me sangrou o coração… caiu-lhe os dentes todos por falta de cálcio.
Mas como tudo é curado pelo tempo e pelo amor que damos para ajudar nessa cura, o patinho feio virou essa princesa que vêem acima…
Sempre foi uma cadela dura, raramente mostra que esta doente… muito mimosa e carente mas sempre independente… dona do seu espaço.
Quando engravidou, como consequência da sua infância pobre na alimentação tivemos de ser as suas parteiras… a ligação que se cria depois de um acto destes não tem explicação…
As horas que ela passou em sofrimentos passamos com ela, do lado dela, tal como ela passa do nosso quando não estamos bem… tivemos de a esterilizar depois disso… não podíamos correr mais risco com a saúde dela, se voltasse a ficar de “esperanças”
Das vezes que a doença a atacou com mais gravidade, veio tipo um ladrão de sossego pela calada, apanhou-a a ela e a nós de surpresa de uma forma tão intensa e grave que ficamos sem fôlego.
Foi-nos dito de cara, sem agravo nem apelo… a menina vai morrer! Respondemos com a certeza que sossega a alma… não vai não! O meu anjinho vai ficar melhor! Foi uma luta árdua ganhamos…
E ela ganhou amor a vida, alegria nos olhos desde da hora que acorda há que a nós se aconchega para dormir…
Por isso hoje quando a vi mais murcha não me pude prender aos pensamentos e a retrospectiva de 12 anos que passaram a correr… cheios de entrega e de amizade…
E não me consegui conter de a pegar ao colo e de a encher de mimos que ela tão raramente pede… mas que heroicamente merece…
Não vai ser nada… é só o que peço… Egoistamente não me consigo ver ainda separada daqueles que são os meus anjos da guarda!”

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Posted on January 22, 2011, in Patudos. Bookmark the permalink. 2 Comments.

  1. Tu queres fazer-me chorar…

    Vai tudo correr bem…Voces merecem…

    Uma coisa: grandioso o gesto do teu pai…

    Estou a ver que é tudo bom ADN:)

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  2. M. não te quero por a chorar 🙂 mas se sentiste isso é porque o texto esta como eu queria.
    Vai sim, espero que sim pelo menos…
    O meu pai tem as suas atitudes grandiosas…
    Como todos os pais penso eu….
    🙂

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