Iesu oculis velate, et animum pusillum os talia audeant facere

3554b-106217-melekO titulo do texto está em latim, na tradução livre é qualquer coisa deste género (Olhos tapados, mente venenosa e boca mesquinha) porque em latim? Porque em pleno séc XXI ainda existe quem viva em XVI, em plena inquisição, de mente tacanha e dedo acusador ao que não conhece nem quer conhecer.

Cada vez mais sou contra a informação fácil divulgada pelo Google que torna doutorados em teses de merda os intelectuais que abundam nas redes sociais… vai de psicólogos de chinelo, designer de vão de escada, conselheiros de café de bairro a inquisidores de sofá que até sangram os olhos de os ver.

Há mínima pergunta inocente de alguém que cai na asneira de pedir um conselho nos grupos que agora proliferam por lá e pronto… cai uma chuvada de pedras de meter respeito as piores saraivadas do norte… toda a gente é dona da verdade…senhora do que é certo ou errado e se alguém critica? Ui então ai só não arrancam a lança das mãos de São Miguel porque provavelmente ele dava-lhes com ela no focinho.

Hoje num desses grupos perguntava uma miúda algo sobre uma suposta Santa do Monte… que a podia ajudar a levar a vida para a frente mas que tinha medo que fosse bruxaria… (enfim pelos vistos ainda se acha que as bruxas comem os meninos ao pequeno-almoço)… responde logo uma toda lampeira… tudo é bruxaria e tudo é adivinhação… e penso eu comigo:

eiiiiiiiiiiiiii TUDO TEM LIMITE!

Eu sei que existe muito charlatão pronto a dar o golpe a quem está em desespero de causa… sei que existe muito faz de conta…muita banha da cobra por aí… mas também o existe em tanto sitio… nos médicos que prolongam a doença para continuar a receber dinheiro…. nos PT que prolongam treinos… nos banqueiros que vendem o que não devem… em agentes de viagem que vendem gato por lebre… nas seitas que por aí abundam que prometem paraíso e na realidade nem acesso ao limbo têm!
Julgar todos por igual não é só uma falta de respeito a um dom é ignorância pura e superstição assolapada.

O dom existe sim senhora…existe quem tem dupla visão…quem vê o futuro nas cartas…nas runas… quem tem o poder de cura nas mãos… quem sente na pele a dor de outrem! E quanto vêm com aquela velha máxima: “se tem o dom não devia cobrar dinheiro” podem fazer um rolinho com ela e enfiar bem nos entrefolhos do cú”
Não pagam a um advogado se precisarem de justiça? A um médico se estão doentes? Então porque não haveriam de pagar a quem vos aconselha… a quem se desgasta energicamente para que se sintam melhores?

Banha da cobra existe, já o referi acima e não existe só agora… existe desde dos primórdios do tempo… existe assim que existiu a primeira mentira. O ser humano é mentiroso e manipulador por natureza mas não é todo igual… cada um com a sua personalidade e a sua forma de viver a vida… não se pode pensar que se por conhecer um, os outros são todos iguais, sendo assim são todos mentirosos, assassinos, ladrões, violadores… ou todos bons, honestos, ternos, disponíveis, verdadeiros. Não vivam com dois pesos ou duas medidas…não sejam credíveis nem inocentes mas percam essa mania de serem juiz e carrasco do que não sabem… acima de tudo aprendam a fechar a matraca quando não fazem ideia do assunto que está a ser debatido. Deus deu-nos duas orelhas e uma boca… se assim foi é porque é para ouvir mais e falar menos… pensem nisso!

