O valor das pequenas coisas

(Esta tem direito de autor mas adoro-a. O valor a quem a tirou Lammazze cá esta!)
Cada dia mais chego a conclusão que as coisas são para serem vividas intensamente, dando valor aos pequenos gestos, as pequenas manifestações que temos na nossa vida.
Sem medos idiotas daquilo que podemos deixar os outros a pensar… sem receios estúpidos do que o amanha nos traz… 
Vivemos constantemente a procura do futuro, esquecemo-nos de viver o presente, de o viver bem pelo menos… conscientes que cada dia é único, cada sentimento é especial… passamos a vida a correr… e a correr para aonde? Para o fim que é inevitável a todos… para os braços da bela senhora de negro!
Não posso deixar de sentir pena… de mim… de ti… de todos que já passamos por isso… depois vem o orgulho quando nos conseguimos aperceber a tempo das coisas e começamos a vive-la com vontade… com desejo… com paixão pura… animal! Daquelas que nos dão ataques de choro, ou gargalhadas histéricas.
E no fundo é o que me diz esta imagem, apaixonei-me por ela assim que a vi! Se olharmos bem para as fotografias, e se acreditarmos no que diziam os antigos índios, elas captam parte da alma… nossa que ficamos gravados para a eternidade… do fotógrafo que a capta… a alma do momento.
Olho para esta e sinto como se de um regresso a casa se tratasse… adoro a Serra, o que rodeia, o que a habita… esta foto ilumina-me a alma… da mesma forma que o fotógrafo captou o iluminar ténue do fim do dia… da para sentir o cheiro da noite iminente… dá para ouvir os barulhos característicos que a inundam quando o sol se deita e a lua se levanta…
Pequenos instantes prefeitos que conseguem anular um dia mau, uma noticia menos boa… algo que nos assombra os olhos e enegrece a alma!
Porque será que nos lembramos sempre primeiro das coisas más da vida? Porquê esta capacidade do ser humano de preservar memória fresca do mau e anular o bom? 
E depois essa necessidade que se tem de viver tudo ao máximo, não se lê um livro, vimos o filme, não se conhece a pessoa a fundo raspasse levemente a sua personalidade, não se perde tempo em preliminares vai-se direito ao ponto. Não se seduz nem se conquista… o inverso já nem existe… troca-se momentos fúteis e banais que valem o que valem… minutos de prazer meio sentido… meio dado…anónimos… que se apaga ao fim de um duche quente num local que não nos deixa lembranças com o selo de mais um para o livro… mais uma experiencia nula, fria e vã!
Pois eu prefiro sentar-me na portada desta casa, carregada de lembranças nas pedras que a sustentam a anos… absorver a magia que emana delas e que enchem de conhecimento quem as quiser ouvir… e ler um livro tendo a luz do sol como companhia… falar com amigos… daqueles que reconhecemos na alma deles parte da nossa a roda de uma fogueira tendo como cúmplice a lua! Momentos raros… únicos… que me vão fazer companhia a quando da grande viagem e vão mostrar a quem me espera que a minha vida… foi dividia com quem vale a pena… vazia de grandes momentos… recheada dos pequenos… daqueles que tem a capacidade de preencher com luz os momentos escuros e abrilhanta-los como se de pequenos pirilampos se tratassem nas noites quentes de Primavera!
(PS: Novidades da Patuda… após uma noite agitada, acordou melhor. A esta hora falta-me saber como correu o exame ao coração! No entanto esta melhor e se tudo correr conforme esperado volta ao lar amanha. Obrigada a todos pela força e pelo apoio!)
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Posted on January 24, 2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 6 Comments.

  1. Andas mesmo num misto de contemplação/reflexão…

    tens que criar um blog para os teus escritos:)

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  2. Mais um post magnifico.

    Todos nós passamos por isso, o importante é qd nos damos conta que o que vale são os pequenos momentos, o livro cujas palvras descrevem o que não se vê no filme, é tudo tão mais “jucy”(como dizem os americanos).
    E o friozinho na barriga quando somos seduzidos a caminho da conquista, pois sabemos que a meta é tão mais saborosa…

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  3. M. eu sou mesmo assim um misto de sensações e de sentimentos…
    É verdade tenho mesmo de pensar em começar a fazer um :))

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  4. Isabell,
    Sem duvida quando as coisas são feitas com calma a meta tem sempre mais sabor.
    🙂

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  5. Os momentos são sempre importantes e cruciais, sejam eles bons ou maus, grandes ou pequenos. Compete-nos a nós balancear o nosso ego levantando por vezes o escudo do superego ou por outras deixar que o id nos sussurre ao ouvido.
    O importante não são as pessoas, mas sim o que se estabelece a partir do momento que se cruzam na nossa vida, e o reflexo esbatido na construção/desconstrução/evolução/remissão dos contornos da nossa identidade, sem afectar os nossos principios e crenças.
    E sim a vida é o hoje e agora, do amanhã só tenho duas certezas, que não vou ter a força fisica que tenho hoje e que o fundo de pensões vai estar falido lol. Portanto mais vale gastar as “fichas” todas enquanto posso

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  6. Anónimo é isso mesmo que conta… o momento viver com a certeza que seja bom ou mau não se repete… não volta…deve ser aproveitado
    :))

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