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Pensamentos meus

Todo mundo tem clientes. Só traficantes e empresas de software é que tem usuários.
Bill Gates

Quando era miúda costumava perguntar-me a mim mesma o porquê de tendo nós um país tão admirado pelo mundo não investíamos mais em turismo, em turismo de excelência, no saber receber bem… quando expunha isso aos “adultos” era crucificada com frases tipo:

“Era o que faltava servir os outros”, “Nós não somos empregados de ninguém” e outras pérolas que tais…

A medida que fui crescendo acabei por realizar que a realidade das coisas está no facto de todos, independentemente do tipo de profissão, termos clientes… os doentes são clientes dos médicos, os atletas clientes do ginásio, os alunos clientes dos professores, porque é no atendimento que reside o pagamento que origina o ordenado que levamos para casa a cada fim do mês.
Ao chegar a essa conclusão acabei por chegar a outra, a maior parte não gosta de atender porque não sabe ser cliente… confusos? A ideia não é tão despropositada assim e não, não acho que o cliente tem sempre razão, isso seria apenas e só idiota o que eu vejo é que o português tem dois estágios na categoria cliente:

Ou é burro e mal-educado o que leva a que seja inconveniente e perca a razão ou então paga é mal tratado e ainda agradece… ou seja levam a exaustão o termo quem não está bem que se mude… mudar porquê? Porque haveria eu de mudar de um sítio porque não concordo com parte do atendimento mas até me sinto bem no espaço? Porque raio é que eu pagando não posso exigir o serviço desde de que o faça com conta peso e medida? Até que ponto não estamos nós como clientes a originar um mau atendimento?

Pior desde de quando é que é justo para qualquer um dos intervenientes que a exigência desde de que fundamentada não seja feita… ao fazer não iremos ajudar a que melhorem como profissionais e humanos?

Ou a critica construtiva que é tão aplaudida e desejada não o é assim tanto e na realidade julgamos-nos mais conhecedores que os outros ao ponto de sermos arrogantes e mal formados?

O que ganhamos com o falar nas costas? Com o apontar do dedo maldizente de quem tudo critica mas em nada apresenta soluções? Acabo por chegar a conclusão que o que não falta ai é quem leve no cú o tanto que gosta de falar pelas costas… só não gostam é de o dizer a descarada.

Namasté _()_

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Cheers

free

A quem me pergunta se sou pessimista ou optimista, respondo que o meu conhecimento é de pessimista, mas a minha vontade e a minha esperança são de optimista.
Albert Schweitzer

Hoje ao comentar um post de uma amiga virtual que é mais real que alguns que julgava amigos, dei-me conta que apontamos demasiado o dedo de forma negativa e nos esquecemos de parar, pensar e homenagear os heróis esquecidos… aqueles que não se publicitam… os que são acusados de nada fazer e tanto fazem e que ainda são capazes de manter a capacidade magnífica de se rirem das acusações que lhes fazem.

Por isso um brinde a quem para na rua para ajudar um velhote a atravessar, a quem leva as compras a casa de uma desconhecida porque não tem força nas pernas para o fazer… a quem sorri e diz bom dia a alguém que está triste apenas para lhe alegrar o dia… a quem abraça um amigo só para lhe passar um pouco de energia mesmo sem dizer nada! Um brinde a quem brinca as escondidas com o filho de alguém que nunca viu na vida… a quem não bate com a porta na cara as testemunha de Jeová e lhes dá 5 minutos de atenção. Um brinde a quem guarda o pão e o deita mesmo as escondidas às pombas sem se importar com as multas que daí pode ocorrer, a quem guarda os restos do jantar para os deixar na rua para os animais que por lá passam… a quem anda com um saco de ração e um garrafão de água no carro não vá o diabo tecer … um brinde a quem sorri só porque sim… a quem faz rir mesmo com vontade de chorar… a quem fica sentado em silêncio ao lado de quem precisa apenas para que a solidão não seja demasiado pesada.

