Pondero se mudei ou se estou simplesmente cansada.

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É engraçado como vamos mudando ao longo das areias do tempo, verdades absolutas de ontem passam a ser meias verdades amanhã. Acho que faz parte da evolução de um ser, seja ele humano ou não. Claro que existe quem é atrito a mudança, a mudança assusta, amedronta… mas faz tanta falta como faz o ar para os pulmões.

Defeitos e receios tenho bastantes, alguns foram-se perdendo, outros aprimorando e uns quantos adquiridos, mas da mudança nunca tive, sempre a abracei com gosto. “Muda nem que seja para pior” sempre foi o meu lema, abraço a mudança como se de uma velha conhecida se tratasse.

De vez em quando apercebo-me que mudei, ou evolui como gosto de pensar, de uma forma bastante exponencial, e ontem foi um desses dias. Eu sou uma pessoa controversa, modéstia a parte, sou aguerrida na defesa das minhas ideias, gosto de uma boa discussão, sabendo ouvir e sabendo fazer-se ouvir, aprendesse muito numa troca de ideias, mas também já fui de ferver em pouca água, de me irritar e julgar os outros sem perder tempo para tentar entender o porquê das suas atitudes ou frases… confesso que sempre me achei dona da verdade, sou sagitário… e nesse campo o signo encaixa na perfeição.

Mas hoje em dia afligi-me a facilidade com que a informação está disponível e a maior facilidade com que é deturpada… num tempo onde somos invadidos diariamente com a “lei de protecção de dados” (boas merdas isso aí) a facilidade com que perdes a tua identidade e a tua privacidade é assustadora. As pessoas escondem-se atrás de um computador e invadem o teu espaço, como se tivessem direito a isso, mas mais assustador é as pessoas acharem que lá porque entreabres a porta lhes dás o direito de a escancarar. E quando isso é usado pelos “jornalistas” deste país mais assustador é.

Ontem li esta frase do Salvador Sobral “ Não penso fazer campanha para incentivar a doação de órgãos” ao que o “jornalista” (entre aspas porque o tipo é tudo menos profissional) acrescenta “ou seja, eu já me safei agora os outros que se amanhem” em primeiro lugar a ideia que todos podem ser jornalistas ou comediantes é só parva, o tipo não só passou os limites do absurdo como deveria ponderar seriamente uma licença sabática, em segundo lugar e lendo os comentários que se associavam à imagem dei por mim a pensar que provavelmente eu seria uma da fila da frente a criticar o Salvador. Hoje em dia já assim não foi… li os comentários, abri a imagem e cheguei obviamente à conclusão que a mesma pertencia ao pedaço de merda que é o CM e acabei por  questionei-me sobre isto:

Quem foi que deu o direito a esta gente de usar frases, retiradas de uma forma porca, do contexto de outra frase, para destruir a imagem de outrem? E quem somos nós para promulgar essa violação deliberada com partilhas virais… dar tempo de antena a esta espécie de insectos rastejantes e imundos?

Liberdade de expressão… viva… mas só se ela for igual a tua porque se não és um FDP ingrato, não tens direito as tuas ideias ou a tua forma de ver a vida. Sim mas eu posso chamar-te nomes ou perturbar o teu direito de expressão… impressionante como a realidade consegue ser ajustada ao que nos dá interesse, não é?

Mas mais que isso, a minha vitória pessoal foi saber que não estou já nessa lista, que consigo ponderar o suficiente e afastar-me q.b. para pensar que talvez, só talvez as coisas não sejam assim como se mostram… porque na realidade, a realidade tem 3 vertentes:

“Aquilo que mostras, aquilo que vêm… e o que realmente é”. Pensem nisso!

Namasté _()_

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