Cliché est?

O fim do dia de ontem foi estranho… estranho não porque foi mau ou porque foi complicado… estranho a nível de situações e de embaraços.
Por um lado um dos PT de Combat passou o testemunho a outro e vai deixar de fazer aulas, o que poderá parecer ser uma coisa de nada para quem não as pratica mas para quem faz sabe que tem a sua diferença e que causa transtorno até nos habituarmos de novo a quem está em cima do palco, por outro lado foi tarde de reencontro… que poderia até ser algo agradável não fosse o incomodo que se formou entretanto.
Não sou alguém que pode criticar certos comportamentos, aliás sou alguém que tende a evitar criticar seja quem for… posso apontar o dedo, relatar falhas ou expor o ridículo de certas situações mas cada um é como cada qual e desde de que não cruzem a linha de segurança por mim imposta está tudo bem.
Sou uma amiga ausente, daquelas que está lá quando é preciso, sejam eles nos momentos de pura alegria, dor profunda ou momentos de estupidez natural… mas não estou 24 horas sob 24 horas 365 dias por ano preciso sempre e sou muito ciosa do meu espaço e do meu tempo… sou assim… já o era quando nasci e continuo a ser. Quem me conhece sabe com o que conta e como conta! Porque me mantenho fiel a mim. Faço questão de honra sê-lo e não apenas de parece-lo.
Agora quando as pessoas são uma coisa e mostram outra… quando não vivem sem nós e de um momento para o outro desaparecem… seja porque motivo for o mínimo que peço é um “olha desculpa lá ok não tive para te aturar precisava do meu tempo”, não preciso que me contem a historia triste da vida… apenas que não ajam como se nada fosse ou pelo menos que não queiram que eu aja assim.
Por isso numa tarde que poderia ser de velhos encontros e para recordar velhos tempos acabou um pouco amargo e incómodo…
O que me levou após o jantar a instalar-me no sofá e ficar a remoer no que se tinha passado antes de ir para a minha meditação e posteriormente para o vale dos sonhos, não gosto de ir com determinado assunto na cabeça pois o natural é acabar por ficar com ele atravessado e não conseguir relaxar o suficiente…
Entre o zapping parei na SIC Mulher a ver o Biggest Loser, sou uma apaixonada pelo programa seja ele considerado ou não das “massas” e amo de paixão a treinadora Jillian Michaels, a tipa é dura… brutal mas não posso deixar de amar aquela mulher pela garra e pela força… o pelo total empenho que coloca no seu trabalho! Além disso para quem assistir o programa com olhos de ver, vê bem que ela tem um coração enorme e que ajuda com o que pode e o que não pode quem quer ser ajudado.
Ora ontem foi o dia em que as equipas foram dividias entre treinadores… o azul (AKA Bob) e a preta (AKA Jillian), a divisão foi como é normal nestes casos escabrosa, quem a fez um concorrente colocou os mais fortes (tanto a nível de peso como de força) na equipa azul e as mais fracas maioritariamente mulheres na preta.
 O episódio decorreu basicamente com o deixa andar dos supostamente fortes e a união dos que eram considerados os fracos da equipa contrária.
A verdade é que sendo cliché ou não a união faz a força e essa é definitivamente uma das coisas que mais “gramo” naquela treinadora, contra tudo e contra todas as hipóteses ela uniu os membros da equipa de uma forma tal que não só se tornaram unos mas ganharam a pesagem fazendo com que a equipa forte e destemida tivesse de expulsar um dos seus destemidos membros, claro que dentro da mentalidade que implementa os seus membros acabou por sair uma mulher e não quem menos percentagem perdeu.
No fundo e vendo isto como uma lição que se pode tirar de tudo o que absorvemos no nosso dia-a-dia e tendo eu como exemplo o que me tinha sucedido algumas horas antes quando falava com a minha companheira de luta Kiki sobre o comportamento da ausente colega de ginásio não posso deixar de constatar que menosprezamos muitas vezes quem não devemos… mais menosprezamos vezes demais o que não devemos. A força da mente, o poder da união… o valor da inter-ajuda … o estar do lado uns dos outros numa luta para o mesmo objectivo sem querer assumir protagonismos… sem querer ser mais que um peão num jogo onde a vitoria é de todos com igual mérito.
Continuamos todos a puxar cada um para o seu lado… deixou de haver companheirismo… apoio sem querer nada em troca. Deixou de haver amizade pura na humanidade… Valha-nos pelo menos as pequenas flores que ainda se encontram no meio do entulho que constantemente nos deparamos. E as pequenas, simples e bonitas surpresas que nos fazem pensar que no meio de todo o mal a sempre um lado colorido de ver as coisas.
No fim disto, toda e qualquer tentativa minha de relaxar a mente deste assunto antes da meditação foi por água a baixo… mas como tudo na vida nada é por acaso até correu bem… e o descanso foi repousante.
Namasté!
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Posted on April 7, 2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 12 Comments.

  1. Quando precisares de uma mãozinha…(tenho duas)…~

    lol

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  2. M.
    Bom saber disso… preciso sempre de boas mãos…
    lol

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  3. Às vezes a procura da “glória individual” deixa-nos é vazios interiormente…
    Beijinho ***

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  4. Penso que é a primeira vez que entro em seu espaço. Gosto da forma que escreve e do formato do blogue. Estarei sempre por cá para lêr teus belos postes. Vou ser seu seguidor, seja meu também em:

    transpondo-barreiras.blogspot.com
    congulolundo.blogspot.com
    minhalmaempoemas.blogspot.com
    queriaserselvagem.blogspot.com

    Um grande abraço e tudo de bom.

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  5. A Cacarolinha incomoda-te?

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  6. Sonhadora,

    Tantas vezes mas as pessoas não aprendem
    beijinho

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  7. José,

    Obrigada pela passagem, assim que possivel visito os teus cantinhos.

    Cumprimentos

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  8. Não Caracolinha que ideia

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  9. Olá linda, desculpa a minha ausência no teu blog mas isto de ter um mestrado às costas esgota-me o tempo quase todo…
    Sobre o teu texto, o que eu acho é que hoje em dia vigora muito a cultura do umbigo. Cada um por si. São raros os casos em que assim não é, infelizmente. É por isso que, se calhar, temos a sociedade tão descartável, a começar pelos valores.
    Beijinhos,
    Sofia

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  10. Olá querida Sofia,
    O que importa é que o mestrado esteja a correr bem e que estejas a avançar nisso.
    Perdemos os valores e deixamos de dar importancia ao que se deve.
    Beijinhos para ti e para a tua menina

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  11. Olá Louva,
    Apenas mais ou menos?

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