A realidade conforme a vejo

a1874-guy-fawkes-v-32088Ponderei seriamente se deveria ou não abordar este tema, mantive-me ausente de opinião enquanto ia lendo por entre as noticias que me iam surgindo no email ou os posts mais ou menos filosóficos mas nem por isso menos fanáticos.

Porque vendo bem é o que ultimamente tem abundado por aí em elevada escala, fanatismo por quem é contra…fanatismo por quem é a favor… gostava sinceramente que certas ideias e causas fossem defendidas com essa mesma intensidade.

Posto isso no meio desta “fantochada” que se assiste (perdoem-me as mentes mais sensíveis que serão certamente das duas facções se o termo vos ofende) existe apenas e só duas linhas de pensamento…. Os a favor de acolher os refugiados de braços abertos (aka os bonzinhos/politicamente correctos) e os contra (aka os fascistas/xenófobos/ racistas) e pergunto-me eu onde param aqueles que com 5 dedinhos de testa e alguma capacidade de argumentação não são nem uma coisa nem outra… e pior ainda para que cano do esgoto foi enviada a capacidade de conversa e de argumentação de diferentes ideias?

Já vi de tudo …ofensas gratuitas…pessoas bloqueadas…amizades anuladas e isso porquê? Mais para quê?

Não me levem a mal, em momento algum questiono o sofrimento do povo sírio, mas dá-me vontade de rir, ler argumentações de “membros honorários da ONU” que tão bem falam, sentados confortavelmente por detrás do seu ecrã, mas que nunca saíram das imediações da sua zona de conforto.

Argumentações como o facto de nós sermos um povo com um elevado índice de emigrações é outro argumento que me dá vómitos só de o ler.

Eu vivi numa zona de guerra mais de 7 anos, sei o que é o medo… o pavor de não sabermos quando é que a próxima bomba cai na nossa porta e a juntar a isso fui emigrante e não fui atrás de casa, comida e roupa lavada de borla, fui a procura de melhores condições e para ter casa, comida e roupa lavada paguei por ela. No tempo em que estive fora do meu país vivi segundo as leis do país que me acolheu, se concordava com elas? Nem um pouco… se as cumpri obviamente. Logo começamos aqui por um ponto que para mim me é muito sensível, querem vir para o MEU país muito bem mas vivem as NOSSAS regras e estou me a marimbar para os “seus costumes” e as “suas regras” e as “suas tradições”. Aliás se fossemos por manter tradições tínhamos panos para mangas no que diz respeito aos “defensores dos pobres e oprimidos”.

Mais uma vez reforço que não estou aqui nem a favor dos ideais de uns, nem de outros, aliás das duas partes existem argumentos lógicos e certos, e muito menos acho que se os deve deixar morrer, principalmente quando se trata de uma guerra de valores… dos monetários e não dos religiosos.

Outro dos temas que vejo em debate é que vêm os homens e não se vê mulheres e crianças, quando verifico a defesa que por norma os homens embarcam a frente para ver as condições com que será a família recebida não me dá vontade de rir, mas de chorar, tamanha é a anormalidade nessa justificação. Para mim é o mesmo que dizer que num naufrágio os primeiros a entrarem nos botes serão os homens para ver se flutuam ou se estão bem selados… a sério? Isto não é a debanda da época de 70 como muitos querem comparam, eles NÃO SÃO EMIGRANTES, são REFUGIADOS, será que dá para ver a diferença ou está difícil? Não vêm os homens a frente para “verem as condições” vêm a frente as mulheres e as crianças para se salvarem e os homens ficam e defendem a pátria…ou supostamente seria assim numa guerra de ocupação…digo eu… mas o que sei eu de história de guerra?

Quanto a refutação que se deve fazer primeiro pelos nossos e depois pelos outros é outra justificação de bosta, dita por quem pouco ou nada faz nem pelo vizinho que se lhe bater a porta de casa a pedir um copo de água diz que não tem. É preciso fazer pelos dois…são casos diferentes… agora quando se mete a igreja no meio a disponibilizar casa…o estado a fazer o mesmo com todas as condições e mais algumas confesso que me dá vontade que se lhes arrebente uma bomba nas trombas… já que para quem precisa dessas duas “entidades” só encontra portas fechadas e má vontade.

Posto isto e analisando friamente as coisas, não me deixando comover nem por imagens de crianças mortas (sim é uma desgraça mas que acontece neste momento nos 4 cantos do globo) nem por imagens adulteradas ou não da má vontade de quem pede ajuda o que tenho a dizer é somente isto:

Numa luta santa (e querendo vocês ver isso ou não os muçulmanos estão numa guerra santa) não existe meio-termo, não existe certo ou errado e não existe bom nem mau. Atenção que eu já falei com muçulmanos e sei do que falo, para eles radicalistas ou não o Corão é lei e se vocês lerem com atenção irão verificar que muito do que é feito é lá permitido e antes que me venham com a mesma ladainha que na bíblia isso também existe, deixem que vos lembre que a igreja e a bíblia primam pelo livre arbítrio… mesmo com os erros que possa haver (aliás a igreja é regida por homens e os homens erram).

Não sou contra receber provisoriamente e atenção à palavra provisoriamente aqui quem de facto foge da guerra… mas não sou a favor que se os recebam com louvores de estado, com casa e condições que sinceramente neste momento está acima da classe média portuguesa. Se isso faz de mim fascista? Temos pena, já me chamaram de coisas piores. Não confio num povo que julga sem direito a julgamento e que se acha acima das leis, que trata as mulheres como objectos sem vontade nem opinião. Refugiados ou não, não confio minimamente num povo que mata porque um ser do altíssimo lhes garante paraíso com 22 virgens. Não confio num povo que não se adapta mas que obriga quem convive com ele a adaptar-se a eles.

Tenho perfeita consciência que pelo menos no nosso caso, ou pelo menos no caso do nosso governo, isto é uma forma de encaixar mais uns milhões da UE, só espero sinceramente que não seja um belo de um tiro no pé! Um tiro que não vai desfazer apenas o dedo grande mas a perna até a virilha… e espero que daqui a uns meses não se crie aqui um campo de guerras territoriais.

O resto é história como dizia o outro e estamos sempre a criar…pena que não se aprenda com os erros do passado e que se julgue que somos donos da verdade.

Namasté _()_

PS: Os comentários estão como é óbvio sobre moderação. Se houver quem queira comentar eu irei ler e ponderar se o publico ou não, aqui todos tem direito a expressar-se com respeito… caso contrário o lápis azul trabalha… e não tenho problema nenhum em usar!

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Posted on September 11, 2015, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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