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Sobre o síndroma de coitadismo

15057346_212038075887176_6017606432780713984_nCansa-me o síndroma de coitadismo, exaspera-me a mania que existe de defender as minorias… de ser fácil acusar só porque sim do alto da sua autoridade que lhe dá o belo do traseiro alapado no sofá. Nunca se olha com olhos de ver, se questiona motivos, se tenta saber o que se passou, é assustador a forma como se é manipulado por imagens sensacionalistas de merda!

Salta cá para fora discursos inflamados de hippies dos anos 60, retraídos pela necessidade monetária de construir um futuro… quase que os consigo imaginar…

“abaixo a autoridade castradora das forças… viva o mediocrismo das imagens deturpadas dos oprimidos…”

é caso para citar uma célebre frase:

“Que belo parlatório… arrepiaste-me a epiderme!”

Não podia deixar de me pronunciar sobre o caso do mata-leão… não podia simplesmente porque me enerva ver a forma como se acusa um homem que apenas cumpriu o seu dever… com ideias preconcebidas de direitos e deveres e géneros e opções. É arrepiante a forma como se toma partidos, se fala sem conhecimento de causa!

Frases como:

“É racismo e xenofobia”, “Só fez isso porque é gay e brasileiro”, “Um polícia quando está a civil não pode actuar”

deixa-me a mim com vontade de distribuir mais uns mata-leões mas com uma caçadeira automática e com mira para não falhar o alvo.

Vamos ver se nos entendemos:

Ponto 1: Uma força de autoridade nunca deixa de o ser. A partir do momento que se identifica, actua com toda a legitimidade.

Ponto 2: É proibido por lei filmar uma instituição pública, assim como é contra a lei usarem a imagem de quem quer que seja sem a sua autorização.

Ponto 3: Suborno e coacção que eu saiba ainda é crime no meu país, seja ela praticada por quem quer que seja.

Ponto 4: Eu vi o vídeo, aquilo é mais fita que outra coisa, tivesse o sujeito ficado quieto em vez de continuar a filmar a língua agarrado qual libélula ao balcão não tinha de ser acordado a bofetada.

Em resumo:

Ele podia até ser um índio arraçado de pigmeu por parte do pai e lavrador por parte da mãe que para mim era igual, foi incorrecto e ofensivo, resistiu a autoridade e isso é irrefutável fossem vocês a serem ofendidos e teriam querido que tivessem ido em vossa defesa.

É preciso que nos deixemos desta mania de sermos políticos de bancada, comentadores de batata frita principalmente quando se desconhece os factos e muito menos as pessoas envolvidas.

E antes que me venham para aqui com o vosso livro de bons costumes, deixem que vos diga que conheço o dito santo que defendem com argumentos do género:

“Eu vi o perfil do senhor e ele é inofensivo”

O senhor inofensivo tem um processo em tribunal por agressão a uma colega com um bisturi, além de outros antecedentes igualmente simpáticos.

Aprendam nem toda a minoria é oprimida e nem toda a autoridade abusa da força, e vocês? Se defendessem causas verdadeiramente importantes com a força com que acusam e julgam as pessoas em praça pública teriam muito mais a ganhar.

Namasté _()_

Nullam Phasellus

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Ando há uns dias a matutar numa realidade que nos assola nos dias que correm, não é bem nos dias que correm, mas ultimamente parece que se está a tornar o pão de cada dia… ponderei se me deveria referir a isso ou não sem desencadear a 3ª guerra mundial, (as pessoas tendem a enfiar carapuças até aos tornozelos) e à pouco, depois de ter recebido um elogio acabei por me decidir a fazê-lo, não pelo elogio em si, mas pelo facto de ser raro hoje em dias as pessoas serem atendidas desta maneira.

Diz uma cliente que entrou pela primeira vez na loja:

“A senhora é muito simpática e disponível, hoje em dia isso é raro. Maior parte das pessoas nem olham para o cliente e quando olham é só para indicar algo e voltam os olhos para o telemóvel”

Podem retorquir que sendo um negócio meu, é normal que assim seja mas deixem que vos diga que sempre fui assim. Um cliente é aquele que faz a casa manter-se aberta… se a casa está aberta a casa factura, se factura o patrão recebe e se o patrão recebe contas são pagas… inclusive à dos pobres e maltratados quase escravos, funcionários (sim estou a ser irónica).
Hoje em dia nenhuma empresa está livre de fechar, nem bancos, nem multinacionais, nem a peixaria da D. Mariquinhas.