Um brinde a quem ainda sabe dar sem pensar em receber… um brinde a quem pisca o olho a um cão com quem se cruza na rua só para o ver piscar de volta… um brinde a quem não tem medo de sujar as mãos… um brinde a quem mima sem recear trazer pulgas para casa… e principalmente um brinde a quem o faz sem gravar, fotografar ou se auto vitimizar e auto intitular de herói de rede social.

Vocês fazem com que mantenha a minha fé nesta raça mesquinha que é o ser humano!
Obrigada!

Namasté _()_

 

Lido com isto várias vezes no meu dia

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Não percebo porquê que com essa idade ainda não sentiste a urgência de seres mãe e de teres vontade de deixar uma descendência tua para quando partires

Isto dito com a maior das máscaras colocadas que existe no mundo de hoje… a máscara da felicidade…

10 minutos depois a mesma pessoa tem esta conversa telefónica em tom arrogante, mal amado e prepotente:

Sou tua mãe e agradeço que não me dês mais trabalho do que aquele que me dás todos os dias, o teu pai vêm buscar te depois do jantar e tu sabes que eu hoje dava um jantar em casa, por isso lá terás de ir connosco e ficares a espera dele.

Bufa e desliga… levantei-me e disse-lhe

Prefiro mil vezes não deixar descendência minha no mundo do que a fazer conviver comigo e com a minha pouca vontade de a ter a meu lado, como tão bem o acabaste de fazer agora!

Não respondeu… nem poderia porque continuamos a viver num mundo de ilusões e de parecer bem… em pleno séc XXI… é triste! Muito triste!

Namasté _()_

Momentos que observo

11221879_1081338008556892_7624854132391959135_nHoje assisti a isto numa grande e conceituada loja de bricolage:

Pic…pic (isto é o artigo a ser passado na máquina sem um sorriso ou um bom dia da parte da funcionária) … factura quer? (Que eu saiba factura é sempre entregue ao cliente agora pode é ir com ou sem contribuinte) … Não? Então são X,49€… Moedas?
Aqui está.
pic…pic….

Dei por mim a sorrir, a suspirar e a dizer ao meu pai… olha espero por ti lá fora. Isto tudo ainda tenho a salientar que a moça estava a aprender e quem a supostamente estava a ensinar estava tipo estátua de sal de mãos unidas a olhar para aquilo como um burro olha para um palácio.

Eu sei que ninguém nasce ensinado e que tudo se aprende e blá blá mas existe algo que se tem de aprender de berço e a isso chamasse educação, palavras como bom dia/se faz favor e obrigada não se aprendem num curso profissional nem em formações de 5 minutos enquanto se adquire conhecimento de como se mexe numa caixa registadora.

Sim é um facto que existe atendimento ao balcão e atendimento ao balcão mas a sensação que tenho é que hoje em dia se encara este tipo de trabalho como uma transição ou um serviço reles de quem não consegue fazer ou arranjar mais nada.

Saber estar e saber falar mas principalmente saber ouvir é uma arte que poucos sabem, muitos menos aprendem e menos ainda estão predispostos a adquirir, o mau hábito do tempo das vacas gordas que um lojista não vendia, registava acabou… não existe mais e se naquele tempo quem fazia este trabalho tinha uma formação rigorosa e era fácil mas tão fácil vender acham mesmo que agora que para se vender algo é preciso fazer dois mortais a retaguarda com um salto encarpado para a frente o conseguem? Com maus modos, más caras e uma educação inexistente?

Entramos numa loja onde nem a merda nos mandam, não nos sabem aconselhar, atendimento personalizado para eles nem existe e se juntarem a isso as moças ainda se fazem ao teu namorado só porque sim… se não fosse tão mau seria cómico… estórias que se ouvem, tristezas que se partilham, apoio que se dá… tudo isto onde se cria uma amizade, onde se vê crescer os clientes como pessoas e se começa a atender ainda nem avô é e quando se pisca os olhos se está a atender a neta… se isto não é um trabalho do mais nobre que existe eu não sei o que será!

