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Sobre ontem…

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Ontem casou-se o Príncipe Harry, num dos dias onde é tudo sobre a noiva, acabou por se concentrar no noivo, por ser Príncipe vai haver quem diga, mas para mim é mais por aquilo que ele é como ser.

Verdade que não o conhecemos, induzimos em nós uma familiaridade possessiva de reconhecimento falso… pela mãe dele poderá ser, por o termos visto crescer também quem sabe. Talvez porque abanamos a cabeça quando vinha a luz das revistas os seus disparates ou porque sorrimos e como idosos acabamos por proferir “é tão parecido com a mãe dele”. Crescemos a amar a mãe e passamos isso aos filhos e acabamos sem querer por nos identificarmos com o menino ruivo de cabeça baixa que acompanhou em silêncio o caixão da sua mãe… pesado fardo… dele e de tantas jovens almas que se vêm despedidas do consolo de uma mãe.

Mas mais que isso, sobre ontem chego a conclusão que numa época de avareza e maldade gratuita todos nós, mesmo aqueles que gritam a plenos pulmões que não é a sua monarquia, nem o casamento com que se preocupam que nos sentimos sedentos de contos de fadas.

Aos noivos a eles e a todos, que se capacitem que uma união requer cedências e  sacrifícios mas também só assim vale a pena.

“Se fosse fácil não durava… só dura porque não é fácil”
Namasté _()_

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Desconfio que sou mesmo alérgica…

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Tem quem ache que eu tenho um ódio de estimação aos bancários, que sou injusta, que tenho uma qualquer inveja por tão “digna” profissão. Há aliás quem já se tenha “arreliado” comigo ao ponto de me ameaçar de forma bastante dissimulada, porque tive a “lata” de dizer o que penso. Eu não tenho nada contra as pessoas que exercem a profissão ou a própria da profissão o que eu não suporto é quem se acha acima dos outros, mais inteligentes, mais dignos… numa posição privilegiada. Donos e senhores do mundo, donos e senhores da vida das pessoas que ainda não se aperceberam que se eles têm o cú na cadeira é única e exclusivamente porque os tansos, aka nós, continuamos a colocar lá o dinheiro.

O sistema bancário, não é uma invenção recente da meia dúzia de famílias que neste momento gere a economia mundial a seu belo prazer, o sistema bancário livre, e aqui o ponto está no livre, nasceu na China a 4000 anos atrás, mais coisa menos coisa… mas era livre o que significa que o TEU dinheiro era TEU, que fazias com ele o que querias, quando querias, como querias e a banca geria mas sobre a TUA autorização de uma forma subserviente…. isto não podia ser, como devem imaginar o povo é bom é sereno… manso… controlado.

No tempo dos Templários, e para adiantar conversa já que este não é um texto histórico, foi inventado o sistema de cheques, mais uma vez os peregrinos, entregavam o SEU dinheiro num país com a ordem e depois no pais da peregrinação levantavam o SEU dinheiro novamente, sofrendo uma taxa mínima pelo trabalho… mais uma vez era um serviço prestado, mas neste caso já os Templários se achavam um pouco superiores já que mantinham o peregrino a salvo, mas sejamos sinceros, eles eram mais que monges, guerreiros honrados… guerreiro e honra é algo que também não casa nos tempos que correm… na banca e não só!

Hoje mais uma vez tive de me deslocar à banca, mais uma vez tive de por as garras de fora, porque mais uma vez a soberba idiotice que abunda naquele tipo de gente é gritante. Acham-se mais que todos e no fim nem a forma de procedimento da própria agência conhecem. Atenção existem regras e procedimentos a ser cumpridos que eu não questiono, não é elas que estão em causa mas a forma como se as mesmas são apresentadas ao cliente, cliente que independentemente dos séculos que se passaram continua a colocar lá o SEU dinheiro com a diferença que hoje em dia lhes tentam passar a ideia que afinal o fruto do SEU trabalho já não lhes pertence, e que no meio dos milhentos bancos que existem são eles, os bancários, e não os clientes que lhes fazem o favor de colocar lá o SEU dinheiro. Triste não é? Mais triste ainda é o povo aceitar de cara alegre e burrice mental, subjugado por banha da cobra muito bem vendida e embrulhada em papel crepe.