Pior hoje em dia muitas casas fecham pelo mau empenho e pela falta de profissionalismo que abunda de uma forma tão galopante que quase nos viola as meninas dos olhos.

Ontem pela tarde, fui ao banco aqui ao lado, toda a gente conhece o meu amor avassalador pelo sistema bancário do nosso país, já no dia anterior e porque eu evito ao máximo o contacto com a espécie, tinha lá ido depositar um valor na máquina… estive mais de 1 hora a espera e porquê? Porque não havia sistema… acontece podem dizer, claro que acontece mas não fosse a aventesma que estava a auxiliar os clientes ser uma besta com os homens e comer as miúdas com os olhos, o tempo de espera seria bem menor… resultado? Tanto a criatura mexeu na máquina que lixou com f aquela merda… o que aconteceu? Tive ontem de levar (salvo seja) com os amigos e deslocar-me à caixa… era mais ou menos 14h50 da tarde e para os moços já devia ser 15h porque nenhuma daquelas almas atendeu o telefone que tocava… passou de secretária em secretária tal qual bomba relógio sem que ninguém o atendesse… confesso que tive quase para o atender eu e dizer:

“Não…o pessoal aqui já não está a serviço… está tudo a coçar a puta da micose, cansados das 5h30 que trabalharam… que se na realidade descontarmos… café…conversa…galinhagem e outras merdas que tais se resume a 3h”

Bufei juro que bufei, mas certas batalhas estão perdidas a nascença e nem valem a pena serem travadas. Não existe brio hoje em dia, o profissionalismo é algo que está extinto e amor a camisola? Isso é só uma palavra cara que durou até ao fim dos anos 90. É uma vergonha!

Não há trabalho de equipa, se um filho da puta do telefone toca e o colega não pode atender atende o outro… é a lógica da batata benza Deus! Não! Agora a moda é subintitular a falta de competência com a crise… fecha uma empresa foi a crise… fica uma população sem a única instituição bancária para levantar a pensão é a crise… fazem barulho e são chamados à responsabilidade… despedem-se! Tamanha é a crise não é?

Vergonhoso…

Sempre primei por saber fazer de tudo por onde passei… do empregado de limpeza a cada uma da secção que antecedia e procedia a minha…. Mesmo quando ouvia bocas do género:

“Era o que faltava saber mais… quanto mais sabes mais trabalhas”, “Queres agarrar o mundo com as pernas”, “Deves pensar que ganhas mais por isso”

Nunca ganhei mais por isso meus amigos, dos patrões tive reconhecimento, dos chefes tive alivio quando me vim embora, mas também eu nunca fui fácil de engrupir (não é fácil quando sabes ao certo o que eles fazem 😉 ), dos clientes tive lágrimas quando me despedi e muito mimo e atenção nos anos que estive com eles… e abraços quando nos reencontramos.

Tenho orgulho de dizer que sou proactiva e polivalente mas mais que isso tenho orgulho em o dizer que sempre o fui… sempre coloquei o interesse das empresas onde trabalhei e dos seus clientes há frente dos meus e não me arrependo um cú disso!

O resto? O resto são Drs de faz de conta, meninos grandes que ainda jogam playstation quando chegam a casa, enquanto reclamam ás mãezinhas o quanto são injustamente ignorados sobre as suas qualidades profissionais!