Namasté _()_

 

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Aqui vamos nós outra vez

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Antes de começar o texto, tenho de esclarecer alguns pontos, não que ache que tenha de justificar alguma coisa, mas como ultimamente o estrangeirismo impôs a sua garra podre e imunda na língua de Camões parece-me a mim que muito tendem a ter dificuldade em entender uma conversa 100% em bom português (até parece a rubrica do jornal da manhã na RTP), posto isto há que saber antes de tudo a diferença entre emigrante, imigrante e migrante já que o texto se refere a uma das espécies… Emigrante é aquele que sai do seu país seja por que motivo for para se estabelecer noutra nação… migrante é o que se desloca dentro do país de uma região para outra e imigrante são aqueles que vêm para o nosso país a procura de uma situação de vida melhor…

Com relação aos imigrantes ou mesmo aos migrantes quem sabe um dia destes escrevo algo sobre eles, este texto é mesmo sobre os primeiros, os emigrantes, mas propriamente os snobistas armados em bons que não sabem falar a própria língua muito menos a do país que residem mas que voltam tal qual andorinhas na primavera, montados nos seus carros alugados onde colocam o seu patriotismo nacional em bandeiras que muitas vezes nem os castelos têm o formato original mas que se acham muito acima dos pobres mortais que por cá continuam… tão acima que não se lembram da própria língua mãe… mas que a falam ininterruptamente em casa quando estão fora porque lhes recorda o seu país ou porque pura e simplesmente não sabem a do pais aonde estão emigrados.

Toda a gente que lida comigo e não precisa de me conhecer minimamente, são poucos os que me conhecem, sabe do meu amor pela língua portuguesa, amo-a de paixão, sempre gostei da forma como se forma na língua… da beleza que tem quando se a delineia num papel, talvez porque goste de escrever, provavelmente porque a goste de ouvir e ler… gosto da MINHA língua… pela riqueza dos verbos… pela forma quase maldosa que se consegue dar duplo sentido ás frases com uma pequena troca de entoação… de sermos dos poucos com palavras que não têm tradução… gosto dela com sotaque, sem sotaque… com os termos próprios de cada região… gosto quando é cantada…declamada…gritada… são gostos meus! Gosto da coragem do artista que a usa com orgulho na sua arte. Não se trata de ser do contra… de ser retrógrada ou de mentalidade pequena… gostava que o povo do meu país tivesse um decimo do orgulho da sua pátria e da sua cultura, do que sente pelo que vêm de fora!

Eu própria já fui emigrante, sei o que custa estar longe da nossa casa, da nossa família… não dos amigos, já que os verdadeiros ficam e amizade conquistasse em qualquer lado… sei o que é contar dias para voltar… do aperto no peito quando nos vamos embora outra vez… não me venham com falácias idiotas de que temos de os respeitar… de que podem falar na língua que lhes apetecer… não me julguem ignorante em assuntos de emigrantes…ou migrantes ou mesmo imigrantes… antes mesmo de virem com defesas medíocres por detrás do sofá, lembrem-se que provavelmente quem critica sabe do que fala ou de que diz… que cada uma das famílias destes país tão maravilhosamente rico e tão pobremente amado, tem alguém a trabalhar fora e que muito provavelmente mesmo na alegria de os receber de volta sente no coração a tristeza do desrespeito que impera em cada “Jean Pierre viens ici” arrastado de pronúncia paupérrima… e preferia mil vezes um gritado…”João Pedro vem cá imediatamente, cabrão do miúdo sai mesmo ao pai que não me ouve” mesmo que esteja acompanhado pelo português arranhado de quem passa meses a ouvir uma língua que não é a sua… tenho amigos fora… longe… amigos que penso várias vezes… que abraço com o coração apertado sempre que os reencontro… que os amo mais ainda quando me perguntam como se diz uma qualquer palavra em português porque não se recordam mas que nem por isso a preferem dizer em inglês, espanhol, francês ou qualquer outro idioma…

Por isso guardem as vossas retoricas bacocas com desculpas esfarrapadas, escondidas em frases chavão do tipo : “falo a língua que me apetecer porque os meus pais deram-me a educação de puder aprender mais que uma língua” que isso não é só triste mas o espelho reflectido de pessoas pobres de espirito, mal-amadas mas principalmente de pessoas que não fazem a mínima ideia do que é ter personalidade.