Por isso aprendam a dar valor ao que têm e aprimorem… seja a atender ao balcão, a fazer contas, a operar alguém ou até mesmo a lavar escadas… no final não crescemos só como ser humanos mas ajudamos a crescer quem connosco se cruza.

Namasté _()_

 

Adoro quem ri para a chuva

Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva. (O Aleph)
Paulo Coelho

E é por isso que eu adoro a chuva… ainda bem que regressaste

Namasté _()_

Desaprendeu-se a arte de conviver

Sabem do que sinto saudades? Das conversas na mesa de um café… da troca de ideias acesas ou nem por isso, onde se exponham pontos de vista que eram rebatidos ou reafirmados com sustentação.

Foi onde aprendi a ouvir… a esperar pela minha altura de falar…foi onde aprendi a expor as minhas ideias e mesmo quando não concordo com as dos outros a respeitar…foi onde mais aprendi porque muitas vezes não satisfeita com a forma como a conversa tinha sido conduzida ia investigar sobre o assunto por forma a puder contrapor com mais sustentação de ideias.

Até as discussões tinham mais gosto… olho no olho… as ofensas tinham mais garra… mais força… poderiam até terminar com:

Vai apanhar no cú não falo mais contigo

Mas a realidade é que chegávamos a casa e ligávamos ao outro nem que fosse para o ofender mais um bocado, mas as ideias eram rebatidas… faladas… opiniões eram mudadas ou reforçadas.

Hoje em dia a minha opinião é que conta e mais nada… não há debate, nem crescimento e muito menos amadurecimento…

Numa altura onde se fala da desumanização crescente… onde se tenta alertar para o precipício cada vez mais próximo da destruição humana continuamos cegos, surdos e mudos ás opiniões dos outros e mais que isso continuamos centrados ao que roda no nosso umbigo sem sequer nos dignarmos em olhar ao redor.

Cada vez se odeia mais, se incentiva mais o ódio ou a raiva sem demonstrar sequer uma solução para aquilo que nos faz sentir aquele sentimentos mesquinho e pequeno.

Vivemos um mundo de egos… isolados do mundo dentro do próprio mundo, vivemos cada dia mais ausentes do que somos… e isso sim mais que o aquecimento global ou a escassez de recursos será o que nos levará a nossa própria destruição.

Namasté _()_

Já vivi o suficiente para ver que a diferença provoca o ódio.
Stendhal

 

Vamos brincar as igualdades?

igualdade-generoNão sou sexista, feminista ou qualquer coisa acaba em ista… gosto de ser feminina, adoro que me abram a porta, que me encham de mimos e de flores… que me façam corar… que me protejam mesmo sabendo que não preciso…tenho a sorte de ter na minha vida um gajo que o faz tão bem.

Sei o que custa num entanto ter de demarcar o nosso espaço, mesmo com a conversa de ir ao cú de nos ser tudo facilitado por sermos supostamente o “sexo fraco”…vivi na pele a diferença salarial, ouvi o tom paternalista dos “big boys” (ou bois como gosto de dizer) quando tinha de lhes fazer frente enquanto os aconselhava ou questionava sobre a forma de usar o património das suas empresas.

Frases como:

“não desgaste essa bela cabecinha com isto”, “tão bonita que é, porque tem de ser assim teimosa”, “precisa é de arranjar um marido que a sustente” ou então a tão típica “eu sei que é assim mas na realidade quer é um homem forte”

Ouvi vezes sem conta!

Sei que se teve de lutar de unhas e dentes, que ainda temos hoje em dia de o fazer… eu mesmo com o meu negócio tenho de lutar a cada colecção que passa porque os vendedores continuam a ser “jarretas de antigamente” com a mania que são machos e que nos podem convencer a forma correcta de gerir o que tão bem gerimos sem os conselhos de merda que dão.