Namasté _()_

Dádiva

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Este texto foi difícil de escrever, para quem não sabe quando escrevo um conto baseado, como neste caso numa música eu ouço-a repetidamente até não estar mais nada na minha mente a não ser ela… cada riff, cada acorde, cada palavra… é a minha forma de sair de mim e entrar na personagem que vou criando para a encaixar naquilo que me diz a música. Esta talvez porque quem a sugeriu me conhece bem demais acabou por se entranhar e não me deixar ir para uma sala onde me recolho e deixo “a outra sair” e se juntarem a isso o pedido que me fez que foi “nada de nomes” mais difícil se tornou o separar de mentes. Eu sabia que quando propusesse o desafio ele não seria fácil, mas não sou de me negar as coisas… eventualmente deixei que o sentimento me esvaziasse a alma até ficar só eu… o que saiu é o que transcrevo abaixo… considerem um monólogo… uma carta… uma passagem num diário… sem descrições do ambiente envolvente…imaginem-se numa sala, na obscuridade escrevendo ou lendo… e desculpem se defraudar algumas expectativas…

“O som da porta a bater quando entrava na sala demonstrou ao ambiente crepuscular que invadia a sala que a noite não tinha sido fácil, doía-lhe a cabeça das horas que conduziu à chuva no meio da serra, a leste de onde estava, quase entre dois mundo quando tentava não cair nas valetas de ambos os lados da estrada, tão denso era o nevoeiro. Sentia-se perdida…não mentira… sentia-se despedida de todo e qualquer sentimento que conseguisse suportar.
Esfregou os olhos, secos e doridos de tanto fixar…não chorou nas quase 4h de caminho, essas viriam depois quando caísse em si, quando se apercebesse que o orgulho idiota que sempre a cegou a tinha feito perder a oportunidade de ser feliz… mas seriam silenciosas no escuro do quarto. Não ela não demonstrava sentimentos, mesmo que eles a rasgassem de dentro para fora tamanha era a dor que se fazia sentir no seu peito… olhou para baixo quase como se esperasse que o sangue escorresse por entre as chagas abertas que sentia pulsar por debaixo da camisa de seda. Deitou as mãos a camisa e rasgou o fino tecido…sentiu que pelo menos assim poderia despir-se da sua própria pele…que inocente pensamento…como se alguém que apenas têm aquilo que lhe bate no peito, pudesse alguma vez despir-se do que era.
Deixou o olhar perdido vaguear pela sala, tinha mesmo deixado escapar não tinha? Na sua estúpida mania de ser superior a tudo… de ser “ilha ausente” do mundo, tinha deixado ir o único ser que poderia alguma vez cruzar os arames do muro que construiu a sua volta… quase que conseguia sentir a tristeza na voz… quase que sentia as lágrimas a aflorar os olhos vermelhos… não! Ainda era cedo para as deixar vir… levantou-se do sofá directa a casa de banho…entrou na banheira completamente vestida…camisa desventrada entre os ombros doridos da tensão da condução… abriu a torneira e deixou que a água quente caísse… a água do chuveiro… a chuva lá fora que finalmente caia, mas dos olhos nem uma gota… gritou… gritou em plenos pulmões estando literalmente a cagar-se se a velha custa do 2º andar iria chamar a policia ou bater-lhe a porta…deitou a cabeça para trás e gritou…gritou até sentir que a garganta rasgava e as cordas vocais partiam… e deixou a água limpar os últimos vestígios da suprema dádiva… a que lhe tinha dado quando viu que finalmente ele poderia ser feliz com outra pessoa… Tinha tido a sua oportunidade e não a tinha feito sua… não tinha “agarrado o dia”
Foi retirando as peças molhadas do corpo, na sua forma metódica de organizar tudo, terminou o banho e enrolou-se no único “trapo” que não correspondia a sua certa organização…o velho roupão do seu avô sempre a deixou mais composta…mais humana! Deixou os pés arrasta-la até a cozinha onde se despediu dos restos da seda num simbólico “funeral” quando a depositava no caixote do lixo… abriu a máquina e colocou as restantes peças de roupa molhada. “Preciso mesmo de comer alguma coisa… de beber um café pelo menos”, pensou mas deu por si passados cinco minutos apática a olhar para a máquina de café…
Quando finalmente se decidiu deitar, ouviu o bip (tão suave como uma bomba atómica na quietude assustadora da sua mente) e dirigiu-se lentamente, quase como se tivesse envelhecido anos em minutos até a mesinha onde o tinha deixado:
“Não te afastes…não sumas… não te feches em ti”…leu…suspirou clicando na tecla responder deixou os dedos seguirem o seu caminho enquanto escrevia:
“Still here… i will always be here my love… kiss”

Suspirou ciente do que iria sofrer nos dias que viriam e arrastou-se até a cama… e quando finalmente repousava a cabeça no travesseiro sentiu-as chegar, como se fossem uma tempestade arrebatadora que tudo leva e tudo limpa… deixou-as sair!”