Namasté_()_

PS: Antes que venham com a parva tentativa de me criticarem pela imagem com a frase em inglês lembrem-se que eu até posso não ser encantadora de mulas… mas no que se trata de coices sou muito pior que elas 😉

Beijinho no ombro

 

Causas trocadas

FB_IMG_1501264495900Um dia destes, estava eu no ginásio e dei por mim a ouvir a música do filme, “Moulin Rouge” a tão famosa “Lady Marmalade”, confesso não ser uma pessoa saudosista mas o tema transportou-me até 2001, estava eu a trabalhar na saudosa “Loja da Musica”…bons tempos… dei por mim a pensar numa conversa que ouvi na altura entre um antigo colega meu e a sua amiga… qualquer coisa deste género:

“O tema não está correcto, dizia a amiga, vai contra tudo o que é defendido sobre a independência das mulheres, quando ouves a Lil Kim a dizer: Why spend mine when i can spend yours” são anos que regrides”

Já na altura tinha ouvido uma crítica qualquer, num daqueles programas de televisão que não interessam nem ao menino Jesus, no ano 97/98, com respeito a cena de Kate Winslet (Titanic) quando ela acendeu um cigarro para impor a sua liberdade de escolha, em contrapartida com a cena da Helen Hunt (As good as it Gets) onde ela pede a Jack Nicholson que apague o cigarro porque está junto do filho dela… a critica era que numa época anti tabagismo este devia ser o exemplo apregoado.

Confesso que na altura, achei apenas ridículas as acusações exaltadas dos defensores de direitos e os adeptos de saúde (nada contra), porque tanto no caso da música, como no caso do filme, referiam-se a épocas diferentes, com ideologias diferentes que retractavam formas de luta diferentes… ficou no passado, daquelas situações que achamos estúpidas na altura, mas que em nada ajudam a nossa riqueza mental ou comportamental, mas a verdade é que algo deve ter ficado enraizado, cá nos fundilhos para do nada… depois de um treino enquanto ouvia a musica o meu subconsciente ter trazido a tona as memórias…

Hoje acho que me bateu o motivo delas terem vindo a tona, têm a ver com as pessoas, em pleno século XXI continuarem a dar atenção as ninharias ao invés de o darem ao quadro geral… tantos anos se passaram e continuamos preocupados com a letra da musica, o acender de um cigarro, ao invés da historia por detrás de uma vida de doenças na cosmopolita cidade de França, Paris… ou do afundar de um barco que supostamente nem Deus afundava… a soberba estupidez do ser humano continua patente hoje em dia com as listas das vidas perdidas num dos maiores incêndios do nosso pais, a indemnização pedida por uma companhia que até à pouco tempo era estatal (corrijam-me se estiver errada), ou mesmo do bate boca da direita/esquerda e meninas que brincam à politica, de quem é a culpa do desastre em vez de tentaram saber o que o causou, para que mais possam ser evitados.

Quem sabe não há um debate sobre isso, entretanto podem sempre aproveitar e debater onde estão os milhões angariados entres festivais e outras cenas mais, que ainda não chegaram aonde deveriam… ao invés de andarem a tentar saber qual é o sexo dos anjos.

Namasté _()_

 

Dia de…

30d22a9f77356800fe9e8ef0e7849393Eu não sou uma pessoa fácil é um facto, tenho um feitio difícil, fervo em muito pouca água, cansam-me as pessoas… enervam-me as frivolidades. Outro dos meus defeitos, pelo menos nos dias que correm, é o facto de ser sincera a 1000%… Acho que nem penso antes de falar… quando vou a ver já foi.

Talvez tenha sido esse um dos motivos que criou o interregno tão elevado que tive na escrita, passei de escrever todos os dias, para o fazer de uma forma muito pausada até deixar de o fazer por quase um ano. As pessoas que nos “lêem” tão superficialmente nestas auto-estradas de informação fácil e sem filtro, tendem a ter a tendência de se acharem no direito de nos julgarem… lido bem com o julgamento é um facto, até porque por norma estou-me a cagar para ele, não lido tão bem assim com falsas suposições e tentativas fúteis de controlar o que penso e como me sinto, ou como me deveria comportar…

Outras coisas que não tenho paciência é a forma cordeira e ordeira que ultimamente nos temos de reger… entre elas a necessidade quase patológica de atribuir festejos aos dias, são tantas as merdas que se festejam em 365/366 dias/ano que se festejam várias num dia só.

