Séc XXI será mesmo?

My Post (4)Teorias onde se tenta provar que a terra é plana, boicote a vacinação, campos que atestam ter a cura para a homossexualidade, juras a pé juntos que o problema do aquecimento global é apenas e só uma cabala de interesses e não a realidade. O continuo abandono e maus tratos aos animais… a defesa de que barbáries como a tourada são tradição e cultura. A continua superstição que os gatos pretos dão azar… o uso indevido por pura maldade destes maravilhosos animais em dia como o de hoje.

Uff sinceramente não sei se ainda estamos em pleno séc XXI ou se entramos num qualquer plano alternativo de retrograda mentalidade. O que sei e isso com a certeza que me assiste é que estou muito… mas muito farta da raça humana!

Namasté _()_

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Pondero se mudei ou se estou simplesmente cansada.

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É engraçado como vamos mudando ao longo das areias do tempo, verdades absolutas de ontem passam a ser meias verdades amanhã. Acho que faz parte da evolução de um ser, seja ele humano ou não. Claro que existe quem é atrito a mudança, a mudança assusta, amedronta… mas faz tanta falta como faz o ar para os pulmões.

Defeitos e receios tenho bastantes, alguns foram-se perdendo, outros aprimorando e uns quantos adquiridos, mas da mudança nunca tive, sempre a abracei com gosto. “Muda nem que seja para pior” sempre foi o meu lema, abraço a mudança como se de uma velha conhecida se tratasse.

De vez em quando apercebo-me que mudei, ou evolui como gosto de pensar, de uma forma bastante exponencial, e ontem foi um desses dias. Eu sou uma pessoa controversa, modéstia a parte, sou aguerrida na defesa das minhas ideias, gosto de uma boa discussão, sabendo ouvir e sabendo fazer-se ouvir, aprendesse muito numa troca de ideias, mas também já fui de ferver em pouca água, de me irritar e julgar os outros sem perder tempo para tentar entender o porquê das suas atitudes ou frases… confesso que sempre me achei dona da verdade, sou sagitário… e nesse campo o signo encaixa na perfeição.

Mas hoje em dia afligi-me a facilidade com que a informação está disponível e a maior facilidade com que é deturpada… num tempo onde somos invadidos diariamente com a “lei de protecção de dados” (boas merdas isso aí) a facilidade com que perdes a tua identidade e a tua privacidade é assustadora. As pessoas escondem-se atrás de um computador e invadem o teu espaço, como se tivessem direito a isso, mas mais assustador é as pessoas acharem que lá porque entreabres a porta lhes dás o direito de a escancarar. E quando isso é usado pelos “jornalistas” deste país mais assustador é.

Ontem li esta frase do Salvador Sobral “ Não penso fazer campanha para incentivar a doação de órgãos” ao que o “jornalista” (entre aspas porque o tipo é tudo menos profissional) acrescenta “ou seja, eu já me safei agora os outros que se amanhem” em primeiro lugar a ideia que todos podem ser jornalistas ou comediantes é só parva, o tipo não só passou os limites do absurdo como deveria ponderar seriamente uma licença sabática, em segundo lugar e lendo os comentários que se associavam à imagem dei por mim a pensar que provavelmente eu seria uma da fila da frente a criticar o Salvador. Hoje em dia já assim não foi… li os comentários, abri a imagem e cheguei obviamente à conclusão que a mesma pertencia ao pedaço de merda que é o CM e acabei por  questionei-me sobre isto:

Quem foi que deu o direito a esta gente de usar frases, retiradas de uma forma porca, do contexto de outra frase, para destruir a imagem de outrem? E quem somos nós para promulgar essa violação deliberada com partilhas virais… dar tempo de antena a esta espécie de insectos rastejantes e imundos?

Liberdade de expressão… viva… mas só se ela for igual a tua porque se não és um FDP ingrato, não tens direito as tuas ideias ou a tua forma de ver a vida. Sim mas eu posso chamar-te nomes ou perturbar o teu direito de expressão… impressionante como a realidade consegue ser ajustada ao que nos dá interesse, não é?

Mas mais que isso, a minha vitória pessoal foi saber que não estou já nessa lista, que consigo ponderar o suficiente e afastar-me q.b. para pensar que talvez, só talvez as coisas não sejam assim como se mostram… porque na realidade, a realidade tem 3 vertentes:

“Aquilo que mostras, aquilo que vêm… e o que realmente é”. Pensem nisso!