Aqui esta a música que o originou. Obrigada a ti Simão pelo desafio

Uma noite de instinto

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Chega! Por mim chega, pensou Ariana quando batia com a porta de casa e atirava com os sapatos para a sala… sou mulher caramba não sou o robô do escritório…

“Ariana trata dos papeis da reunião”, “Ariana desbloqueia a situação pendente com o fornecedor”, “Ariana podes ficar mais tarde já que não tens vida privada”….

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – gritou desesperada… eu tenho vida não tenho Jonas? Questiona o gato que entretanto ofendido com o rebuliço se tinha refugiado na última prateleira que vergava com o peso dos livros…

Vá desculpa, não te quis ofender com os meus dramas – suspira – vá, desce lá que te dou uma lata de atum como tu gostas….

Sabes o que vou fazer Jonas? Vou vestir aquele vestido branco que comprei de impulso… vou jantar fora e vou dançar… vou! Não olhes para mim com esses olhos cheios de dúvidas, que eu vou!

Tudo isto pensava Ariana enquanto rodava a palhinha no cocktail que tinha pedido enquanto observava os casais a dançar na pista…

“Fodasse estou mesmo velha para esta merda!” – pensou com um suspiro… no meu tempo era mais agarra e roça agora os putos parece que sofrem choques eléctricos…

Não posso deixar de estar de acordo – responde um homem do lado dela – o problema é que as discotecas de roça hoje em dia estão mais indicadas para a profissão de engate.

Ai a merda pensei alto – Ariana olhou com aqueles olhos para o homem que não pode deixar de replicar com um sorriso – pensou alto sim mas deixe de me olhar com esses olhos de corça assustada… na minha idade já ouvi uns quantos pensamentos bem piores que o seu.

Rafael Machado prazer em conhecer – diz esticando a mão

Ariana… profissional em não saber manter a boca fechada e péssima em seguir instintos – responde a sorrir

Será que és? Fazemos assim, sai comigo daqui e eu prometo te uma noite diferente… dançamos, falamos, vimos o nascer-do-sol e não precisas de me tornar a ver… que me dizes? Estas com um ar que precisa mesmo de algo assim diferente!

Ariana olhou para o estranho e ponderou, na sua vida sempre tinha ponderado…ponderou na faculdade que iria concorrer, na casa que iria comprar, no carro que deveria ter… na empresa onde estava… tudo ponderado milimetricamente…não a seu gosto mas no que estava certo… a única coisa que tinha agido por instinto tinha sido com o Jonas… o gato não enquadrava no que estava “certo” segundo os pais… preto…orelha esfarrapada… metade do rabo cortado… o melhor e mais precioso que tinha…

Então? Prometo que não te mato – sorriu Rafael – Vens com outro cota como tu?

Que se lixe – pensou Ariana e com um sorriso respondeu – Vou! Olha que se lixe… vou!

Saíram para a noite e pela primeira vez, em sabe-se lá quanto tempo Ariana não pensou no que estava certo… comeu o que quis, riu à gargalhada, dançou descalça na fonte da praça principal da cidade… falaram da infância, dos sonhos não vividos, dos desastres amorosos, da vida que gostariam de ter tido… e no fim assistiram já com Rafael a colocar o casaco nos ombros de Ariana ao nascer do sol no miradouro. Só eles e as aves madrugadoras com o seu piar que despertava a cidade para um novo dia.

Gostaria de te ver de novo menina dos olhos de corça – diz Rafael com um sorriso – mas o prometido é prometido e só te pedi esta noite. Quem sabe não nos encontramos por ai?

É quem sabe – responde Ariana – Mas agora tenho mesmo de ir, regressar ao mundo real e ir trabalhar.

Despediram-se com um sorriso e um até breve!

Vai ser lindo disfarçar esta máscara de Panda com um cobre-olheiras, pensou, isto não vai lá nem com tinta plástica nº 2.