Ele é o dia de Gaia (como se apenas um dia bastasse para minorar a porcaria que andamos a fazer há milénios a quem nos acolhe), o dia sem carros, o dia do chocolate, o dia dos primos, o dia dos tios, o dia dos irmãos, o dia do pai, o dia da mãe (que já não é no dia que era mas passou a outro dia sabe-se lá porquê), o dia da Ana e da Andreia e do João e o c@ralho a quatro, o dia dos mortos, o dia dos vivos, o dia dos que deveriam morrer… enfim já têm a ideia.

Ontem foi o dia dos avós, provavelmente foi dia também das joaninhas que habitam no canto superior esquerdo da 5ª montanha no Alasca, mas pelas redes sociais parecia que de repente todos se lembraram que tinham avós, que eles existem e que não são o estorvo que todos reclamam insistentemente todos os dias… porque têm de ir com eles ao médico, ou ao parque ou ligar para saber se estão bem, ou vivos. Sim, já sei que metade esta a pensar eu não sou assim e outra metade esta a pensar que provavelmente eu sou dessas também… se calhar até sou… os velhos (sim velhos não é idosos, nem de idade avançada é VELHOS porque essa é a forma correcta de nos referirmos a eles, as pessoas é que têm a mania de ver o mal onde não existe e o romance onde apenas esta idade), são difíceis de lidar e provavelmente já disse várias vezes que estava farta de os aturar, ou elevei a voz porque era a 500ª vez que me contavam do dia que subiram ao pinheiro para ir ao ninho dos passarinhos, mas pelo menos não me lembro deles porque o Goucha o anunciou no programa da manhã na televisão.

Tenho uma avó aqui ao lado com quem posso não falar todos os dias e de quem sou neta única, mas que quando necessita de me dizer pela 10ª vez de como conheceu o marido a ouço, assim como a levo ao médico quando necessário e a mando calar quando não tenho paciência, tenho um avô distante que contando comigo têm 12 netos (penso eu, já que os meus tios têm a tendência de mijar fora do penico) e pelo menos 5 bisnetos a quem ligo religiosamente para saber se almoçou e se está bem, porque senão o fizer… se ele falecer só o saberei já ele estará em decomposição… e esses, os meus primos, são provavelmente daqueles que em frases feitas homenagearam aqueles que eram em tempos antigos onde a virtude e a família era valorizada, considerados os nossos segundos pais.

Por isso não! Não comemoro dias, nem datas, nem merdas nenhumas impostas por aqueles que se acham acima do que sentimos. Não preciso de datas em calendários com cãezinhos fofinhos dependurados na porta da cozinha para me lembrar de dizer “amo-te”, “estas bem?”, “és o melhor da minha vida”, “és a minha melhor amiga”, “sim avô já me contou como roubou o beijo a avó várias vezes mas pode contar outra vez porque gosto de o ouvir falar”

Por isso podem meter o festejos onde não entra o sol e os julgamentos noutro dos buracos que vos der mais jeito 😉

Namasté _()_

 

Último adeus

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O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo.
Tolstoi

Aceitamos mal a morte, pelo menos naquilo que fomos inevitavelmente programados enquanto crianças, na nossa religião por exemplo, a morte é sempre algo a ser temido.

Sempre assim foi quando se trata do desconhecido, do não saber o que está para além de… tentamos explicar, formalizar, esquematizar…ouvimos ávidos e temerosos todas as teorias de quem se julga sabedor da verdade… de quem já quase passou por ela… não a aceitamos da forma natural que deveríamos aceitar porque pura e simplesmente não queremos “sair da festa que é a vida!”…mas não sabemos realmente viver.

Não encaro a morte como aquele ser cruel que nos corta o laço que nos mantém conscientes do que nos rodeia, ele não é mais que um funcionário público que cumpre o papel que lhe foi previamente estabelecido…nascemos,vivemos … morremos! E no intermédio entre solavancos de efémera alegria e inevitável tristeza tentamos deixar algo que nos mantenha vivos para sempre na memória de quem amamos…

Tenho a minha crença sobre a morte, é minha…baseada naquilo que sinto, no que vivencio quando olho o mundo com os olhos da mente e não com os da visão… e no meio do que creio não a temo…embora não a deseje.