Não eu nada tenho contra os bancários, o que acontece é que eu não tolero gente medíocre com mania que tem o rei na barriga e que na realidade têm é a sorte de ainda terem trabalho, o azar, meu ou de quem acha que eu não gosto deles, probrezinhos é que a maioria da manada trabalha para e na banca… olha o meu desalento. No fim e o que conta aqui é que nem tu tens de concordar comigo nem eu tenho de concordar contigo mas verdade seja dita que:

Os estabelecimentos bancários são mais perigosos que as forças armadas
Thomas Jefferson

E ele até tinha razão!
Namasté _()_

O que eu quero mesmo são morangos

My Post (5).jpgTodos os anos é a mesma coisa, todos os anos é o dia de bater no peito e colocar os cravos na lapela… cravos que nos outros dias valem tão pouco e nesse dia estão pelo preço da morte… é dia de desejar a morte a quem não pensa como eles… e de confundir os que não acham que tenhamos liberdade com faccionarios, fascistas de extrema direita.

Todos os anos eu penso para comigo mesma que neste não vou comentar posts inflamados de meninos mimados que gritam a plenos pulmões “SIM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO” e depois arrancam os cabelos e atacam verbalmente (senão fisicamente) quem diferente de eles pensa!

Sim eu conheço a história, não… não a vivi, mas ouço falar de “uma sardinha por três”, do Portugal reduzido a “tuberculosos e carteiristas” não… não sou cega. Aprendi cedo demais que numa história (não estória não confundamos) existem sempre três vertentes… “o que eu quero dizer”, “aquilo que TU ententes”, “o que na realidade é” e nesta história o que é contado parte da vertente de um só ângulo… do ângulo dos gulosos que queriam mais ordenados e melhor poleiro e conseguiram às costas de homens de boa fé e um povo de visão limitada de liberdade.

Não sou a favor de extremismos patetas, de liberdades condicionadas e verdades limitadas. Mas sejamos sinceros o que fizeram vocês com a liberdade que tantos almejaram? Onde está o poder do povo? Não há mais PIDE (gritam uns inflamados) claro que não… não é preciso bodes de expiação quando tens os teus dados disponíveis ao simples clicle… não há tortura, há roubo… porque tu continuas a ser um ladrão se roubas um tostão, pagas juros milionários por um dia que deves a este Estado libertador… mas ela manda te foder se te fica a dever (vês? até rimou)… leva-te a casa, o ordenado e a dignidade e o que fazes? Cantas a Grândola Vila Morena uma vez por ano… palmas para ti!

Por muito que me rasgue a alma dizer, uma revolução não é pacifica… isso não existe. Uma revolução faz-se com sacrifício e sangue, com dor e vontade… com alma… alma que tu perdeste quando te escondes por detrás da tua triste condição de coitadinho. Gritas a plenos pulmões o teu direito, mas esqueceste que tinhas o dever de fazer com a liberdade o melhor de ti e no fundo apenas fizeste o pior… mas está tudo bem… basta que se mantenha o feriado, possas continuar a festejar a vitória do teu clube enquanto bebes uma mini, em frente a televisão e continues e gritar que és livre… eu não! Eu por mim prefiro morangos… sempre tem mais sumo e anti-oxidante.

Parabéns camaradas pela liberdade que continuam a não ter!
Até para o ano!

A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.
Massimo Bontempelli

Namasté _()_

Ainda me admiro porque não tenho “amigos”

imagesDia de vir para o cliente já é interessante… dia de vir para o cliente no pós jogo “grande” (seja lá que merda é isso), passa de interessante para delirante!

Toda a gente sabe que eu não tenho paciência para discutir o sexo dos anjos e se ainda por cima o tenho de fazer, ou levar com ele, quando tenho pouco tempo e muito trabalho, digamos que não fico com um humor fácil… isso sendo eu um pouco simpática!