Não, não menosprezo o sacrifício que fizeram milhares de mulheres pela história para devolver aquilo que sempre foi nosso e que perdemos estupidamente. Sim sempre foi nosso… era nosso o poder de governar porque apenas se poderia garantir a descendência se a mesma fosse da mãe… a mãe sabemos sempre quem é, o pai? Sejamos sinceros, nem por isso! Era nosso o comando… nossas as decisões… eramos nós que partíamos para a guerra porque na mulher acaba o “prazo de validade” para procriar ao contrário dos homens!

Condeno sim a nossa fraqueza… estamos a voltar ao que eramos antes… subjugadas, submissas… porquê? Porque mais uma vez nos estamos a esquecer o que é ser mulher! Sim voltamos a esquecer o que é ser MULHER! Na totalidade da grandeza que o é ser!

Vejo-vos tão ofendidas com os manuais escolares… mas não vos vejo ofendidas com os burquinis… “estão a ofender e a desconsiderar a inteligência das meninas”… ouço vocês tão inflamadas dizer… tão ofendidas na partilha… da mesma maneira que vos ouço dizer… “cada um é livre de vestir o que quiser”… então mas aí não estão a esconder, subjugar e refrear a liberdade e feminidade da mulher? São criticados quem se ofende com quem entra de calções na igreja… de cavas e decotes… “monstros do séc passado, inquisidores”… exclamam ofendidos… mas temos de aceitar as burkas, porque temos de aceitar a religião dos outros…quem diz isso fala de outras coisas… se um menino quer uma boneca é maricas… porque? As meninas de cor-de-rosa… os meninos de azul… as meninas choram… os meninos nem pensar… se as meninas chegam tarde a casa é um escândalo… se chegam eles é normal.

Estão agora escandalizados por uma situação que é alimentada por vôs? Que ano após anos após ano apôs ano é enraizada na mente dos mais novos como “normal?

Existem diferenças ponto! Existem diferenças cognitivas, de raciocínio, de rapidez… existe porque as mulheres são diferentes dos homens de tantas maneiras possíveis que seria um autêntico aborto da natureza se assim não fosse.

Querem que essas diferenças deixem de existir? Vão fazer o quê? Criar híbridos? Mudar o ADN? Vamos explodir o mundo e mudar a mentalidade? A sério?

Estão todos tão ofendidos e vão fazer o quê? Passar a assumir que uma mulher pode ser pedreira sem ser fufa e um homem cabeleireiro sem ser panisgas? Ou não vamos ser tão extremos assim? Hummm vamos querer igualdades mas só naquilo que nos interessa é isso?

Crescem… informem-se e lutem pelo que vale de facto a pena e no intermédio defendem igualdades para os deficientes… essa sim é uma vergonha em pleno séc XXI o resto? O resto é conversa de ir ao cú!

Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais

Namasté _()_

Quando te cansas do mundo emigras para onde?

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Ontem mais uma vez os media invadiram o horário nobre com imagens horrendas de corpos despedaçados, descoordenados, em fuga sem saberem bem para onde… vi olhares ausentes que se questionavam o porquê de tal acontecer com eles… não sei que faria pois nunca passei por tal coisa.
Mas antes disso já temos sido invadidos com fogos descomunais, casas ardidas, corpos queimados, animais em fuga…pessoas em pânico… o que faria eu em tal situação? Não sei…nunca passei por tal coisa.
Junto a isso temos imagens de bullying nas escolas e fora delas, vídeos de animais agredidos…somos constantemente bombardeados de imagens de ódio… de corpos mutilados…violados… agredidos. Pessoas são ofendidas pelas suas crenças, os seus ideais… a sua cor de pele ou a sua apetência sexual… que faria eu? Não sei… ainda não passei por tal coisa.
Não me julguem mal, eu penso que devemos ser informados do que se passa, a realidade é que informação a mais e sem filtro é o mesmo que dar uma arma carregada a uma criança… ultimamente é isso mesmo não há filtro…não há humanidade…não há gratidão ou cedência…há interesses…podres…mesquinhos…frívolos!
Algures a humanidade vendeu a alma ao Diabo…

Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

Buda

E ultimamente o que pensamos reflecte bem o mundo que vivemos!