Hoje alguém com quem convivi faleceu de forma abrupta… acho que ficamos sempre abalados quando recebemos a notícia que alguém que vemos todos os dias vai deixar de estar no plano onde nos encontramos…perdemos o chão… achamos injusto! Deixou um filho a entrar na faculdade… tenho a certeza que não queria sair da “festa” tão cedo. Mas a vida é assim mesmo, irredutível naquilo que nos tem reservado.

Num mundo ideal, pelo menos no meu mundo ideal,  nascíamos, crescíamos e envelhecíamos até certa idade, sem doenças que nos castrassem ou maltratassem e saberia exactamente o dia que morreríamos… faríamos uma festa com que amamos, bebíamos, comíamos, riamos, dançávamos e deixávamos as despedidas feitas e a vida arrumada…vivíamos a sério a dádiva que é esta vida e no fim… adormecíamos no sono tranquilizador de dever cumprido… mas o mundo é como é… temos apenas de o saber aceitar.

Até sempre minha querida, vou sentir saudades de te ver por aqui.

Namasté _()_

Pensamentos meus

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“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”
[The Great Dictator (1940)]

― Charles Chaplin

Provavelmente sou eu que penso demais, sinto demais, espero demais…mas o mundo deixou de saber amar.

Posso dizer que sou uma mulher de sorte no que diz respeito a minha quota-parte de amor, talvez para uns seja sortuda e para outros retrograda mas para mim a base da vida e do que somos está na nossa capacidade de amar e ser amada.

Pelo que vejo quando paro e olho em volta é que se deixou de se saber como amar e como ser amado e isso entristece-me mais do que me revolta.

Não posso deixar de questionar o que será do futuro de uma geração onde o amor se tornou obsoleto, onde amar sem querer nada em troca ou onde se ser fiel a um sentimento é ser-se idiota e antiquado… mais que isso não me conseguido deixar de questionar sobre o que será o futuro de um país onde a tecnologia substituiu o sentimento e onde a cedência para que o outro se sinta bem deixou pura e simplesmente de existir… mais do que máquinas incapazes de sentir cada vez mais nos estamos a tornar em autónomos que deixamos de saber viver… e é triste…tão triste tão pouca gente ver isso.

Namasté _()_

Na surdina quando ela ataca

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“Olhos que não vêm coração que não sente” já diz o ditado, e neste caso ele aplicasse demasiadamente bem a muita coisa.

Ultimamente têm sido assustador a quantidade de pessoas que sucumbe a uma doença que tão mal faz e que pouco se dá valor… não se a vê… é fácil ignorar ou tagar com ideias preconcebidas de médicos do séc. passado quem as sofre.

Quando me dizem que doenças como o cancro, a hepatite ou a sida são as doenças do século, dá-me verdadeiramente vontade de rir, não que não sejam um flagelo, mas porque elas existem já há demasiado tempo para terem um “rótulo” tão moderno. Sim já poderiam ter cura não fosse os lobbies… sim já todos sabemos disso mas não se faz merda nenhuma em relação à situação em que nos encontramos por isso não valeria de nada eu estar a “bater no ceguinho”

Falo das doenças que ninguém tem, ninguém assume e que não precisa de lobbies que impeçam a sua cura, já que o principal oponente ao seu tratamento costuma ser quem dela sofre.

Vergonha, medo, desconhecimento, superstição ou simplesmente estupidez podem ser as causas que impedem a procura de ajuda… frases como: “não preciso de ir ao psicólogo que não sou maluco” enquadram-se na mesma área do “vou a igreja porque preciso de rezar” uma não impede a outra, até porque por norma a nível de doenças mentais quem trata são os psiquiatras e para rezar não temos de levar com os padres na sua atitude superior paternalista de ir ao cú!

Enquanto não se mudar a mentalidade de quem sofre e de quem convive com quem sofre nada vai mudar e vamos continuar a perder vidas para uma doença que não existe… que só se sofre “porque não se faz nada para estar ocupado”, “se é fraco” ou pior ainda “se anda à procura de atenção”.

A realidade é que dependendo do organismo de cada um, já que cada um é como cada qual e ninguém é igual a ninguém essa conversa é mais ou menos como esta frase… um blá blá de encher chouriços que não trás bem nenhum, nem solução para o problema!