Namasté _()_

Sunshine Blogger Award

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Tenho andado tão sossegada no mundo “blogueiro” que é com surpresa que me vejo nomeada para o Sunshine Blogger Award. Não posso deixar de agradecer à miúda gira das Coisas de Feltro pela lembrança, respondo com todo o carinho obviamente.

Então vamos lá a isso:
Regras
1. Agradecer à/ao blogger que nomeou (já está feitinho aí acima)
2. Responder às 11 questões feitas
3. Nomear 11 bloggers e fazer 11 perguntas (Não sei se tenho 11 bloggers para fazer as perguntas mas vou tentar)
4. Colocar as regras e o logótipo no post

1. Pensa num dia em grande. O que não poderia faltar?
Um dia em grande para mim é qualquer um, mas se for assim especial não pode faltar do meu lado, o meu marido ou a minha família e a minha máquina fotográfica. Gosto de partir à aventura, sem destino e captar as coisas que mexem comigo de alguma maneira.

2. Quando estás deprimida, o que te anima?
Um bom livro na mão, uma boa música nos ouvidos e uma vista para o mar. Deixem-me por lá umas horas e volto nova.

3. Se tivesses de cantar em público, qual seria o tema e porquê?
Ui, eu e o público… muito dificilmente aconteceria, mas num qualquer mundo paralelo teria de ser a música de Jason Mraz – i won’t give up. Porque é assim mesmo que sou, não reconheço a palavra desistir.

4. Oferecem-te uma viagem. Tens que partir amanhã e podes estar 5 dias fora. Onde vais e como?
Ui só um local? Ia até Florença, de avião obviamente e apenas com a máquina e a mochila!

5. Tropeças e cais na rua. Olham todos para ti. O que fazes?
Levanto-me, mas isso apenas quando parasse de rir. É que levantar enquanto te estás a rir a gargalhada não é fácil.

6. Conversam em grupo e alguém mente descaradamente. Qual a tua reacção?
Apenas e só uma. Rio-me sarcasticamente e chamo a pessoa a parte para lhe perguntar se desfaz ele o “erro” ou se o faço eu.

7. Qual o último filme que viste?
Oblivion de Joseph Kosinski

8. E o último concerto ao vivo?
Aerosmith no Altice Arena

9. Alguma vez tiveste um ataque de riso onde e quando menos se esperava?
Os meus ataques de riso, acontecem sempre onde não devem, por isso sim é recorrente acontecer.

10. Tens alguma aversão?
A mentira. Pior ainda quando são as piedosas

11. Uma receita culinária que não falha numa urgência, se aparece alguém assim de repente:
O meu esparguete a bolonhesa, fácil rápido e toda a gente que o come adora. Como sobremesa a minha mousse de chocolate com café. São pratos ganhos.

Vamos lá a parte dificil de nomear:
O estranho mundo de Dom
Pseudoblog
Divas em Apuros
Olhares que se querem lúcidos
Just a Lady
Ficamos por aqui, peço desculpa mas ando mesmo afastada dos vossos cantinhos

Quanto as minhas perguntas aqui ficam elas:
Qual é a primeira coisa que fazes ao acordar
Praia ou campo
Se pudesse viver noutra época qual seria
Se tivesses de escolher apenas um livro e um CD para o resto da tua vida qual seria
Um destino para viajares
Uma comida que nunca dispensas
Um estranho na rua pede-te um abraço. O que fazes
Estação do ano que mais gostas
O mais bonito piropo que já recebeste
Desporto favorito
Se encontrasses o teu futuro eu, que conselhos lhe darias

E pronto é isto. Fico a aguardar as vossas respostas.

Certas coisas que me fazem pensar…

34672373_10155603382122371_3804750062525874176_nTodos temos direito a reivindicar, a reclamar, a manifestar… a vociferar alto e bom som aquilo que nos irrita, nos magoa, nos transtorna… sim… eu sou das que reclama até ficar com a voz a doer, enquanto a vou fazendo subir tons e tons acima do que me é natural usar… quando discuto de forma amigável elevo a voz… se me chega a mostarda ao nariz baixo… gosto que a pessoa que me esteja a irritar se chegue a mim, mas isso são outros 500…

Eu sou das que sente e defende que todos temos de ter o nosso ponto de vista e que devemos defender, com argumentos, com conta peso e medida e nunca, e o nunca aqui é e deve ser usado, nunca com extremismos.