Acima disse várias vezes que não saberia o que faria em diversas situações… mas sei o que NÃO FARIA… não perderia tempo a pegar numa camera… não iria desbloquear o meu telemóvel e assistir de forma ausente ao sofrimento de quem divide este mundo comigo enquanto alterava as definições de fotografia para filmagem para captar momentos de desespero… de angustia! Não iria fotografar um animal maltratado e abandonado para colocar um pedido bacoco de ajuda no meu perfil e me iria embora com o sentido de dever cumprido… um sentido que tem tanto de sentimento como um balde merda!
Não consigo compreender como é possível ter sangue frio… ou ser totalmente desprovido de alma e filmar algo sem agir… sem socorrer… já vi profissionais da área largarem tudo para irem em auxilio de outrem mas no entanto ainda existe quem lucre com uns minutos de terror com a desculpa de estarem a captar o momento!

Ontem foi mais um dia desses… hoje será mais um com o ataque há uma hora na Finlândia… porque o ser humano é mesmo assim… sequioso de fama…desprovido de moral… ausente de sentimento.

Se somos de facto o que pensamos assusta-me o que vai na mente desta gente! Verdadeiramente!
Por isso digam-me quando nos cansamos do mundo…emigramos para onde?

Namasté _()_

 

A ti me confesso (conto)

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Sophia sempre se questionou o porque do “ph” no nome, assim que teve idade rumou até a biblioteca da escola, procurou entre os livros empoeirados sob a visão quase de águia da bibliotecária e leu:

“Sophia: Significa “sabedoria” e “sabedoria divina”. Sophia tem origem no grego sophia, que quer dizer literalmente “sabedoria” “

Correu até casa de sorriso nos lábios e disse orgulhosa à mãe o que tinha descoberto do nome, a mãe entre sorrisos lá lhe respondeu que ela era a sua pequena divindade… o pai mais uma vez ignorou tal feito da miúda de 5 anos.

……

O som enferrujado do portão a abrir arrancou Sophia das lembranças… suspirou enquanto erguia os olhos do chão que tão cautelosamente pisava… é! O pai nunca lhe tinha dado muito valor!
Caminhou silenciosa entre aqueles que dormem o sono eterno, perdida nos pensamentos que não a deixavam em paz por nem um segundo desde da discussão da manhã, ainda conseguia sentir na pele os seus gritos entre lágrimas:

“Burro! És um burro injusto… sempre estive do teu lado e tu nunca me soubeste dar o mínimo de valor”

Tinha literalmente chegado ao seu limite, quem diria – pensou com um sorriso triste – que seriam necessários 40 anos para alcançar o seu limite?
Entrou na pequena capela solitária e austera que encontrou e deixou-se sentar cansada…enquanto erguia o olhar sofrido sussurrou:

“Porquê? Consegues tu ao menos explicar-me? Nunca faço nada de jeito… se escrevo sou demasiado ordinária em pensamentos… se fotografo é banal… se lhe explico as coisas nunca confia… se lhe faço, reconfirma até a exaustão… nunca têm uma palavra de apreço ou de carinho… raramente me vê como humana…as vezes sinto que do lado dele, ele vê uma criada reles ao seu dispor! Eu nunca me posso cansar, as dores nunca são más porque ele as tem sempre piores que as minhas e se o meu argumento o desarma grita-me um qualquer palavrão enquanto me ameaça com chantagens pequenas e reles que me fazem sentir a pior das mulheres. É meu pai não deveria ele proteger-me? Incentivar-me? Valorizar-me?”