 Depois de um duche rápido e de ter optado por deixar o cabelo solto lá se meteu a caminho do trabalho!

“Estava a ver que não vinhas hoje, olha temos aqui uma data de coisas para fazer… blábláblá… entretanto como não vais almoçar a ver se despachas isto o mais rápido possível!”

Certo! Respondeu com um sorriso… a manhã passou, igual a tantas outras, telefonemas, risadas no corredor… a porta abriu sem bater… o costume pensou Ariana.

“Vamos almoçar voltamos daqui a nada, sê uma boa menina e trata disso… “

“Vai almoçar vaca gorda, galinha desmiolada”…

Vejo que continuas a pensar alto menina dos olhos de corça…

O susto foi tão grande que metade dos papeis voaram secretária fora…

Rafael? Gaguejou Ariana… que raio estas aqui a fazer?

Eu trabalho aqui Ariana, há mais de 1 mês… tu é que nunca reparaste em mim com essa tua mania de olhares para o chão! E então almoçamos?

Ariana olhou para os papeis no chão respondendo: almoçamos sim… as boas meninas que arrumem quando chegarem…

E com isto saiu, fechando suavemente a porta nas suas costas!

Nota:
Aqui esta a música que me foi enviada para o desafio… desta vez escolhi um conto mais instintivo, lembrem-se que a vida nem sempre é só rotina nem o que está “certo”. Vivam… sempre!
Obrigada Catarina por aceitares o desafio e pela música escolhida, espero que gostes!

A despedida (1º conto do desafio)

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“Gosto tanto de te ver dormir… acho que nunca te disse isso, mas é da maneira que mais gosto de te observar. Suave…desfazes a ruga que tens na testa… o sorriso trocista que te levanta o lábio e te dá esse perpetuo ar duro… eternamente zangado…uma luta constante de ti contra o mundo. Quando dormes, rejuvenesces… voltas a menino… regressa a paz que deverias ter em cada segundo que tens!”

Aproximo-me lentamente da cama, onde repousas e sento-me devagar…não me apetece despertar-te do teu sonho, fazer-te regressar a dura realidade…

“O meu cavalheiro da armadura luzente… do primeiro ao último momento…Recordas quando me tentaste ajudar a mudar o pneu? A resposta que te dei?

Eu já sou grandinha sabias? E ainda sei mexer no telemóvel, se precisasse de ajuda chamava o reboque…

A tua cara… devia ter tirado uma fotografia…o ar atónito de quem perdeu o ar, teria sido perfeito para um anuncio qualquer de televisão!

Dasse a sério? Um gajo para na chuva para ajudar e é tratado assim… cabra!

Não sei bem quais dos dois é que se começou a rir primeiro…mas sei que fui eu que te convidei para um café a seguir… foram quantas semanas para morarmos juntos? 2? 3?… desculpa a minha memória já não é o que era antes”

Debruço-me e afago-te o cabelo… os caracóis rebeldes que nunca tiveste paciência para domar…

“Acho que a notícia nos abalou aos dois mas mais a ti não foi? Uma coisa que não podias lutar contra…que não dependia só de ti…tenho cancro meu amor, disse-te com os olhos rasos de lágrimas… lutamos! Respondeste tu… lutamos e vencemos… quantos meses de luta… de idas para o hospital e horas seguidas fechados naquela saia enquanto os químicos me corriam e me destruíam a alma? Horas de brincadeiras e música e leituras… horas de sussurros apaixonados… nós vamos ganhar isto… e eu concordava contigo…nunca fui capaz de te ver sofrer…”

Desculpa amor, mas não consegui lutar mais… desculpa se não consegui manter a promessa que me pediste quando estava naquela maldita cama de hospital…

Esperas por mim? Eu volto já….
Espero… vai… eu estarei aqui quando regressares…

Não ia conseguir ir, não contigo do meu lado… mas voltei… estou aqui de volta meu amor… nem que seja para te dizer que estarei a tua espera do lado de lá…. Sê feliz meu amor… tenta pelo menos prometes?”