Desde de que me conheço por gente que não suporto extremismos, sejam eles de que estilo sejam… não consigo sequer coexistir com gente extremista… e atenção que o extremista não é apenas aquele que ata 2kg de bombas ao peito e se explode no meio de uma população indefesa, é também aquele que bate no peito quando defende a “bondade” da sua religião (como se qualquer religião não tivesse requisitos de malvadez), é aquele que se espuma quando defende o seu clube, aquele que vai para um comício bater em quem não apoia o seu partido, os que obrigam todos a ver animais decepados para defender o ponto de vista vegano e os que nos obrigam a ver os mesmos cozinhados para defender o seu lado carnívoro… são os LGBT com o circo montado nas suas paradas, como se isso os fizessem ser mais aceites e menos humilhados (continuamos tão evoluídos na forma de aceitar os outros que até me dá vómitos)… são os que inundam as redes sociais dos abates aos golfinhos no Japão… imagens de ódios e matança e acusações que originam mais ódios, mais apontar de dedos… mais raiva… seja ela causada pelos maus tratos (animais ou não), cor politica, clubista ou religião ou orientação sexual… fdx hoje em dia é tão normal não concordar por não concordar, está tão na moda as acusações extremas e radicais, que até podia ser pelo facto de se gostar do café curto ou longo.

O plano astral acaba por ser um espelho tão fidedigno do plano corpóreo que nos encontramos e o nosso está tão aflitivamente desorientado, que se sente sem ser preciso grande esforço o desequilibro assustador que existe.

Não estou a dizer que devemos ser todos paz e amor… mas sinceramente? Faz falta largar este circo onde nos vemos metidos todo o santo dia e respirar um pouco… fumar umas cenas fixes (mal não faz e pelo menos sempre nos faz ficar mais bem dispostos já que andamos todos um bocado insuportáveis) e deixar de radicalizar tudo… de levar as coisas tão a ferro e fogo.

A sério que se querem matar por opiniões divergentes? Que interessa quem ganha o campeonato? Isso dá o que comer? A preocuparem-se, preocupem-se com quem nos governa, reivindiquem aí, mostrem o vosso poder de povo… o poder que coloca lá quem queremos na cadeira mas que o tiramos de lá se assim entendermos, não somos nós que temos de ter medo deles, são eles que nos têm de temer, mas sem ladrar muito… quando assim for… mordam!

O que vos interessa de quem gosta de quem? Se eu gosto de mulheres ou de homens ou dos dois? Se vos respeito não deveria ser o suficiente? Querem acabar com o abandono? Exijam soluções, façam voluntariado num canil, contribuam com a alma, não com o teclado… dói ver os animais a ser chacinados, usados como cobaias? Não contribuam para isso… sem procura não há oferta… usem aquilo que demoram tantos milhares de anos a conseguir o raciocino lógico e ponderado… metam no cú os discursos inflamados que não leva a nada… e aqui contra mim falo.

E reivindicam em manifestações mas façam-no com coração… com vontade… com entrega e principalmente com intenção… vistam-se de branco dos pés a cabeça e juntem-se sem fazer barulho… invadam as ruas assim e no fim… digam-me se a reacção não será maior… mais realista.

Existe no silêncio uma tão profunda sabedoria que as vezes ela se transforma na mais perfeita resposta
Fernando Pessoa

Namasté _()_

Só porque me apetece ser do contra

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Gostos dos dias de festejos, dia da mãe, do pai, dos irmãos, da criança… dia de todos os santos, dia da terra, dos animais… dia disto, daquilo e de aquele-outro.

Gosto dos posts fofinhos, das chamadas de atenção, das homenagens… gosto da hipocrisia que se sente no ar… que se torna quase tão alérgico como o pólen na Primavera.

Hoje é outro desses dias… de partilhar efeitos e brincadeiras engraçadas dos infantes… de dizer que são as pequenas/os da vida deles… que são os bijus… os pequenos tesouros… que não sabem viver sem eles… encham-nos de prendas… levem-nos a comer um gelado, a fazer pinturas faciais… agora não se esqueçam é de amanhã os mandaram calar e ficarem quietos a um canto porque estão cansados, querem ouvir a televisão ou vegetar na novela.

Acima de tudo não se esqueçam que o ano são 365 dias e que as crianças são os adultos de amanhã… mas são os adultos que não escolheram nascer… eles são uma opção vossa e como opção vossa é também vossa a responsabilidade de deixar para eles um mundo melhor… e para o mundo uma melhor sociedade.

