Simulatum social

ai-a-pessoa-pede-sinceridade-voce-fala-294x300Eu confesso que sou uma pessoa muito a leste do paraíso, das 11h diárias que dedico ao meu sonho, mais aquelas que me obrigo a ter, seja por lazer, prazer ou porque tem mesmo que ser, mais as obrigatórias que me permitem manter em pé, como dormir e comer, pouco tempo ou nenhum, tenho para ver televisão, seja ela de que estilo for.

Por isso muitas das vezes, quase todas as vezes confesso, dou por ela, de uma qualquer polémica de alguidar, já ela passou de moda, tento como é lógico manter-me minimamente informada do que se passa no mundo ao meu redor, um trabalho ao balcão, ao contrário do que se julga requer não só o saber coordenar as peças que vestimos, como somos muitas vezes padres, melhores amigas, confidentes, informadoras e policias… tem menos glamour do que aquilo que se pensa e muito mais do que aquilo que abrange os olhos treinados e os cérebros maldizentes que abundam por aí.

Mas mesmo para mim, adepta da audição selectiva é difícil de ignorar que ultimamente as maiores quezílias de faca e alguidar que tem abundado por aí tem como protagonista as crianças.

Antes que comece já as típicas conversas de ir ao cú como:

“Tu não tens filhos não podes falar?”, “Quem está mal que se mude?”, “Os tempos são diferentes”, “As crianças precisam de ser crianças”…

Deixem que vos diga desde de já que me estou a cagar para argumentos de merda que servem exclusivamente para aliviar a mente dos adultos… de adultos que nem adultos sabem ser dentro da sua posse de snobs conhecedores das lides familiares e das dificuldades imensas que lhes dá educar uma criança numa casa onde o máximo tempo que se têm é ordenar entre gritos, ou que não falem, ou que se despachem para ir para escola… que depois suspiram aliviados já que durante as horas que os entregam mal-amanhados, mal preparados e mal-amados aos cuidados de outros adultos com vocação zero na profissão que exercem, porque na realidade queriam ser escultores, arqueólogos, biólogos ou outra qualquer profissão que sabiam a partida não iriam ter saída mas que hoje em dia quem não tem canudo não é ninguém e não vai um “senhor doutor” de beira de estrada ter um outro trabalho indigno para a sua qualidade superior, que só existe na sua cabeça pequena e mesquinha.

Eu lembro-me já de no meu tempo de miúda, em que trabalha e muito na escola, que para além de ter aulas de manha e a tarde, tarde que consistia em sair as 18h das aulas e não as 13h (tardíssimo para as crianças hoje em dia coitadas, que nem tempo têm para ser crianças), ainda tinha de enfiar literalmente os cornos nos livros até as 20h, porque tinha exames, e testes surpresa e fichas que contavam para a nota e admirem-se os surpreendidos era cotada pelo aspecto do meu caderno, pela forma como respondia aos professores, pela maneira como me apresentava na escola… como me apresentava para trabalhar…porque queiram ou não os “senhores superiores de cocó que só porque procriaram e pariram uma criança se acham superiores aos demais” não para ir desfilar no Carnaval… sim porque essa é outra, os senhores papás ficam ofendidos com a QUANTIDADE DE TRABALHOS AS CRIANÇAS LEVAM PARA CASA PARA APRENDER A SER ALGUÉM NA PUTA DA VIDA, mas não se ofendem em ser obrigados a mascarar os infantes da maneira que o professor… quem lhe dá aulas… o coiso… os obriga… e ainda vêm com ar de superiores quando lhes expomos isso com a típica frase de ir ao cú aos camelos, vocês não sabem porque não são pais… guess what!

EU SOU PATROCINADA PELA DUREX, VÃO APANHAR NO CÚ.

E depois da hipocrisia de pais que deviam ter plastificado o “mangalho” antes de serem país e que se esqueceram do que era serem filhos no nosso tempo de escola, onde não havia televisão, onde se brincava a horas decentes e se estudava porque era esse o nosso trabalho… e que o nosso divertimento… a nossa forma de estarmos distraídos era com o focinho enfiado num livro sentados e calados e que pedíamos com licença para falar, para sair da mesa (ai de mim se levantasse o fiofo da mesa antes dos meus pais terem acabado de comer), agora vêm doutorados da Kremlin com os cornos atulhados de liamba ensinar crianças a não ser crianças, para se tornarem adolescentes de merda e em consequência disso adultos que não valem a ponta de um chavo furado… tenham a puta da paciência e fechem a matraca.

Como se não bastasse temos agora as virgens ofendidas (que se ficassem virgens poupavam de facto uma data de chatices ao comum dos mortais é um facto), dizerem que são contra os restaurantes que proíbem a entradas dos pequenos monstrinhos, desculpem crianças, que vocês andam a deseducar… porque as crianças não podem ser comparados aos animais… a sério? O meu periquito é mais bem-educado que as vossas crianças quanto mais o meu cão… ele é mais educados que vocês que falam ao “auricular” na rua a altos berros… como se eu quisesse saber que o vosso exame a próstata revelou aquilo que toda a gente sabe… que a gaita é pequena.

Por isso sou a favor de restaurantes, dos restaurantes criança-free, o que não falta são opções de escolha onde podem ir com os vossos rebentos… e vão por amor da santa vão sempre… nunca tirem um tempo para vocês, assim é garantido que não procriam mais e é um alivio para a malta que não sabe um boi das maravilhas da maternidade sim?

Já agora deixo aqui o lobbie… já que estão a pensar em restaurantes e hotéis crianças-free, não podem estender isso as praias também? É que esta a chegar o Verão e a ultima coisa que me apetece é levar com os gritos e as bolas e areia e os olhares de boi babado dos paizinhos das crianças para mim, que não tenho culpa nenhuma da TÂO BOA EDUCAÇÂO QUE TEM.

Namasté _()_

 

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Posted on March 11, 2017, in Uncategorized. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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