Eu sou mulher e acreditem no que vos digo, se já existe uma certa histeria na voz quando são os homens a comentar o jogo, no caso das mulheres ela é elevada à 5ª escala da galinhagem auditiva… eu tenho um ouvido selectivo é um facto, mas a verdade é que certos tons tendem a ter a capacidade de se introduzir no cérebro como se fossem picadores de gelo.

S – Não foi penalti… não estava fora de jogo… Utena o que achas?
U – Não acho nada! Acho que tenho de tratar das coisas!
S – Como não achas nada? Mas não tens clube? Tens de achar alguma coisa? Mas afinal temos de defender as cores não?
J – Não foi penalti, deixa de ser menina. Tens de ver as coisas como são!
S – Essa é a tua opinião. Estou a perguntar a ti U. Qual é a tua opinião? Tens de ter! O jogo era importante. Qual é o teu clube? Não tens opinião? O que achas?
U – Acho que se tu colocasses no teu trabalho a obsessão e o fanatismo que colocas no futebol que não deixavas tanta coisa pendurada, nem tantos stresses por resolver! É o que eu acho (isto dito olhos nos olhos e um tom de voz bastante baixinho)

Remédio santo, esta conversa teve origem as 10h … passadas 1 hora e qualquer coisa ainda só ouço os teclados a trabalhar!

E ainda me questiono eu porque não tenho “amigos” 😉

Namasté _()_

 

Sou só eu que acho que nos falta humor?

My PostLi não sei aonde nem quando, que o algo de mal está numa sociedade que ri dos políticos e leva a sério os humoristas. A verdade é mesmo essa, a nossa sociedade perdeu a capacidade de se rir de si mesma.

Desde de sempre que o humor ou a sátira é usada para retractar o que está mal numa sociedade, de forma as vezes bastante agressiva era assim que se iam dizendo as verdades… e numa época “retrograda” era aceite com o valor que tinha… “a rir lá se vão dizendo verdades”… quantas vezes ouvimos essa frase da boca dos nossos avôs?

Mas agora não, numa época podre de mentalidades falsas e valores mesquinhos é mais fácil apontar o dedo, julgar e chacinar em praça pública… temos de ter ódios de estimação… todos os dias temos de encontrar alguém a quem depositar a nossa raiva…

Sentimos raiva porque o trabalho não é o que queríamos, não estamos com quem desejamos, não somos aquilo que mostramos e então mostramos isso na critica e no julgamento aos outros… aquele ri…aquela veste-se bem, o outro tem mais sucesso na escola, com as miúdas… algo tem de estar errado… mas COM ELES, NUNCA COMIGO… não EU SOU A VITIMA… nada fazemos para mudar, para perceber que não somos únicos que a nossa dor não é caso raro… se assim fosse… se a dor fosse só minha… só tua… tão bom seria o mundo não?

Vivemos numa sociedade de tudo ou nada… ou estou contigo ou contra ti… a minha visão não pode ser contrária a tua… a minha opinião não é mais minha… tem de ser uma sociedade de opiniões previamente aceites pela maioria das ovelhas cegas que seguem apenas um pastor.

A vítima do escrutínio de uma população perfeitamente ignóbil desta feita foi o José Quintela que teve a destinta lata de brincar e ironizar com um assunto seríssimo do Hospital São João, como se neste perfeito paraíso fosse apenas lá que existem maus serviços… como se fosse anormal, crianças fazerem quimio no corredor mas já fosse normal se fossem adultos… eu tive a infâmia de dizer que era uma sátira que não devia ser levada a sério… Santo Deus o que fui eu fazer:

“espero que nunca faças quimio”, “espero que não tenhas família a morrer de cancro”, “espero que passes por isso para ver se achas graça”

Não somos únicos meus caros, na semana anterior tinha enterrado uma prima que faleceu vitima de tal doença, tenho amigos a passar por ela… isso faz com que seja seca e triste na minha forma de ver a vida? Contasse eu o que sofro ou sofri nas redes sociais e ia ter metade dos que se dizem indignados com o texto, felizes pelo sofrimento que passo, mas ao mesmo tempo simpatizantes de palavras bacocas de apoio e palmadas nas costas, enquanto continuam a sua vida mesquinha de maldizentes…

Somos todos juízes de bancada, reaccionários de sofá… salvadores por detrás do ecrã… mas na realidade somos pessoas pequenas de mentalidades áridas de valores que apenas estamos felizes quando dizemos mal… e nada fazemos em contrário.

