As partidas da memória

Ontem enquanto ia para o meu trabalho secundário, entre o abrir o olho e o suportar a claridade que sempre se torna mais brilhante quando o astro rei resolve espreitar pelas nuvens… ia pelo caminho a ouvir a Caderneta de Cromos (adoro começar a manhã a rir e é quase impossível isso não acontecer com o Nuno Markl) e dei por mim a ouvir uma referencia cinematográfica para mim a Linda Hamilton… para uns conhecida como a mulher dos filmes do Exterminador mas para mim recordada carinhosamente como a Catherine da Bela e do Monstro que passou na televisão.
Adorava aquela série… por um lado porque era amorosa… porque nos deixava a todos a suspirar e com ideias maravilhosas onde a aparência não era o mais importante mas sim a alma e o coração ( o que passava rapidamente na primeira vez que nos colocassem a prova), por outro foi o meu primeiro despertar que eu não era normal J pois ficava literalmente a babar pelo Vincent que era peludo… e verdadeiramente assustador vistas agora as coisas já com alguns anos de intervalo.
Foi a pouco tempo que soube que o actor que o interpretava era Ron Perlman, que não querendo aqui ser má ficava bem melhor na pele de monstro… mas isso sou eu que sou esquisita e tenho gostos estranhos.

Independentemente das aparências é uma daquelas séries que ficam na memória e no coração e que ainda me fazem sorrir quando me cruzo com ela no You Tube ou entre as antigas séries da nossa TV.
De tudo o que mais gostava era as cenas de leitura entre Vincente e Catherine entre elas uma carta escrita por ele com o poema de Edwin Arnold  – Somewhere –
Somewhere there waiteth in this world of ours,
For one lone soul, another lonely soul.
Each choosing through all the weary hours,
And meeting strangely at one sudden goal.
Then they blend, like green leaves with golden flowers,
Into one beautiful and perfect whole.
And life’s long night is ended,
And the way lies open onward to eternal day.

“Em algum lugar neste mundo,
Uma alma solitária espera a outra, também solitária.
E ambas se procuram no passar enfadonho das horas,
E estranhamente encontram-se em um lugar inesperado.
E fundem-se, como as folhas verdes com as flores douradas,
Num todo belo e perfeito.
E a longa noite da vida termina,
Abrindo-se a sua frente o caminho para o dia eterno.”

Ficam as imagens de uma série simples… básica para os tempos de agora mas tão bonita e especial que ficará para sempre como um marco televsivo
Vá agora não digam que não tenho romantismo dentro de mim!
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Posted on May 19, 2011, in Uncategorized. Bookmark the permalink. 10 Comments.

  1. Curioso. Foi ver e reparei que ele tem uma longa lista de dobragem de desenhos animados. Um trabalho que sempre me fascinou. É giro que, apesar de não ser um homem bonito, tem um sorriso cativante.
    Beijinhos Utena

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  2. Isabell Culen

    Tens romantismo! hehe!

    Também adorei ouvir ontem a caderneta de cromos, e a Linda Hamilton! Uma mulher poderosa que tantas vezes nos entrou pelos ecras a dentro na nossa adolescencia!
    Adorava esta série! E quem é q não gostava do Vincent?! Super protector!

    Beijinhos

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  3. Coisas de Feltro,
    Ele fez um filme que adorei o “Em nome da Rosa” é um homem que não se rege pelos parâmetros de Hollywood e isso é bom.
    E verdade seja dita embora não bonito tem charme e uma voz maravilhosa.
    Beijinhos

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  4. Isabell,
    A Linda é uma daquelas mulheres que interpreta com alma as personagens que lhe dão. Muito agradável de ouvir e simples pelo que pude perceber na entrevista.
    O Vincent era o ideal do romântico protector que desejava naquela altura.
    Beijinhos

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  5. Lembro me vagamente…Não sabia é que o monstro era bem mais bonito que o actor:)

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  6. Sim essa série é uma lição de beleza no coração…

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  7. Vou voltar…com mais calma.
    Abraço

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  8. M.
    Sim o actor é charmoso mas o monstro é muito mais giro…
    =)
    Era a minha série de eleição

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  9. Pink,
    Pena não haverem homens tão monstros como o Vincent

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  10. Álvaro,
    Estás a vontade de voltar quando quiseres a minha porta esta sempre aberta.
    Abraço

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