Coisas que me fazem saltar a tampa (parte I de 2015)

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Todos nós por norma resolvemos estabelecer metas na passagem do ano, é uma mania idiota, mas que todos praticamos. Ao invés de pensar em dieta, na paz do mundo, eu decidi este ano tentar ser mais paciente e menos agressiva a expor as minhas ideias.

No que diz respeito a escrita e pelo menos os dois textos que antecedem este, tenho conseguido… a verdade é que também ando cansada de travar batalhas contra o mundo. Até quem gosta de guerras se cansa eventualmente, agora no que diz respeito a paciência, essa tem sido testada ao limite.

Faz lembrar como quando nos magoamos… tipo uma luxação nas costas por excesso de desporto, remédio santo como nos dias que se seguem vai sempre haver alguém que nos vai querer dar umas pancadinhas nas costas… um abraço mais apertado… mesmo quando andamos à seca desse tipo de carinho durante meses… no meu caso e no caso daquilo que em maior deficiência eu vim de fábrica, sempre que resolvo aumentar a dose vem alguém e pumba bora lá testar a moça!

E nada me faz mais saltar a tampa que os pretensos humoristas da humanidade… não aqueles que nasceram com o dom… mas aqueles que se julgam engraçados… sabem quem são? Todos temos uma ou duas, espécimen deste tipo e quando não temos eles brotam e pupilam pelo chão tal qual cogumelos alegres e contentes.

Fazemos um comentário a alguém e pimba lá vêm eles… colocamos uma imagem pessoal que identificamos com um amigo e tungas mais umas charadas idiotas que nos apetece pegar num garfo e furar os olhos a alguém e depois se nos salta o mau feitio, ( e a mim confesso que me salta com uma facilidade estonteante), vem com a típica frase do “ah estava a brincar” ou a melhor ainda “já não se pode brincar” e resumem a sua má educação e inconveniência a uma frase e a um gesto amuado que se distingue facilmente com o “ai de mim que sou um desgraçadinho e que ninguém me entende”. Ora foda-se se é assim tão fácil fazer e dizer merda e depois dizer que estamos a brincar então tenho a vida facilitada certo?

Posso sempre virar me para uns tantos e dizer “olha porque não vais ser enrabado por um bando de suricatas em fúria já que gostas?” ou ainda “só me procuras quando precisas e só te lembras de mim quando eu falo primeiro vai para o caralho que te foda” e depois se as pessoas reclamarem remato com o “ahhhhhhh estava a brincar e coisas e cenas” não me posso é esquecer de fazer cara de menina amuada e ofendida!

E eu tentei, juro que tentei, mas definitivamente existem coisas que nem a maior decisão tomada entre um copo de champanhe e meia dúzia de acepipes se consegue manter.

Namasté _()_

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Posted on January 16, 2015, in O foda-se é sempre o foda-se. Bookmark the permalink. 2 Comments.

  1. Por acaso tb acho que anda por aí gente a mais qu diz demasiadas vezes ” ahhh, estava a brincar”. No meu caso, não acho que seja falta de poder de encaie, acho que eles/elas é que não pensam antes de abrir a boquinha para dizer merdinha!

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