“A vida é muito importante para ser levada a sério.
Oscar Wilde”

Namasté _()_

Sobre a única certeza que temos

vida-alemCertas formas de pensar deviam ser mantidas, recordadas e respeitadas. Uma delas a forma como encaramos a morte. Ninguém quer receber a visita de tal personagem, mas a verdade é que numa vida de ilusórias realidades ela é a mais fiel. Independentemente do que somos ou do que temos, ela virá visitar-nos!

Nunca estaremos preparados para ela, venha ela por nós ou por qualquer um dos que amamos, ou nem por isso… embora verdade seja dita que ela tem o condão de fazer de nós melhores, e mais saudosos… mesmo que não seja esse o caso, nem de perto nem de longe…

Aprendemos a temer a morte e não a aceitar e a respeitar como uma passagem certa da vida… assim que nascemos, começamos a morrer, mas num mundo rápido e fútil como aquele onde vivemos, criamos a falsa ilusão que somos imortais.

Não sou hipócrita, lá porque a respeito, não signifique que a deseje ou que me sinta preparada para receber a sua visita… luto com ela com todas as forças sempre que me é dada essa oportunidade, foi assim com o meu pai, semanas depois de ter sido operado, com a minha mãe sem ter tido qualquer sinal de aviso, foi assim com cada um dos meus animais, as vezes ela permite que tenhamos a doce ilusão de vitória, mas outras vezes por mais que se lute, não vale de nada… o nosso ser… a nossa alma… fecha a “loja” como qualquer comerciante num final de expediente… apaga as luzes e sai… ponto final da nossa existência… ou abrirmos a porta para uma outra… acreditemos no que acreditemos a realidade é que quando está na hora, não há luta nem lutador que nos valha… fechamos a loja e partimos.

Não! Eu não acho que sou imortal, que ficarei cá para sempre… não é contra ela que tenho algo, é contra o que a rodeia… o circo que nós humanos básicos e pequenos insistimos em realizar… Não gosto de velórios, chego a dizer em tom de brincadeira que até ao meu vou ver se consigo evitar ir… mas as vezes temos de vestir a capa e colocar a armadura e ir até lá…. Incomoda-me o negócio da morte… arrepia-me as carpideiras de vão de escada… tudo serve de pretexto para lá ir… chegamos… abraçamos quem padece da dor de ter perdido quem ama e pronto… contasse anedotas… falasse da mundanidade da vida… da última aquisição electrodoméstica… criticasse a forma como fulana foi vestida… ou a ausência de fulano… o morto está lá mas apenas como convidado da sua própria festa de despedida.

Ontem fui despedir-me de alguém que me era querido… fui consolar os vivos… os pais que de uma forma anti-natura tiveram a infelicidade de ter de sepultar uma filha. Não sou mãe…. Não consigo imaginar o quão negro estaria o peito deles… não consegui ficar mais do que 10 minutos porque assim que cheguei a vontade que tive foi de expulsar cada um dos que lá estavam com as suas vozes melodiosas de falsa dor… “tens de ficar cá a noite toda a velar a tua filha” como se todos os dias que a velaram quando padecia no hospital não foram já de supremo amor!

Não! Não quero isso para mim e para os meus… tenha eu a possibilidade e no dia que a senhora de preto me visitar a porta, as despedidas serão apenas e somente minhas e dos que me são próximos… não é a quantidade de almas que me irão acompanhar na morte que realmente contam mas sim aquelas que se mantém do meu lado na vida!

Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?
Confúcio

Namasté _()_

 

Quando a quinta se arma em segunda

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Sabem aqueles dias híbridos e confusos? Hoje temos um dia desses… uma quinta que esta com sintomas de segunda. E ainda nem a manhã passamos o que significa que vamos ter um dia maravilhosamente assassino (e quando digo vamos digo eu) ou o dia atina e entra no seu lugar de quinta nesta semana pós Pascoal mas nem por isso cheia de boa-ventura.

O dia começou com uma ida aos CTT, que agora são privados mas cuja mentalidade das “libélulas” que por lá estão continuam no sistema público… a mim mexe-me com os nervos quando as pessoas trabalham como se tivessem ovos debaixo dos braços… 5’ para chamar, 10’ para perceber o que é para fazer, 15’ para resolver o problema… 30’ para falar sobre a família, o estado do tempo e o governo… e tu? Esperas obviamente… se não quiseres, vais embora… podes? Não podes por este é mais um dos serviços que não tens alternativa… ou mandas carta pelos correios ou envias sinais de fumo ou pombo-correio.

Sai de lá com o “pacientrometro” em estado de ruptura… próxima paragem posto médico (sim eu sou assim gosto de viver no perigo), motivo da paragem? Levantar uma credencial para a minha mãe continuar a fazer fisioterapia. Não há! Porquê? Porque já passou 120 dias do início e por isso têm de voltar ao especialista. São regras! Ok! Têm de ser cumpridas? Obviamente. Mas sou só eu que acho estúpido de nem o facto da médica dela de família nem a médica da fisioterapia terem falado disso tendo ela ido as duas consultas? “Ah têm de continuar a fisioterapia … ah é preciso!” e depois afinal “não deram por ela?”… Andamos a perder tempo a pedir credenciais para quê? Agora mais  30 dias (sou uma querida) para ir ao hospital e mais 45 dias para voltar a fisioterapia e vai tudo com o aralho, porque tudo o que se fez até a data se vai perder em mais um tempo de espera!

Fiquei satisfeita? Nem por isso… eu quando massacro é a valer e o ex-libris da manhã foi o banco:

“U – Bom dia é para depositar!
B – Com certeza…. (esperando)…. (esperando)…
U – passasse alguma coisa?
B – nós não conseguimos ler a linha óptica… sabe houve uma mudança neste banco e por isso….
U – certo houve… mas há um ano… ainda andam nisso?
B – pois e vai demorar… espera?
U – não vou embora e depois manda-me um sms com o resultado! Claro que espero… quanto tempo?
B – ouça porque é que não levanta o cheque?
U – mas não tenho de ter conta nesse banco?
B – E não têm?
U – Desculpe? Não entendi. Eu tenho conta neste banco… o cheque é de outra empresa a ser depositado na minha se fosse minha vinha aqui fazer o quê? Você está bem? Dormiu? É por isso que está a mascar pastilha enquanto fala comigo? Para afastar o sono?
B – ……… Olhe colega despache lá isso por favor que a cliente está a espera… “

E pronto é isto!

Eu sei que ando cansada e com um humor de merda e quando assim fico sou intragável… mas eu paciência tenho… o que eu não tenho é tolerância para gente idiota e ultimamente têm havido delas a magotes!

Namasté _()_

Preciso de…

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Todos nós usamos este inicio de frase várias vezes ao dia: “preciso de”… seja ele porque precisamos de café, de dormir, de férias, de dinheiro… de saúde… de abraços… de pensamentos positivos, a verdade é que a usamos tantas vezes que acabamos por nem nos darmos conta das vezes que a proferimos… quase como quando somos impelidos automaticamente a fechar a porta do carro, podemos até não nos lembrar que o fizemos… mas sabemos bem lá no fundo que está feito.

Ontem dei por mim a pensar nessa nossa necessidade latente de coisas básicas, ou talvez não, em detrimento de outras. Pensamos nós que precisamos de tanto e na realidade precisamos de tão pouco. Sem ser cliché, a realidade é mesmo essa.

