Semana 41 de 52

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Não tenha pena dos mortos. Tenha pena dos vivos, e acima de tudo, daqueles que vivem sem amor.
Albus Dumbledore

Poderia ter escolhido uma frase de um qualquer famoso pensador… mas se o Bob Dylan ganha o prémio Nobel da literatura eu também posso citar Dumbledore e na realidade não existe frase mais perfeita que a dele, para retratar quem vive o dia a dia concentrado no seu umbigo… no seu mundo falso e frio achando que são o centro do universo.

Esta semana que acaba hoje, fui até Gaia… Vila Nova de Gaia… a que será sempre considerada minha casa independentemente de que terras possa ainda eu andar ou pairar… 3 anos ou mais já nem sei precisar… o tempo esse maldito fio de areia que corre sem parar e nos deixa ausentes da realidade certa da sua quantidade passada… fui visitar o meu avô… ele pediu que fosse e eu senti no peito que podia não ter tempo de adiar mais e fui…. quando o nosso avô de 90 anos nos diz que nos quer ver… nós vamos… eu pelo menos vou.

Conhecem a frase:

A solidão mata

Fiquem focados que mata… não estamos talhados para viver sozinhos e para o conseguir fazer temos de ser mais fortes do que julgamos e mais insanos do que parecemos. Mas se a solidão mata o amor dá vida e foi isso que vi no pouco tempo que passei com ele.

O meu avô foi meu pai por uns anos, à medida que fui crescendo acabou por tornar-se um dos meus melhores amigos, falamos de tudo, dividimos tudo e principalmente rimos com tudo… somos gozões de nascença e sentir isso foi como uma injecção de energia que tanto precisava mas que nem sabia.

Podia falar aqui dos erros que ele cometeu enquanto mais novo, podia dizer que foi duro e severo que não era fácil de lidar… podia dizer tudo mas a realidade é que para aquilo que ele sofreu foi o melhor que soube e sempre o foi de forma simples, honesta e recta!

Ao contrário de alguns filhos que se desviaram com uma força do caminho que não sei como não se enfiaram com os cornos na primeira curva a direita! Não têm tempo de parar por um segundo na vida vazia de sentimentos que têm para saber como está o pai… a não ser claro que lhes chegue ás narinas o belo cheiro do dinheiro fácil.

Querem outra frase padrão?

A raiva corroí demais

bem no fundo quem acaba por se destruir com ela somos nós que a sentimos… a deles está guardada nem que seja conforme prometi ao meu “compincha de gargalhadas”

Levarem com um castiçal de ferro no focinho no seu velório

(acho que nunca rimos tanto na vida como quando lhe disse isso)… o que ele não sabe é que provavelmente é mesmo isso que vai acontecer… numa vida inteira de luta e batalhas e constante porrada existe lá melhor forma de se despedir dela?

Namasté _()_

PS: O mais engraçado disto tudo é que faz precisamente hoje 3 anos que escrevi ISTO

Diferentes épocas, similar forma de pensamento…

Oh the irony

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Posted on October 15, 2016, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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