A depressão é uma realidade dolorosa que existe, que magoa, que causa sofrimento…sofrimento que nos paralisa quase como se sofrêssemos de uma qualquer enfermidade física, é mesquinha e oportunista porque é facilmente ignorada, escondida e barrada da mentalidade forte e independente da sociedade de merda do Séc XXI!

Não ataca os fracos, ataca sem escolher nada nem ninguém, ataca os fortes de mente porque se acham acima dos demais, ataca os fracos porque se sentem tão fracos que não têm em si a coragem necessária para gritar ajuda! Ataca quem tem muita coisa para fazer e não descansa o corpo, assim como ataca os que têm todo o tempo do mundo e divagam sobre a sua verdadeira missão por cá! Ataca…sem escolher nem cor, nem credo, nem orientação sexual ou politica… e ataca com uma força tal que se não respondes com abertura de espírito e clareza de mente… te destrói sem pena… até te deixar um farrapo de ti mesmo, sem que não tenhas mais escolha nenhuma a não ser terminar com aquilo que mais te magoa… tu mesmo!

Tu que sofres pede ajuda! As doenças mentais não são um bicho-de-sete-cabeças que implicam tratamentos por electrochoques ou exorcismos, assume acima de tudo que sofres de algo que infelizmente não vais ter a capacidade de superar sozinho e não te deixes chegar até a zona do “beco sem saída”

Tu que não sofres mas conheces alguém que sofre e que teve a humildade de te falar, ou mesmo que não tenha falado, não te lances para fora de pé com opiniões e soluções pré-definidas, se não sabes não fales, já diz o ditado “em boca fechada não entra mosca nem sai merda” (sim eu sei que estou virada para os ditados hoje, cada um com a sua pancada), se de facto quiseres ajudar informa-te e apoia com a tua presença… as vezes só lá estar em silêncio ajuda mais que bocas foleiras.

No geral lembra-te por favor que não estás sozinho, que existe ajuda e luz no fundo do túnel, mas principalmente que a depressão é uma doença e da mesma maneira que não ignoras uma gripe não a ignores até ser tarde demais.

Namasté _()_

PS:
Porque nunca é demais realçar aqui fica o link com números que podem ser úteis em alguns casos
http://www.spsuicidologia.pt/sobre-o-suicidio/telefones-uteis

Divagando

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A minha bisavó materna sempre disse isto a minha mãe:

“No dia em que as máquinas fizerem tudo por nós e nós tivermos de deitar a cabeça para trás para ver os prédios e mesmo assim não virmos o fim deles, estaremos no final do mundo”

Compreendo para alguém que me possa ler e não tenha noção de como era o mundo sem os “iphones, ipads e outros ip qualquer coisa” isto possa parecer ridículo, mas para uma mulher iletrada como ela, no tempo em que ainda nem a televisão tinha cores, prever tal coisa é algo de extraordinário.

Não a cheguei a conhecer, tenho pena, acredito que seria um poço de sabedoria e alguém como uma visão bastante abrangente do que é o mundo, pelo que ouço do meu avô, ou da minha mãe sei que teria bastante a ganhar em conversas que poderíamos ter tido… não aconteceu. Acreditem ou não, já que há convicções que são de cada um, sei que tenho em mim algo dela, na forma de ver o mundo.

Não! Não acredito que o mundo irá terminar num qualquer colapso apocalíptico… acredito sim que Gaia está cansada daquilo que andamos a fazer com a nossa capacidade hercúlea de olharmos apenas para o nosso umbigo e que eventualmente irá dissipar a praga que a assola… de uma forma naturalmente evolutiva… foi assim que aparecemos e irá muito provavelmente ser assim que iremos desaparecer e quando isso acontecer ela própria irá recuperar das feridas tão profundas que lhe causamos.

Talvez ainda se vá a tempo de recuperar erros, eu sinceramente não tenho fé nenhuma na nossa raça… nesta raça de hábitos maus e capacidade destrutiva que sente prazer no mal que causa. Que se refugia em desculpas bacocas de fé podre para justificar actos injustificáveis. Nesta sociedade que mesmo passados tantos anos de conquistas e evangelizações continuam a tentar subjugar os outros na base da “minha verdade ser mais verdadeira que a tua”.