Namasté _()_

Direitos de escolha

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Eutanásia é o acto intencional de proporcionar a alguém uma morte indolor para aliviar o sofrimento causado por uma uma doença incurável ou dolorosa.
Geralmente a eutanásia é realizada por um profissional de saúde mediante pedido expresso da pessoa doente. A eutanásia é diferente do suicídio assistido, que é o acto de disponibilizar ao paciente meios para que ele próprio cometa suicídio…A eutanásia pode ser classificada em voluntária e involuntária. Na eutanásia voluntária é a própria pessoa doente que, de forma consciente, expressa o desejo de morrer e pede ajuda para realizar o procedimento. Na eutanásia involuntária a pessoa encontra-se incapaz de dar consentimento para determinado tratamento e essa decisão é tomada por outra pessoa, geralmente cumprindo o desejo anteriormente expresso pelo próprio doente nesse sentido...

Vamos começar por aqui, porque por aquilo que li e vi nos últimos dias (confesso que preferia não ter visto) ainda existe muita ignorância sobre o que de facto é a eutanásia.
A eutanásia não é um assassinato, não é um acto hediondo de tirar a vida de outrem, mas sim um acto de amor (pelo menos para mim). Sendo o ser humano maioritariamente egoísta, têm como hábito manter do seu lado aqueles que mais ama e por isso cada segundo, por mais doloroso que possa ser a quem sofre e a quem assiste é precioso para nós. Eu pelo menos quero crer que assim é… porque se torna inexplicável que quem defenda a não existência de um acto que nos dá o direito há escolha, sejam os mesmos que abandonam os seus idosos, filhos, animais ao abandono da solidão, mesmo não estando doentes ou dependentes.

Não defendo nem entendo os cartazes de apoio anti-eutanásia, com frases de “não matem os velhinhos” mas também não têm o meu apoio os votos que sofram na pele, sua ou de familiares, uma doença que os faça ter desejo de morte… é só dolorosamente estúpido, tanto uns como outros.

Ninguém deseja morrer, ninguém quer abandonar a festa da vida cedo demais, pensar em tal hipótese é de um absurdo tal que se torna descabido até pensar… imaginem só por uns instante o sofrimento por que passa um ser, para desejar tal saída e depois… multipliquem por cem e mais cem e outra vez cem… Uma lei que nos permita ter a escolha de partir em paz não é apenas desejável é indispensável.

E não é uma lei obsoleta, a eutanásia não passa a ser obrigatória por amor da Santa, mas apenas e só uma alternativa depois de terem sido gastas todas as outras hipóteses é um acto do mais absoluto e puro amor… deixar partir mesmo que isso nos corroía a alma quem amamos porque a dor da vida é dura demais.

Acredito que depois deste texto até aqui, alguns de vocês se questionem se eu aposto as fichas onde aplico as minhas ideias, aposto sim… por amor, porque amo demais os meus, mais do que aquilo que me amo a mim mesma, faria sim, com o coração desfeito em pedaços e a alma partida, agarraria a mão dos meus enquanto recitava todo o meu amor, para que fosse a última coisa que ouvissem enquanto lhes era proporcionado descanso… mas não o faria sem antes esgotar todas e quaisquer alternativas. No fundo é isso que se deseja uma alternativa ao sofrimento depois de experimentar todas as soluções possíveis, impossíveis e inimagináveis.

Mas também não acho que seja uma lei para ser decidida pela meia dúzia de ogros que temos na assembleia, é um assunto a ser decidido pelo povo, com um referendo bem fundamentado, bem elucidado, sem cartazes estúpidos e meia dúzia de frases feitas, sejam elas de que lado for. Leiam, estudem, tirem dúvidas nos países onde a lei já é aceite e exercida… tirem as dúvidas… mas principalmente parem e pensem… e se fosse contigo? Se fosses tu a sofrer uma eternidade de dor… de imobilidade… de dependência… não querias tu ter a possibilidade de escolha?

O médico deve acalmar os sofrimentos e as dores não apenas quando este alívio possa trazer cura, mas também quando pode servir para procurar uma morte doce e tranquila”.
SIR FRANCIS BACON

 

Suo tempore

Quando foi que perdeste tempo a fazer coisas sem esperar o tempo oportuno? Quando é que colocaste tudo em stand by para fazer aquilo que realmente te dá prazer? Quando foi que falaste o que sentias e disseste o que pensaste? Sem medos, nem receios nem o adiar para “momentos mais oportunos”?

