Category Archives: Divagações

Divagando

flor-na-macc83o

A minha bisavó materna sempre disse isto a minha mãe:

“No dia em que as máquinas fizerem tudo por nós e nós tivermos de deitar a cabeça para trás para ver os prédios e mesmo assim não virmos o fim deles, estaremos no final do mundo”

Compreendo para alguém que me possa ler e não tenha noção de como era o mundo sem os “iphones, ipads e outros ip qualquer coisa” isto possa parecer ridículo, mas para uma mulher iletrada como ela, no tempo em que ainda nem a televisão tinha cores, prever tal coisa é algo de extraordinário.

Não a cheguei a conhecer, tenho pena, acredito que seria um poço de sabedoria e alguém como uma visão bastante abrangente do que é o mundo, pelo que ouço do meu avô, ou da minha mãe sei que teria bastante a ganhar em conversas que poderíamos ter tido… não aconteceu. Acreditem ou não, já que há convicções que são de cada um, sei que tenho em mim algo dela, na forma de ver o mundo.

Não! Não acredito que o mundo irá terminar num qualquer colapso apocalíptico… acredito sim que Gaia está cansada daquilo que andamos a fazer com a nossa capacidade hercúlea de olharmos apenas para o nosso umbigo e que eventualmente irá dissipar a praga que a assola… de uma forma naturalmente evolutiva… foi assim que aparecemos e irá muito provavelmente ser assim que iremos desaparecer e quando isso acontecer ela própria irá recuperar das feridas tão profundas que lhe causamos.

Talvez ainda se vá a tempo de recuperar erros, eu sinceramente não tenho fé nenhuma na nossa raça… nesta raça de hábitos maus e capacidade destrutiva que sente prazer no mal que causa. Que se refugia em desculpas bacocas de fé podre para justificar actos injustificáveis. Nesta sociedade que mesmo passados tantos anos de conquistas e evangelizações continuam a tentar subjugar os outros na base da “minha verdade ser mais verdadeira que a tua”.

Li uma vez algo que me ficou na cabeça:

“Os teus anjos são os demónios do teu inimigo”

Tão simples a frase e tão assustadoramente certa… sim ainda acredito em algo superior que nos rege… não, não lhe coloco a culpa pelas desgraças e catástrofes… e atentados e mortes…  isso é causado pela única raça que se movimenta pelo mais mesquinho dos sentimentos… a cobiça!

Namasté _()_

Advertisements

Once more with feeling

images76D1773N

Confesso que me faz alguma confusão a facilidade e a rapidez que se alteram os status nas redes sociais, já para não falar da necessidade cada vez maior que existe em expôr cada passo que damos por lá.

Não que tenha alguma coisa contra a velocidade que se passa de solteira, a numa relação, a é complicado,a solteira outra vez, não sou tão retrogada assim que ache que se deve namorar e casar e de que o casamento é para a vida toda, aliás nem retrogada nem inocente a esse ponto. A vida de cada um apenas diz  respeito a si mesmo, pelo menos é assim que eu faço com a minha e tento fazer com as dos outros, mas não posso deixar  de me questionar  se com esta mania crescente de publicar o que comemos, quem comemos e aonde comemos não criamos aberturas para que existam cada vez mais facilidades de criticar e muito pior ainda de opinar sobre o que somos e como devemos viver a nossa vida.

Até porque, e sejamos realistas, cada vez mais vivemos numa aldeia global e nunca se sabe quando nos pudemos cruzar com alguém que já nos leu virtualmente e que assume que nos conhece apenas por aquilo que vê. E é como se costuma dizer, num texto (ou neste caso publicação) existe sempre três vertentes:

  • O que dizemos,
  • O que entendem, e,
  • O que realmente quer dizer.

Por isso, e isto é a minha opinião e vale o que vale, até que ponto é inteligente expôr a nossa intimidade da maneira que o fazemos nos dias que correm?

Pensem nisso e vivam mais a realidade e menos a vitualidade.

Namasté _()_

Novo ano, velhas ideias

tumblr_inline_mtybz7SrIv1rj0kml

Antes de mais Bom Ano. E conforme prometido cá estou eu a retomar a escrita, ou pelo menos a tentar voltar a fazer.

E nada como começar com um pouco de polémica, sem querer suscitar muita, mas porque é o tema do dia, não poderia deixar de o referir.

Um novo atentado, uma nova prova do que podem as atitudes fanáticas fazerem a um povo, a uma nação em plena Europa liberal e liberalista.

Quem me conhece, sabe que existem temas que por norma prefiro não abordar, não por receio de debates calorosos, mas porque tudo o que inclua facciosismo leva a troca de palavras estupidas e a atitudes mal pensadas.

Temas como clubes de futebol, religião e política são por norma, temas difíceis de manter numa conversa inteligente.