Li uma vez algo que me ficou na cabeça:

“Os teus anjos são os demónios do teu inimigo”

Tão simples a frase e tão assustadoramente certa… sim ainda acredito em algo superior que nos rege… não, não lhe coloco a culpa pelas desgraças e catástrofes… e atentados e mortes…  isso é causado pela única raça que se movimenta pelo mais mesquinho dos sentimentos… a cobiça!

Namasté _()_

Sobre o síndroma de coitadismo

15057346_212038075887176_6017606432780713984_nCansa-me o síndroma de coitadismo, exaspera-me a mania que existe de defender as minorias… de ser fácil acusar só porque sim do alto da sua autoridade que lhe dá o belo do traseiro alapado no sofá. Nunca se olha com olhos de ver, se questiona motivos, se tenta saber o que se passou, é assustador a forma como se é manipulado por imagens sensacionalistas de merda!

Salta cá para fora discursos inflamados de hippies dos anos 60, retraídos pela necessidade monetária de construir um futuro… quase que os consigo imaginar…

“abaixo a autoridade castradora das forças… viva o mediocrismo das imagens deturpadas dos oprimidos…”

é caso para citar uma célebre frase:

“Que belo parlatório… arrepiaste-me a epiderme!”

Não podia deixar de me pronunciar sobre o caso do mata-leão… não podia simplesmente porque me enerva ver a forma como se acusa um homem que apenas cumpriu o seu dever… com ideias preconcebidas de direitos e deveres e géneros e opções. É arrepiante a forma como se toma partidos, se fala sem conhecimento de causa!

Frases como:

“É racismo e xenofobia”, “Só fez isso porque é gay e brasileiro”, “Um polícia quando está a civil não pode actuar”

deixa-me a mim com vontade de distribuir mais uns mata-leões mas com uma caçadeira automática e com mira para não falhar o alvo.

Vamos ver se nos entendemos:

Ponto 1: Uma força de autoridade nunca deixa de o ser. A partir do momento que se identifica, actua com toda a legitimidade.

Ponto 2: É proibido por lei filmar uma instituição pública, assim como é contra a lei usarem a imagem de quem quer que seja sem a sua autorização.

Ponto 3: Suborno e coacção que eu saiba ainda é crime no meu país, seja ela praticada por quem quer que seja.

Ponto 4: Eu vi o vídeo, aquilo é mais fita que outra coisa, tivesse o sujeito ficado quieto em vez de continuar a filmar a língua agarrado qual libélula ao balcão não tinha de ser acordado a bofetada.

Em resumo:

Ele podia até ser um índio arraçado de pigmeu por parte do pai e lavrador por parte da mãe que para mim era igual, foi incorrecto e ofensivo, resistiu a autoridade e isso é irrefutável fossem vocês a serem ofendidos e teriam querido que tivessem ido em vossa defesa.

É preciso que nos deixemos desta mania de sermos políticos de bancada, comentadores de batata frita principalmente quando se desconhece os factos e muito menos as pessoas envolvidas.

E antes que me venham para aqui com o vosso livro de bons costumes, deixem que vos diga que conheço o dito santo que defendem com argumentos do género:

“Eu vi o perfil do senhor e ele é inofensivo”

O senhor inofensivo tem um processo em tribunal por agressão a uma colega com um bisturi, além de outros antecedentes igualmente simpáticos.

Aprendam nem toda a minoria é oprimida e nem toda a autoridade abusa da força, e vocês? Se defendessem causas verdadeiramente importantes com a força com que acusam e julgam as pessoas em praça pública teriam muito mais a ganhar.

Namasté _()_

Nullam Phasellus

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Ando há uns dias a matutar numa realidade que nos assola nos dias que correm, não é bem nos dias que correm, mas ultimamente parece que se está a tornar o pão de cada dia… ponderei se me deveria referir a isso ou não sem desencadear a 3ª guerra mundial, (as pessoas tendem a enfiar carapuças até aos tornozelos) e à pouco, depois de ter recebido um elogio acabei por me decidir a fazê-lo, não pelo elogio em si, mas pelo facto de ser raro hoje em dias as pessoas serem atendidas desta maneira.