A vida é efémera demais, cruel demais, solitária demais… não és imortal, nem intemporal… capacita-te que não vais viver para sempre e que o amanhã pode não chegar… para esperares o “teu momento certo”.

Deixa de lado a mesquinhez, a inveja, a soberba… aprende e capacita-te que a vida por mais longa que seja é um ínfimo segundo de um universo que não conheces nem controlas.

Acima de tudo aprende a viver com a intensidade que mereces… com a força que te é devida. Vive… festeja… faz… diz e sobretudo ri… ri muito… ri todos os dias… ri enquanto choras e chora enquanto ris… faz valer a pena porque no final todos partimos sozinhos… mas os que cá ficam que nos recordem com um sorriso.

Até porque quando a morte conta a nossa história, todos paramos para a ler

Namasté _()_

Sobre ontem…

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Ontem casou-se o Príncipe Harry, num dos dias onde é tudo sobre a noiva, acabou por se concentrar no noivo, por ser Príncipe vai haver quem diga, mas para mim é mais por aquilo que ele é como ser.

Verdade que não o conhecemos, induzimos em nós uma familiaridade possessiva de reconhecimento falso… pela mãe dele poderá ser, por o termos visto crescer também quem sabe. Talvez porque abanamos a cabeça quando vinha a luz das revistas os seus disparates ou porque sorrimos e como idosos acabamos por proferir “é tão parecido com a mãe dele”. Crescemos a amar a mãe e passamos isso aos filhos e acabamos sem querer por nos identificarmos com o menino ruivo de cabeça baixa que acompanhou em silêncio o caixão da sua mãe… pesado fardo… dele e de tantas jovens almas que se vêm despedidas do consolo de uma mãe.

Mas mais que isso, sobre ontem chego a conclusão que numa época de avareza e maldade gratuita todos nós, mesmo aqueles que gritam a plenos pulmões que não é a sua monarquia, nem o casamento com que se preocupam que nos sentimos sedentos de contos de fadas.

Aos noivos a eles e a todos, que se capacitem que uma união requer cedências e  sacrifícios mas também só assim vale a pena.

“Se fosse fácil não durava… só dura porque não é fácil”
Namasté _()_

Desconfio que sou mesmo alérgica…

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Tem quem ache que eu tenho um ódio de estimação aos bancários, que sou injusta, que tenho uma qualquer inveja por tão “digna” profissão. Há aliás quem já se tenha “arreliado” comigo ao ponto de me ameaçar de forma bastante dissimulada, porque tive a “lata” de dizer o que penso. Eu não tenho nada contra as pessoas que exercem a profissão ou a própria da profissão o que eu não suporto é quem se acha acima dos outros, mais inteligentes, mais dignos… numa posição privilegiada. Donos e senhores do mundo, donos e senhores da vida das pessoas que ainda não se aperceberam que se eles têm o cú na cadeira é única e exclusivamente porque os tansos, aka nós, continuamos a colocar lá o dinheiro.

O sistema bancário, não é uma invenção recente da meia dúzia de famílias que neste momento gere a economia mundial a seu belo prazer, o sistema bancário livre, e aqui o ponto está no livre, nasceu na China a 4000 anos atrás, mais coisa menos coisa… mas era livre o que significa que o TEU dinheiro era TEU, que fazias com ele o que querias, quando querias, como querias e a banca geria mas sobre a TUA autorização de uma forma subserviente…. isto não podia ser, como devem imaginar o povo é bom é sereno… manso… controlado.

No tempo dos Templários, e para adiantar conversa já que este não é um texto histórico, foi inventado o sistema de cheques, mais uma vez os peregrinos, entregavam o SEU dinheiro num país com a ordem e depois no pais da peregrinação levantavam o SEU dinheiro novamente, sofrendo uma taxa mínima pelo trabalho… mais uma vez era um serviço prestado, mas neste caso já os Templários se achavam um pouco superiores já que mantinham o peregrino a salvo, mas sejamos sinceros, eles eram mais que monges, guerreiros honrados… guerreiro e honra é algo que também não casa nos tempos que correm… na banca e não só!