Levanto-me suavemente e deslizo até a janela do quarto… olho para trás para um último olhar e vejo o que agarras com tanta vontade… a fita que trazia ao pescoço quando heroicamente me mudaste o pneu…

Amo-te… sussurras no teu sonho…
Isso passa… respondo eu em surdina…

 

Nota:
Aqui esta a música que me foi enviada para o desafio… nem sempre o amor vence mas muda sempre a alma de quem o sente e de quem o dá… lembrem-se disso!
Obrigada Domingos por aceitares o desafio e pela música escolhida, espero que gostes!

Desafio

se eu fosse escrever um livro

Quem me conhece da blogesfera sabe que eu tenho o outro lado da escrita… a minha escrita criativa que se resume em contos… se quiseres ver como são estão aqui.

Posto isto proponho um desafio… aqui… por email… na página do face… coloquem uma palavra, uma imagem…uma música que mexa com vocês e eu dela faço um conto.

Que me dizem?

Namasté _()_

Poliglotas há muitos seu palerma!

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Não me levem a mal, eu não tenho nada contra quem fala outras línguas… falo algumas, umas melhores que outras e a minha melhor amiga é tradutora por isso longe de mim ser contra quem é poliglota.

É mesmo uma opção muito minha escrever em Português… chamem-lhe patriotismo bacoco… mentalidade retrograda… gosto de ouvir a minha língua… de falar na minha língua, de ler na minha língua…não há língua mais bonita que a nossa e esta é a minha opinião. Ponto… final…paragrafo… muda de linha!

Temos das línguas mais ricas que existe e das mais faladas no mundo e mesmo assim continuamos agarrados a estrangeirismos de merda só porque “achamos cool” (não podia perder a oportunidade de o fazer)… não meus amoros não é cool é apenas e só ridículo. E eu contra mim falo que os uso muitas vezes, demasiadas vezes sem dar por eles!

Já tive alguns amigos a perguntar porque não tenho o meu blogue em inglês:

“Chegas a mais gente”, “Torna-se mais abrangente”, “Acabas por ser mais conhecida”…

Não me interessa um cú que me conheçam, interessa que me leiam e se identifiquem… se não entenderem, o Google tradutor é uma óptima ferramenta, mesmo há mão para ser utilizada.

Estamos a estragar a nossas crianças com esta mentalidade do Inglês para falar e expressar e cantar, mantemos a ideia que o Inglês é a língua universal… a mais fácil se queremos “ter sucesso lá fora”, pelo andar da carruagem não os ponham a estudar mandarim não, que vão ver o sucesso “lá fora”…

Mas mais que isso irrita-me a mania que os nossos artistas (vamos chamar os burros pelos nomes), cantores têm em cantar em inglês… vá eu confesso que até acho fofo aquela história de ir ao cú:

“Eu canto na língua que eu quiser porque eu é que sei para onde deriva a minha veia artística!”,

ou então uma assim “super cute” que é

“Os meus paizinhos tiveram dinheiro para eu aprender outras línguas, tenho pena que não tenham aprendido e que não a saibam falar”

é pá a sério? Com estrangeirismo incluído FUCK YOU BIG TIME! É mais fácil cantar em Inglês porque a malta não entende um boi e alinha na cena… umas guitarradas, uns toques na bateria, um som melodioso que não se pareça minimamente com um Italiano a falar inglês e pronto a malta engole a cena e não cospe! Porque infelizmente a moda é tanta e a vergonha em tão elevada escala que maior parte não entende mas finge que sim…

E se juntarmos a isso os textos que abundam em blogues, zines, frases sentidas nas redes sociais e afins, dá vontade de começar a enfiar bofetadas a torto e a direito… hoje por acaso cruzei-me com um texto e juro que dei por mim a ler, tamanha estava a bela merda de construção gramatical feita, com o sotaque de um italiano bêbado em cima de uma gondola a fazer equilíbrio à maluca… é triste! Não esperem não é triste é nojento na escala de 500:1 o desrespeito não só com a língua que usam de uma forma tão abusiva, assim como para os artistas que sustentam o texto… fosse eu professora das alminhas e chumbava não só a criatura como a colocava na escola primaria, junto com os putos que soletram as letras… Y-e-l-l-o-w? It’s me…. (dasse que até me lembrei da Adele).