Ontem foi mais um desses dias que nos obrigaram a pensar… respirar… limpar as lágrimas, as nossas e a dos outros e pensar que nos julgamos tudo e que na realidade somos nada. Mais uma amiga foi submetida há faca acutilante de um ser que tenta desesperadamente travar o avanço de uma doença mesquinha e oportunista, enquanto isso uma estranha contava-me que há pala dela perdeu o amor da sua vida há 3 meses e ela por conta dessa meretriz foi já esquartejada 13 vezes… tentamos… juro que tentamos sorrir enquanto as lágrimas quentes e persistentes tentam cair pela face a baixo…murmuramos frases padrão… a vida continua, tudo vai correr bem… ninguém está livre… mas entramos num estado tão dormente que nos deixa apáticos com o mundo.

Precisamos de nos capacitar que a vida é feita de momentos e pessoas, que é preciosa, mas principalmente precisamos de nos capacitar que muitas vezes… tantas vezes… as pessoas com os mais belos sorrisos são aquelas que aprenderam que não faz mal chorar…

Namasté _()_

 

Acompanhas-me a Firenze?

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Faz aproximadamente ano e meio que voei até Florença, gosto de locais que me invadam os sentidos, Florença têm essa característica.

Do tempo que lá passei, acabei por me aperceber que todos têm um motivo especifico para ir até lá, seja ele pelo Duomo, porque é moda ou mesmo porque começou a jogar um jogo cuja vida e destino do personagem principal se desenrola por lá. Mas Florença é mais que um destino turístico é uma lição de história, uma aula de artes, um desenvolver de palato, tudo numa só viagem… uma viagem ao tempo caso nos deixemos levar pela historia que emana das paredes ou pela alma que canta na rua.

Existe sempre um AF (Antes de Florença) e um DF (Depois de Florença), por isso pergunto, acompanham-me numa viagem guiada até a Terra dos artistas, dos acordos políticos, das traições e das tentativas de assassinato?

15193480_1539635596050398_3312275537789155781_nFlorença ou em italiano Firenze é a terra de Dante, ir até lá e não visitar o seu local de nascença é imperdoável para qualquer amante ou não do seu tão conhecido Inferno, é a terra onde provavelmente mais papas nasceram e também a terra que nos transporta para o romance que é a vida dos seus antigos governantes os Medici.

Mais que ser o berço do Renascimento, é considerada uma das mais belas do mundo e os seus habitantes têm todo o orgulho nisso. É também a terra onde os taxistas nos fazem ter mini-ataques cardíacos a cada 5s, mas até onde os palavrões nos parecem pequenos poemas de um qualquer anónimo poeta… as vantagens que têm a língua italiana.

De certeza que já ouviram dizer “todos os caminhos vão dar a Roma”, no caso de Florença encaixa na perfeição “todas as ruas vão dar ao Duomo” e vão… é quase um íman aquela magnifica catedral, se tocarmos na parede branca e fria com o seu refinado mármore quase conseguimos sentir o sacrifício que a foi contruir, foi também um palco das maiores intrigas ou assim reza a história.

15203355_1539643532716271_7421978248616326335_nVale a pena subir ao topo, no entanto e por experiência própria aconselho a marcar a visita assim que chegarem à cidade ou arriscam-se a não conseguir lugar, foi infelizmente o que me aconteceu, o que me deixa mais que um motivo válido para voltar, se é que precisava. Como a escalada até ao topo do Duomo me foi impossibilitada, acabei por escalar as 414 escadas do Campanário de Giotto e que acaba por ser um pesadelo arquitetónico, assim que entramos sentimos instintivamente que algo está mal, acaba por ser também magnifico pelos recantos, escadas tortas e janelas minúsculas, uma visão de tirar o folego até ao ser mais difícil de agradar, com a surpresa de podermos encarnar um grafiter eletrónico e deixar a nossa marca no site do monumento ao envés de conspurcar as paredes históricas deste belo local.