Hoje mais uma vez tive de me deslocar à banca, mais uma vez tive de por as garras de fora, porque mais uma vez a soberba idiotice que abunda naquele tipo de gente é gritante. Acham-se mais que todos e no fim nem a forma de procedimento da própria agência conhecem. Atenção existem regras e procedimentos a ser cumpridos que eu não questiono, não é elas que estão em causa mas a forma como se as mesmas são apresentadas ao cliente, cliente que independentemente dos séculos que se passaram continua a colocar lá o SEU dinheiro com a diferença que hoje em dia lhes tentam passar a ideia que afinal o fruto do SEU trabalho já não lhes pertence, e que no meio dos milhentos bancos que existem são eles, os bancários, e não os clientes que lhes fazem o favor de colocar lá o SEU dinheiro. Triste não é? Mais triste ainda é o povo aceitar de cara alegre e burrice mental, subjugado por banha da cobra muito bem vendida e embrulhada em papel crepe.

Não eu nada tenho contra os bancários, o que acontece é que eu não tolero gente medíocre com mania que tem o rei na barriga e que na realidade têm é a sorte de ainda terem trabalho, o azar, meu ou de quem acha que eu não gosto deles, probrezinhos é que a maioria da manada trabalha para e na banca… olha o meu desalento. No fim e o que conta aqui é que nem tu tens de concordar comigo nem eu tenho de concordar contigo mas verdade seja dita que:

Os estabelecimentos bancários são mais perigosos que as forças armadas
Thomas Jefferson

E ele até tinha razão!
Namasté _()_

O que eu quero mesmo são morangos

My Post (5).jpgTodos os anos é a mesma coisa, todos os anos é o dia de bater no peito e colocar os cravos na lapela… cravos que nos outros dias valem tão pouco e nesse dia estão pelo preço da morte… é dia de desejar a morte a quem não pensa como eles… e de confundir os que não acham que tenhamos liberdade com faccionarios, fascistas de extrema direita.

Todos os anos eu penso para comigo mesma que neste não vou comentar posts inflamados de meninos mimados que gritam a plenos pulmões “SIM A LIBERDADE DE EXPRESSÃO” e depois arrancam os cabelos e atacam verbalmente (senão fisicamente) quem diferente de eles pensa!

Sim eu conheço a história, não… não a vivi, mas ouço falar de “uma sardinha por três”, do Portugal reduzido a “tuberculosos e carteiristas” não… não sou cega. Aprendi cedo demais que numa história (não estória não confundamos) existem sempre três vertentes… “o que eu quero dizer”, “aquilo que TU ententes”, “o que na realidade é” e nesta história o que é contado parte da vertente de um só ângulo… do ângulo dos gulosos que queriam mais ordenados e melhor poleiro e conseguiram às costas de homens de boa fé e um povo de visão limitada de liberdade.

Não sou a favor de extremismos patetas, de liberdades condicionadas e verdades limitadas. Mas sejamos sinceros o que fizeram vocês com a liberdade que tantos almejaram? Onde está o poder do povo? Não há mais PIDE (gritam uns inflamados) claro que não… não é preciso bodes de expiação quando tens os teus dados disponíveis ao simples clicle… não há tortura, há roubo… porque tu continuas a ser um ladrão se roubas um tostão, pagas juros milionários por um dia que deves a este Estado libertador… mas ela manda te foder se te fica a dever (vês? até rimou)… leva-te a casa, o ordenado e a dignidade e o que fazes? Cantas a Grândola Vila Morena uma vez por ano… palmas para ti!

Por muito que me rasgue a alma dizer, uma revolução não é pacifica… isso não existe. Uma revolução faz-se com sacrifício e sangue, com dor e vontade… com alma… alma que tu perdeste quando te escondes por detrás da tua triste condição de coitadinho. Gritas a plenos pulmões o teu direito, mas esqueceste que tinhas o dever de fazer com a liberdade o melhor de ti e no fundo apenas fizeste o pior… mas está tudo bem… basta que se mantenha o feriado, possas continuar a festejar a vitória do teu clube enquanto bebes uma mini, em frente a televisão e continues e gritar que és livre… eu não! Eu por mim prefiro morangos… sempre tem mais sumo e anti-oxidante.

Parabéns camaradas pela liberdade que continuam a não ter!
Até para o ano!

A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.
Massimo Bontempelli

Namasté _()_

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Para o que der e vier!

O estranho mundo de Dom

...um mundo igual a tantos outros ... ou não !

Divas em Apuros

Um espaço de convívio para verdadeiras Divas.