Portanto mais uma vez a ver se nos entendemos na bela língua do Camões, (também nunca entendi essa merda, já que o gajo ainda via dos dois olhos e já a língua era nossa mas pronto), se não sabem nem na vossa língua falar não andam para aí a mandar “bostas de pescada” na língua dos outros… boa? Sim?

“Poliglotas há muitos seus palermas”

A Utena Maria agradece!

Namasté _()_

PS: Já agora digam lá no ouvido do/da vosso/vossa mais que tudo “amo-te” bem soletrado em vez do merdoso “I love you” e depois contem aqui a je os resultados. Depois digam se sou ou não sou vossa “miga”

The witch is back… deal with it

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O que mais sentes saudades Utena Maria?
Da capacidade que as pessoas tinham de aprender a olhar e a ler o que viam

Cansa-me as pessoas andarem tão atarefadas no seu mundinho que se esqueceram de olhar, de ver, de sentir!

Cansa-me a inércia de não quererem conhecer mais, dar-se mais, viver mais… cansa-me o deixa andar, o está tudo bem!

O falsamente modesto enerva-me a alma… o falsamente pudico dá-me instintos assassinos.

Estou exausta dos sorrisos que não chegam aos olhos… das risadas frias e desprovidas de sentimento… das palavras ditas porque se sabe tão bem o que o outro quer ouvir que se as diz… zombies… estou farta da humanidade de zombies que nos estamos a tornar porque viver a vida por detrás do ecrã é mais fácil… mais banal… mais frio!

Deixamos de saber ouvir com alma, de ver com a paixão que nos aquece o sangue… deixamos de saber desejar com a fome que nos faz estar vivos… assimilamos o amor como algo que nos é devido porque temos medo de mostrar que na realidade não desejamos só o amor… queremos mais que isso… medricas… somos uns seres de medos estúpidos porque nos incutiram a não dizer o que pensamos… a não ir atrás do que desejamos!

Prefiro mil vezes que me digam que me desejam… do que me mintam, quando a verdade está escrita nos olhos… desejo não é só carnal… percam a put@ da mania de o verem dessa maneira… aprendam a serem intensos… a darem sem estar a espera de receber… sem medos, sem receios…

Cansa-me os mornos… irritam-me os certinhos… sejam quentes…frios…intensos… estupidamente humanos… f@dam com alma… façam amor com paixão… gritem… sussurrem… mas f@dasse vivam… e sejam felizes por momentos… segundos contam, são eles que fazem da vida a dádiva que ela é!

Namasté _()_

Saudades

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Mas é preciso ter manha. É preciso ter graça. É preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania, de ter fé na vida.

Milton Nascimento

Sinto saudades de te sentir, adoro o frio, aqui me confesso… mas nem ele agreste que me fustiga a pele e me deixa dormente me afasta do teu toque.

Gosto de ti no Inverno em que te encontras sozinho, deslizo os meus pés em ti e confesso os meus segredos e adoro-te no Verão quando mergulho em ti e te deixo absorver o mundo e som… mas mais que tudo gosto dessa tua capacidade infinita de me entenderes e me fazeres sentir eu!

Namasté _()_

Sobre mim

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Todos nós temos uma máscara… uns escondem melhor que outros… mas todos reprimimos imagens e vontades…desejos e segredos por detrás dessa máscara… faz parte do que é ser humano! Quem disser o contrário mente.

Eu não tenho uma máscara… tenho uma armadura… ninguém me conhece realmente… a culpa é minha eu sei isso, mas as vezes a merda é grande demais, espessa demais… fodida demais para que nos consigamos livrar dela.

Tive um professor na minha vida que me disse que construi um muro tão alto a minha volta que poucos se conseguem aguentar dentro dele… tive outro que dizia que o meu olhar queimava… tive muitos professores na vida… femininos e masculinos… que me ensinaram a bem ou a mal que na vida somos o que somos, só temos de saber lidar com isso e no percurso tentar não magoar ninguém! Acho que pelo menos isso consegui.

Todo o homem é culpado do bem que não fez.
Voltaire

namasté _()_

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Para o que der e vier!

O estranho mundo de Dom

...um mundo igual a tantos outros ... ou não !

Divas em Apuros

Um espaço de convívio para verdadeiras Divas.