Avizinha-se Tempestade….

Avizinha-se Tempestade… Sinto-o nos ossos com uma força que até assusta… mas mais assustador é esta minha vontade de soltar os cabelos a força hercúlea dos ventos erguer os braços e gritar:
“Vem…envolve-me e deixa que os ventos revelem o que se tenta esconder!”
A muito tempo que não sentia este ímpeto de deixar a merda rodar no ventilador… de nada fazer para acalmar o que de pior pode acontecer quando activadas as forças maiores que nos sustentam.
E ultimamente essa vontade tem vindo a crescer… sussurra no meu ouvido como faria um doce amante no momento mais intimo de entrega… “deixa-me sair… deixa! Só 5 minutos… deixa mostrar o quão insignificantes se podem tornar!”
E o que mais me aterroriza é eu começar a considerar o que me diz… a ponderar… e imaginar como seria.
A minha força anda a esgotar-se, começo a ficar farta dos desgraçadinhos sem causa… dos fracos e oprimidos de alma que nada fazem por eles… que nada fazem pelos outros.
Farta de me manter neutra, de deixar os acontecimentos seguirem o seu curso… sem influenciar… Cansada de me manter espectadora… de saber o fim das coisas e nada fazer para alterar.
Maldito karma que me persegue que me faz saber, me alerta para tudo e me pune quando me envolvo.
Procuro lágrimas de alívio que teimam em não cair… estou prisioneira da força que me faz ser quem sou mas não me deixa libertar o suficiente para que possa aligeirar a mágoa que me destrói o peito… o negro que tantas vezes me invade a alma.
Nem tento insurgir-me contra Vocês… já tentei… dá-me vontade de gargalhar histericamente só de imaginar o que por ventura fariam se eu tivesse tal rasgo de estupidez natural…
E nem vale a pena virem gritar-me aos ouvidos porque: “EU SEI QUE FUI EU QUE ESCOLHI O CAMINHO QUE PISO NESTA MINHA PASSAGEM PELO PLANETA AZUL!”
Eu sei e não precisam de mo lembrar todos os dias…. Deixem-me ter apenas alguns momentos de paz…
E eu não peço nada de muito complicado…
Apenas um sorriso de vez em quando… um gesto que me faça continuar a ter esperança na merda da nossa raça…
Parem por cinco minutos de me atormentar com testes, partidas e exames…
F@da-se é pedir muito?
Porque sinceramente estou a pontos de esticar os dedos para céu e soltar uma tempestade que pela força que me assola será falada por muitos anos…. E começo a estar-me literalmente a cagar pelo preço que porventura poderei ter que pagar porque ultimamente já ando a fazer pagamentos por conta.
E eu mereço a minha put@ da minha tranquilidade de espírito nem que tenha de a arrancar aos dentes de um qualquer cão do inferno!

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Posted on February 4, 2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 6 Comments.

  1. Ahhhhhh, furacão!!!!! Depois da tempestade vem a bonança, do caos nasce a vida.
    Vou fugir… :))

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  2. Ui que eu já saí da tua frente…Engraçado Utena,os teus últimos textos são mais parecidos com a imagem que eu tenho de ti (depois de te ter visto)!O meu marido diz que nunca mais te leu da mesma forma…Mas eu acho que tu estás a mostrar-te mais,a tua essência está à tona!Estás mais concreta e desmedida,a pôr os acentos todos,a chamar as coisas pelos nomes e a ser uma desvairada louca…Cheia desta merda toda?Estás não estás…
    Via-te de uma forma mais inofensiva,mais delicada e muito sensata!Agora vejo que o és mas não só,és também tempestade…És forte,uma mulher do caralho…Sem papas na língua!De início até pensei que não dizias palavrões!
    Se gosto mais de ti agora?Sim,porque gosto há mais tempo…Também porque tens um feitio do carago,felino mas doce ao mesmo tempo!
    Uma vez disseram-me algo que adorei,tirando tudo que o meu marido me diz,”és um prato cheio e,um homem,para ter uma mulher como tu tem que ter cá um arcaboiço”!Olha…Digo-te o mesmo!Beijinhos de admiração*

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  3. Luisa ando com uma vontadinha de ser destruidora que ate ia assustar a Kali…
    Beijinhos

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  4. Rosinha,
    Já tinha saudades das tuas adendas aos meus textos, sim tu sempre soubeste ler nas minhas entrelinhas… sou um misto um 8 ou 80… mas isso já sabias.
    Não engulo sapos, não aceites passagens de mãos pelo pêlo e ultimamente ando com a paciencia em limite minimo.
    Mas no fundo sou as duas e apenas uma… sou eu… diz ao teu marido que ele me lê muito bem.
    Beijos grandes minha linda

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  5. Percebo a tua raiva, a tua fúria e o teu desespero.Sim, porque ele está lá, eu sei. Muitas vezes, os senti também, sis e ás vezes, ainda sinto. E também me apetece partir tudo e todos os que se atravessam á minha frente, impedindo-me de caminhar. Acredita que percebo!
    Esses sentimentos são genuinos,não os ignoro. Não posso. Sinto-os no momento, com toda a intensidade.
    Aprendi, com o tempo e com a vida (os trambolhões), que tudo passa. E que vem sempre a bonança.
    Mas há alturas em que precisamos, mesmo, chocalhar o nosso mundo e os que nele estão connosco, por dois motivos:

    1ºNão vale a pena sermos sempre boazinhas. Se doi, os outros têm que saber que doi. E que são parte responsável, por essa dor.

    2ºSe queremos modificar as coisas, temos que,muitas vezes,”dar cabo delas”.

    E embora saibas que foste tu que escolheste voltar, pq ainda precisas aprender alguma coisa, tens que ter a consciência de que, se calhar, elas continuam a acontecer na tua vida, vezes sem conta, é porque certamente ainda não as aprendeste,de todo. Eu sei que é fodido, mas cabe-te a ti, identificar padrões de comportamentos teus e alterá-los. Percebe o que é que tu fazes que te leva a repetir situações, embora com protagonistas diferentes. Quebra esse padrão que te faz sofrer. Liberta-te dessa merda. Entende que muitas vezes, o nosso Ego disfarça-se de razão, compaixão e outras tretas, para nos fazer agir e ser de forma que só nos vai prejudicar, mais tarde.
    Sis, se te estiver a enervar com esta conversa, é natural. Aconteceu-me o mesmo, Mas pondera um pouquinho, gaja. Tu sabes aquilo que queres, sabes o que vales, sabes para onde vais. Deixa-te de ser a Nossa Senhora dos Aflitos e Desamparados, pá! Quem te ampara a ti? Esses é que te merecem. Os outros, ajuda no que puderes e se eles realmente quiserem ser ajudados. Não te desgastes, pá!!!
    Amo-te.

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  6. Tantos anos já passaram entre nós não é irmã? Reconfortante saber que sabes o que se passa e sabes dar valor que sinto… sem julgamentos parvos ou opiniões insipidas.
    Sempre fui a salvadora dos fracos e oprimidos em vez de olhar para mim e por mim…
    Uma merda isto de errar por habito… de não ver que as coisas atravessam o nosso caminho para serem resolvidas de diferentes formas e quebrar padrões.
    No fundo a ti digo obrigada… por tudo mas principalmente por aquele abraço que esta sempre a minha espera quando preciso de um pouco de conforto e alento.
    É tão bom… o suficiente para me fazer muitas vezes erguer e levar tudo a frente.
    Amo-te

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