Diz uma cliente que entrou pela primeira vez na loja:

“A senhora é muito simpática e disponível, hoje em dia isso é raro. Maior parte das pessoas nem olham para o cliente e quando olham é só para indicar algo e voltam os olhos para o telemóvel”

Podem retorquir que sendo um negócio meu, é normal que assim seja mas deixem que vos diga que sempre fui assim. Um cliente é aquele que faz a casa manter-se aberta… se a casa está aberta a casa factura, se factura o patrão recebe e se o patrão recebe contas são pagas… inclusive à dos pobres e maltratados quase escravos, funcionários (sim estou a ser irónica).
Hoje em dia nenhuma empresa está livre de fechar, nem bancos, nem multinacionais, nem a peixaria da D. Mariquinhas.

Pior hoje em dia muitas casas fecham pelo mau empenho e pela falta de profissionalismo que abunda de uma forma tão galopante que quase nos viola as meninas dos olhos.

Ontem pela tarde, fui ao banco aqui ao lado, toda a gente conhece o meu amor avassalador pelo sistema bancário do nosso país, já no dia anterior e porque eu evito ao máximo o contacto com a espécie, tinha lá ido depositar um valor na máquina… estive mais de 1 hora a espera e porquê? Porque não havia sistema… acontece podem dizer, claro que acontece mas não fosse a aventesma que estava a auxiliar os clientes ser uma besta com os homens e comer as miúdas com os olhos, o tempo de espera seria bem menor… resultado? Tanto a criatura mexeu na máquina que lixou com f aquela merda… o que aconteceu? Tive ontem de levar (salvo seja) com os amigos e deslocar-me à caixa… era mais ou menos 14h50 da tarde e para os moços já devia ser 15h porque nenhuma daquelas almas atendeu o telefone que tocava… passou de secretária em secretária tal qual bomba relógio sem que ninguém o atendesse… confesso que tive quase para o atender eu e dizer:

“Não…o pessoal aqui já não está a serviço… está tudo a coçar a puta da micose, cansados das 5h30 que trabalharam… que se na realidade descontarmos… café…conversa…galinhagem e outras merdas que tais se resume a 3h”

Bufei juro que bufei, mas certas batalhas estão perdidas a nascença e nem valem a pena serem travadas. Não existe brio hoje em dia, o profissionalismo é algo que está extinto e amor a camisola? Isso é só uma palavra cara que durou até ao fim dos anos 90. É uma vergonha!

Não há trabalho de equipa, se um filho da puta do telefone toca e o colega não pode atender atende o outro… é a lógica da batata benza Deus! Não! Agora a moda é subintitular a falta de competência com a crise… fecha uma empresa foi a crise… fica uma população sem a única instituição bancária para levantar a pensão é a crise… fazem barulho e são chamados à responsabilidade… despedem-se! Tamanha é a crise não é?

Vergonhoso…

Sempre primei por saber fazer de tudo por onde passei… do empregado de limpeza a cada uma da secção que antecedia e procedia a minha…. Mesmo quando ouvia bocas do género:

“Era o que faltava saber mais… quanto mais sabes mais trabalhas”, “Queres agarrar o mundo com as pernas”, “Deves pensar que ganhas mais por isso”

Nunca ganhei mais por isso meus amigos, dos patrões tive reconhecimento, dos chefes tive alivio quando me vim embora, mas também eu nunca fui fácil de engrupir (não é fácil quando sabes ao certo o que eles fazem 😉 ), dos clientes tive lágrimas quando me despedi e muito mimo e atenção nos anos que estive com eles… e abraços quando nos reencontramos.

Tenho orgulho de dizer que sou proactiva e polivalente mas mais que isso tenho orgulho em o dizer que sempre o fui… sempre coloquei o interesse das empresas onde trabalhei e dos seus clientes há frente dos meus e não me arrependo um cú disso!

O resto? O resto são Drs de faz de conta, meninos grandes que ainda jogam playstation quando chegam a casa, enquanto reclamam ás mãezinhas o quanto são injustamente ignorados sobre as suas qualidades profissionais!

Namasté _()_

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