É uma viagem pela arte esta cidade, da beleza solitário de um violoncelista na escadaria da Basilica de São Lorenzo que nos transporta por contos de fadas, até ao som solitário de um cantor mais moderno na Praça da República, que entre o calor das músicas nos vai lembrando que a passagem pela terra é efémera e são em momentos destes que a comunhão entre estranhos que passam nos lembram que a vida é feita de memórias.

15193423_1539647779382513_754179348278680747_nDos carroceis da infância, aos sinais de transito, às caixas de eletricidade e água, tudo é um local para expressar a beleza de uma pintura, a destreza de um artista que no asfalto nos leva até ao retrato a tantos anos idealizado e pintado… a delicadeza e o respeito é algo a admirar, respeitar e reproduzir por todo o mundo. Por todos nós.

E depois temos a Ponte Vechhio (não me atrevo a traduzir o nome neste caso), passear por lá é levar em cheio com a história de destruição e reconstrução, com a beleza que sai das mãos dos ourives experientes que transformam um metal em obras primas.

14199141_1539637482716876_6707206424251136894_nSe fecharmos os olhos com força conseguimos até ouvir os pregões antigos dos joalheiros e se fizermos o mesmo no Mercato del Porcellino (outro onde me obrigo a manter o nome original), sentem exactamente o mesmo, já agora se forem até lá e têm mesmo de ir, não se esqueçam de passar a mão no focinho do Javali que por lá está a deitar água, diz a lenda que é obrigatório fazê-lo caso queiram voltar a cidade. Cópia ou não do Javali original, já diz o ditado que existe sempre um pouco de verdade em cada lenda, logo pelo sim pelo não convém contribuir para o brilho do focinho de tão realística estatua.

Tive a sorte nas noites que estive em Florença de assistir a um espectaculo multimédia refletido nas paredes das lojas da ponte Vecchio, a sua história é fascinante e as cheias a que foi sujeita arrepiantes mesmo com anos de distância, dei por mim a conter a respiração a cada vez que via a ponte a ser destruída pelas forças da natureza, voltei nas noites que se seguiram para assistir novamente até ficar com as imagens gravadas na retina. De uma força brutal as imagens.

Em Florença não pudemos também deixar de falar na simpatia das pessoas, no seu orgulho na cidade é um facto, mas na sua simpatia de sorriso fácil e palavra agradável é o que os torna mais especial ainda, eu tive a sorte de falar com várias guardiãs das Igrejas e de receber das mãos de uma, uma frase de sorte e reflexão, guardo com carinho e acompanha-me religiosamente todos os dias. Ir com a mente e o espirito aberto é meio caminho andado para conhecerem a cidade mais profundamente do que o conseguiram em todos os livros de história que encontrem.

Agora os passos são muitos, muitas escadas para subir e descer e pontes a atravessar, muitas portas que passar e imagens a ver e nada disso é possível se não comermos como deve de ser, e a comida em Florença é de brandar aos céus, aconselho vivamente a degustarem a pizza à fatia na praça do Duomo, mas não deixem de experimentar o panini a lampredotto no  Panini e Vini Di Nante e se forem gulosos experimentem os gelados na Gelataria Venchi e peçam os cones com chocolate… é um atentado a linha mas vale cada uma das calorias acreditem.

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Existem muitas coisas para falar de Florença, existem milhares de motivos para ir a primeira vez e voltar sempre que possível, da brancura da Santa Maria Del Fiore, do ouro da cúpula do Duomo, da simetria do Batistério de São João, do avermelhado das paredes do Palácio Pitti, das escadas da Catedral de San Lorenzo, há história na Ponte Vecchio, da frescura do Corredor Vasariano, há beleza do Museu de Dante, dos sabores das comidas, aos cheiros que nos invadem os sentidos… o relinchar dos cavalos que nos pedem atenção e mimo, do fechar os olhos e ouvir tantos dialetos diferentes ao abrir dos mesmos e ver que estamos todos na mesma sintonia, porque independentemente do motivo que te leva a Florença ele deixa de ser importante quando te deixas invadir pela cidade… porque existe alma em cada parede e se depois do dia em que te perdes nas suas ruas e ruelas colocares os dedos nas suas paredes e fechares os olhos, vais acabar por a ouvir falar contigo.