Estás a ser uma miúda mimada – disse para si mesma – tanta gente com problemas bem piores que tu e vens lastimar-te como se fosse de facto algo com que Ele se importasse… Ele ou Ela… seja lá quem for, tem de certeza mais com que se entreter não achas?

Sorriu tristemente enquanto respondia a si mesma – só gostava de ter uma resposta – por mais que valorizem o que sou as vezes… só as vezes gostava o mesmo dele!

Levantou-se exausta de si mesma, sentia-se uma lagarta cujo casulo está demasiado apertado e já sem espaço para a suster… colocou a mão na porta para a abrir e descobriu uma pequena folha amarela do tempo… semicerrando os olhos há claridade da lua leu:

“Aprende a ser bastante flexível e adaptável. Ao mesmo tempo, trabalha sempre a partir de um conhecimento interior para que não sejas influenciado nem fiques dependente das circunstâncias e condições exteriores…”

Sorrindo agradeceu a resposta e colocou a folha no mesmo sítio onde a tinha encontrado, provavelmente mais alguém deveria necessitar de a ler… suspirou e saiu… Enquanto percorria o ultimo descanso de tantos pensou:

“Afinal não foram precisos 40 anos para chegar ao meu limite… foram preciso 40 anos para aprender que na nossa vida só está quem quer seja ele da família ou não”

E em paz consigo saiu..

PS: O conto é apenas uma chamada de atenção… sim verdade que precisamos de reconhecimento de quem amamos mas mais que isso precisamos de estar em paz com o que somos. Que ela vos seja sempre alcançável.

Namasté _()_

A idade da critica

criticaJá passamos a idade do gelo, a da agricultura e a do metal… caminhamos na do rococó e demos a volta pela do renascimento. Agora? Agora entramos na idade da critica… da construtiva? Essa acho que já nem consta no dicionário de metade da população mundial… não é a mais a critica por critica… a maledicência fácil que existe só porque sim e muitas vezes porque o fazemos no anonimato do PC.

Verdade que também eu já critiquei, aliás eu sou uma critica por natureza… mas se o faço no sentido de humilhar? Nunca o fiz nem vou fazer. Critico um acto (mas por norma contraponho com a solução para algo não acontecer), a forma de vestir (mas componho a alternativa)… o que se vê hoje em dia? É a estupidez assolapada de quem não levou no focinho quando era pequeno.

E ultimamente mais isso se vê no formato do artista… hoje em dia os artistas, ou os wanna be, acham que têm direito de criticar os outros só porque sim… como se não fossem os “parolos”, “os bobos alegres”, “os mal vestidos” que pagam para os ver e por esse motivo eles têm concertos para se deslocar.

Ele foi o Sobral e o peido… a Sobral e o facto de não se dar valor ao trabalho que foi feito e agora a Marisa que se julga fadista mas que de fadista genuína tem muito pouco a criticar a indumentária de quem foi ao Sol da Caparica assistir a sua “actuação” (sim as aspas aqui é de propósito)… diz ela supostamente que os calções e saias curtas ficavam mal as moças que por lá estavam horas de pé na torreira do sol para assistir à primeira dama dos vestidos de alta coture… sim eu sei que existe muita gente que vestida com aquilo é um atentado à sanidade mental… mas e depois? ERA A COSTA DA CAPARICA não era o Casino! E o pior? Pior é as pessoas ainda defenderem estes ataques de diarreia mental a esta cambada de artistas modernos que ainda continuam no activo porque existe pessoas de calções ou não que ainda pagam para os ver vomitar veborreias pela boca fora.

E enquanto isso Portugal queima, animais morrem, pessoas perdem tudo… mas que interessa isso não é? Pelo menos se se peidarem não cheira e os calções ali ninguém dá por eles!

Namasté _()_

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