Não posso deixar no entanto de escrever sobre o que se tem vindo a passar na Europa, num continente que já passou por tanto e que pelos motivos errados se esta a deixar conquistar por ideais errados e absurdos.

Todas as religiões têm erros, aliás de outra forma não poderia ser quando são retratadas por homens, mas existem situações que deveriam e poderiam ser evitadas se as pessoas deixassem de ser politicamente correctas e defendessem os seus direitos, as suas ideias.

Eu fui emigrante, emigrei por 7 anos, cumpri as regras desse país, mesmo aquelas que não concordava, calei revoltas… engoli sugestões, porque não era direito meu expor… na terra onde fores ter faz como vires fazer, já diz o ditado, e os antigos tinham razão no que diziam por mais que se lhes tente tirar a experiência vivida.

Vi pessoas de idade avança serem tratadas pior que animais, por não gostarem da cara, serem recambiadas de volta após 8 horas de viagem, sem respeito nenhum… e foram cidadãos do mesmo país que agora no meu, reclamam casas sem pagar e subsídios sem terem direito sob o cunho do racismo.

Permitir que um estrangeiro entre no país e mude as regras do mesmo é um erro que se paga caro, permitir que leis se alteram, que se manipulem noticias…. Ouvi ou li uma vez que um povo incapaz de lidar com o humor é um povo que se auto estupidifica e é verdade, mas mais que isso um povo que se permite a alterar tradições por outro é um povo que abre alas para ser conquistado a base da força… da barbárie.

Não sou a favor da abertura das fronteiras de uma forma discriminada, não sou a favor de colocar os que vem de fora em primeiro lugar com respeito aos meus compatriotas. Alterar as regras de uma escola, como o que aconteceu com a retirada dos cruxifixos em França por ferir susceptibilidades a um povo emigrante? E as burcas? Porque são permitidas?

Justificar isso com o facto de ser “costume” é absurdo, então e o costume dos povos do país para aonde emigram? Onde fica?

Serei racista por pensar assim? Xenófoba? Por defender os interesses do meus país? Interesses que vejo serem a cada dia que passa, postos em causa por um povo que não nos respeita? Não é suposto respeito originar respeito? Um povo que não aprende com o seu passado é um povo que não evolui… não se viu já a Europa no meio de um genocídio por alguém que quis impor as suas ideias em detrimento das dos outros?

Temos de continuar a medir o que dissemos, o que fazemos… a controlar as piadas que contamos por um povo cobarde e mesquinho que se esconde atrás de um desgraçado iludido com uma bomba amarrada ao peito?

Pensem nisso… mas pensem antes que seja tarde demais…

E fico-me por aqui, já me alonguei neste que é o meu texto de retorno.

Eu por mim vou continuar a dizer o que penso!

Namasté _()_

Divagações

“…Diz-me tu incrédulo que julgas reger o teu destino, quantas vezes na vida te viste preso nesse beco sem saída onde as paredes se parecem fechar tal qual túmulo precoce de uma vida mal vivida!
Diz-me porque ergues os punhos aos céus ofendido com as tormentas da tua vida, tu que nunca agradeces os arco-íris, que desvias os olhos daqueles que sofrem e que te desvias do passeio quando se arrastam nas suas vidas com medo que como se de uma doença contagiosa se trata-se te passassem a peçonha que julgas ver nos olhos cansados, já tão cansados que nem força têm para verter as lágrimas de uma vida destruída. De uma fé abalada!
Tu que te escondes por detrás de uma maquilhagem estafada de uma vida cansada, que desististes antes ainda da primeira volta, que baixaste os braços, que olhas ofendido os sorrisos dos outros que invejas as suas vitórias que tudo fazes para que se percam no esquecimento, diz-me quando vais ver que na vida tal como na morte nada nos pertence mas tudo é nosso quando o resolvemos agarrar.
Divagas em sonhos irreais, desdenhas momentos reais… choras porque não amas, amas quando choras, ignoras o mundo, isolas o segundo que te faria ser feliz porque te parece pouco!
Diz-me tu incrédulo de uma vida passada quando abres as mãos fechadas de ilusões falhadas e agarras os momentos secretos incrivelmente directos da felicidade que passa na estrada, tão sabiamente vendada tão estupidamente centrada!…”
Ps:
Não sei porque me saiu em pleno domingo estas palavras, sei que saíram eventualmente fará sentido para alguém…certamente farão sentido a mim num tempo futuro!
Ficam aqui porque gosto de dividir com quem me lê alguns momentos que me assolam!
Namasté

loudness

magazine

Pseudo

Para o que der e vier!

O estranho mundo de Dom

...um mundo igual a tantos outros ... ou não !

Divas em Apuros

Um espaço de convívio para verdadeiras Divas.