Obrigada por vires comigo nesta viagem até Florença!

PS: Eu passei a mão no focinho do Javali o que significa que volto e tu?

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Fateor me sentio defessus

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A primeira vez que senti ódio, daqueles crus e raivosos que nos deixam sem energia quando passam, foi quando vi um animal ser espancado à minha frente… pela primeira vez na minha vida, senti ser capaz de magoar alguém, ao ponto de o deixar inconsciente, senão pior que isso. É assustador sentir em nós essa capacidade irracional de magoar… esse instinto de proteger um ser indefeso. Analisando friamente tantos anos depois, terá sido nessa altura que mais me identifiquei com eles. Os animais.

Eu resisti até ao limiar da exaustão de falar neste caso, por ser polémico, porque provavelmente mais uma vez vou chocar as mentes sensivelmente falsas e moralmente deturpadas de todos os que por aí andam…revoltados por se defender os animais, quando tantos humanos penam, mas incapazes de mexer uma palha para dar o exemplo que tanto apregoam por debaixo do bafo putrefacto das imperiais emborcadas enquanto criticam por criticar as noticias que passam no canal do CM.

Hoje foi mais um murro no estômago… mais um acordar bruto e frio da merda de espécie que somos… mais um animal indefeso, uma cadela bebé maltratada até desmaiar… por crianças… crianças… esses seres puros e indefesos incapazes de ter no corpo um poro de maldade. Lembrei-me instintivamente das palavras da minha avô, que há muitos anos atrás me disse:

“as crianças quando querem colocam um adulto na prisão”…

e enquanto vejo prosas de ir ao cú sobre o facto de se agir em matilha… de se actuar porque somos levados a tal, como cordeiros encabeçados ao matadouro, dou por mim a pensar se quem profere tais disparates acredita mesmo nisso, ou se sente apenas e só a necessidade de tapar o sol com uma peneira romba e esburacada a dura realidade dos dias que correm… que somos uma espécie em auto destruição com a capacidade base… a de ser intrinsecamente má!

Deixo de parte os teoremas filosóficos… as frases cliché… de que será estes os governantes do futuro… os próximos professores da camada jovem que inevitavelmente irá proceder da mesma maneira… por instinto… por cópia… porque pura e simplesmente é isso que vêm… porque já não se sabe agir como adultos. Porque hoje em dia tudo se resolve com psicoterapia… com psicose… com uma conversa sobre os contras e os prós… porque as crianças são boas…porque agiram de impulso… porque o caralho que vos foda. As crianças agem como agem porque são macacos de imitação de uma geração podre, corrupta, falsa e morta moralmente! Porque é mais fácil criticar uma lei que nos permite levar o nosso animal de estimação até um restaurante, porque os animais não serão limpos, mas que quando saem a rua com eles para que façam as suas necessidades se fingem de mortos para não apanhar o cagalhão que o seu animalzinho de luxo e ostentação deixou na porta do vizinho…

2015-01-26 15.21.12.jpgDefendo sim os animais com unhas e dentes, não os humanizo porque isso seria uma ofensa para a sua natureza, naturalmente pura, doce e verdadeira. Defendo-os porque sei instintivamente que posso confiar em cada uma das espécies, mesmo as venenosas que não nos enganam com palavras docemente sussurradas de fealdade pecaminosa e realidade deturpada que resultará única-exclusivamente com uma facada mesmo no meio das minhas omoplatas.

Hoje é de facto um dia mau, sinto-me esgotada… magoada… triste… saudosa dos meus meninos que partiram e que deixaram em mim um buraco tão negro de perda que ainda hoje me questiono porque não me sangra o peito de cada vez que inspiro… e sim… surpreendam-se os incautos e moralistas… sinto pena da minha raça… desta raça que tinha tudo para ser surpreendentemente grandiosa e é apenas e basicamente má!

A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.
Mahatma Gandhi

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