Sobre o direito de escolha

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Existem temas polémicos que por norma evito falar… alguns porque sei que vou inevitavelmente entrar em confronto com as pessoas, e confesso-me cansada de o ter de fazer, outros porque são tão pessoais que não temos direito de o fazer…

Sei que hoje no canal 1 vai ser retratado um desses temas… sei que muitos vão ver desejosos dos confrontos que este típico tema nos leva, eu confesso que não o vou fazer, tenho a minha opinião bem definida sobre o caso. Sou a favor do direito de escolha! Mas sou a favor desse direito em tudo… na vontade de continuar uma caminhada… qualquer tipo de caminhada!

Se consigo compreender não! Se aceito sim!

Tive a um tempo atrás uma conversa com um sacerdote que me disse ser não só contra natura como contra Deus! Argumentei que se assim fosse não nos tinha sido dado o livre arbítrio… o que não suporto no meio dos defensores pró-vida… sejam eles anti aborto, ou anti eutanásia é a hipocrisia que os acompanha… é isso que me afecta os nervos… a hipocrisia!

E já nem sequer vou aqui falar dos defensores do direito à vida dos fetos…. que preferem que nasçam sem ser amados, largados ao abandono de uma instituição… recriminados pela sociedade como marginais por serem órfãos não só de seres que não mereciam a capacidade de reprodução mas também da hipocrisia do parecer bem na sociedade. Já para não falar nos “senhores de bem”, que são super contra mas que levam as filhas adolescentes, as amantes conscientes ou as empregadas obedientes até Badajoz para tratar do “assunto inconveniente”

Também não vou falar dos que são contra a eutanásia, religiosos de trazer por casa que porque dão o dizimo todos os domingos, se acham no direito de criticar o vizinho sem terem a consciência que estão a praticar  exactamente aquilo que ELE condena… não vou comentar o Juramento de Hipócrates, onde atrás dele tantos médicos se escondem na perspectiva de poder prolongar aquilo que passou de vida a sofrimento… e um estado zombie de dor e tortura…

Vou apenas dizer que não sou hipócrita ao ponto de achar que temos o direito de esterilizar os animais para evitar uma sobre população, de seres sofredores de fome, maus tratos e marginalização e não o vimos na direcção sobre o ser humano, sobre exactamente o mesmo… Não! Não sou hipócrita por saber na minha alma, que por mais que doa se o meu menino de 16 anos deixar de ter uma vida condigna, vou optar por o libertar da dor ,e pensar que não o faria a quem me deu a vida, a capacidade de discernimento e a capacidade de amar!

Porque para mim este direito de escolha é o maior acto de amor que pudemos facultar a quem nos pede… saber que iremos finalmente dar lhe aquilo que nunca nos devia ser retirado… paz!

Mesmo que o preço a pagar seja a dor de perder quem amamos!

Namasté _()_

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Posted on February 1, 2017, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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