Mentes modernas…mentalidades antigas

modernidadesO novo fonfonfon das redes sociais é isto, e para quem não quiser abrir o link eu resumo:
Nadia Bokody, uma escritora e jornalista australiana, aconselha que os pais e escolas ensinem e falem sobre a masturbação e que sejam facultados “brinquedos sexuais” aos gaiatos….e pronto instalou-se a inquisição do Séc XXI, aka redes sociais.

Pérolas abundaram, de uma forma tão nojenta que nem valerá aqui a pena falar nelas, pérolas que me levam a questionar, se o dito artigo foi de facto lido. Eu li, pelo menos para ter uma ideia da catastrofe que poderá advir de tamanha barbaridade e… admirem-se os incautos puritanos não vi assim tamanha calamidade no que diz a senhora, para mim até faz sentido.

Vamos ser sinceros e respondam, não a mim, mas interiormente, quantos de vocês se masturbam? Quantos de vocês falavam disso com os amigos e quantos tiveram dados incorrectos sobre o que na realidade é? Não! Não vos cria pelos nas palmas das mãos, nem vos dá acesso a um T0 no covil do demo, o que vai fazer é facultar o conhecimento intimo do corpo. O que irá fazer se bem aplicado é tirar dúvidas e evitar problemas graves, antecipar outros mais graves ainda. Não existe pecado no prazer, não é porco dar-nos prazer…acima de tudo ao conhecermos sensações aprendemos o que é certo ou errado para nós, como seres e como pessoas independentemente do que é supostamente certo numa sociedade moderna onde ainda impera mentalidades antigas.

Faz falta desbloquear as mentes, faz falta liberdade de vontades, de desejos, de conhecimentos. Mas principalmente faz falta esquecerem-se paradigmas antigas de ideias tacanhas onde ainda impera a ideia de que o sexo é pecado e a satisfação sexual uma artes demonica que permite as mulheres caçarem os homens em bruxarias e orgias diabolicas.

Conhecimento é poder, é ele que nos faz ter o controle, sobre o que nos rodeia mas principalmente sobre nós! Pensem nisso, e aproveitem da próxima vez que estiverem deitados para se conhecerem, seja porque estão sem sono, aborrecidas ou simplesmente porque sim 😉

Namasté _()_

 

Sobre circos… os mediáticos

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A medida que vamos envelhecendo, vamos dando por nós a pensar se valerá a pena ou não chatearmos-mos com certas situações. Se valerá a pena falarmos, expormos a nossa posição… bater em ferro frio como diriam os antigos.

Dei por mim a ponderar se deveria ou não “falar” sobre este assunto… certos temas somos mandatoriamente obrigados a concordar com as massas. Ovelhas a caminho do matadouro, temos de comer e calar e não tossir nem mugir senão corremos o risco de ser linchados em praça pública… a beleza da liberdade de expressão tem destas coisas.

Enquanto ia ponderando se falava ou não do tema, acabei por dar por mim a pensar se o facto de não o fazer não estaria a contribuir para esta sociedade vazia de vontade própria… ao não me chatear até que ponto não me torno igual a eles… a esta gente oca que segue as massas sem questionar ou ponderar o porquê. Penso que terá sido no final, o que me levou a sentar, respirar fundo e falar sobre Moçambique.

Antes de tudo deixem que vos diga que me sinto destroçada com a catástrofe, sim é um povo empobrecido, com recursos mínimos, sujeito por isso mesmo as consequências terríveis que irão advir do que sofreu… mais do que a catástrofe criada pelas cheias… será agora as maleitas e doenças que irão advir de tal situação.

Agora se concordo com o circo mediático que se está a fazer a volta disso? Isso são outros 500.

“Mas se até estiveste emigrada em Angola, não deverias ser a primeira a concordar com esta ajuda toda?” – adoro este pergunta de merda confesso!

Em primeiro lugar Angola e Moçambique tem tanto em comum como um c@ralho e um assobio… os dois servem para por a boca mas só um deles é que apita e em segundo lugar porque haveria eu em concordar com esta merda toda a volta da desgraça de um povo?

Sim têm de ir ajuda humanitária… não, não têm de ser motivo de destaque no telejornal das 20h! Sim os artistas até se podem juntar para fazer uma música ao estilo do “We are the world”…não, não tem de usar isso para auto-promoção! E sim o povo pode ser estúpido outra vez e ligar para números de chamadas de valor acrescentado (a Caixa Geral até precisa de novo investimento) …mas não, não deveria haver IVA nesse valor… não esqueçam aqui até deveria haver… a estupidez pagasse e assim até se ajuda na divida pública… nós até temos um governo eleito democraticamente e tudo, por isso é de valor essa ajuda!

No fundo nunca se sabe se com estas ajudas monetárias e de bens, enquanto se está a empacotar tudo para enviar, em aviões pagos a peso de ouro, se não se descobre onde estão as coisas que se doaram para as vítimas do incêndio em Pedrogão (ainda se lembram deles não?) e elas acabam por receber o que foi dado com tanto amor e algum sacrifício.

No meio disto tudo continuam notícias sensacionalistas, visitas despropositadas e bailaricos…mas a malta gosta é disso por isso siga a marcha…virou, a menina não paga mas também não anda!

Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa.
Provérbio Chinês

Namasté _()_

Feliz um dia como outro qualquer!

maxresdefaultNão gostos de dias específicos em calendários. Acho que desde de que me lembro de ser gente que não lhes acho graça. Gosto de festejar o momento, de inventar motivos, de ser espontânea.

De comprar uma prenda porque me lembra de ti e te dar numa terça-feira só porque sim… de te ligar numa segunda e dizer vamos ver o pôr-do-sol, só para passar mais tempo contigo… de te dizer parabéns mesmo quando não fazes anos, apenas porque te acho excepcional… de dizer que te amo, sejas o meu companheiro, a minha melhor amiga ou a minha mãe.

Não ligo a datas, as datas valem por mudanças, por períodos, por instantes e depois esquecem-se… diz-me o que te adianta desejarem-te Feliz Dia, apenas porque é 8 de Março se amanhã volta tudo ao mesmo? Amanhã se tiveres sorte…porque muito provavelmente passas pelo mesmo ainda hoje… ainda nem as rosas estão na jarra.

Festejar um dia e manter as mesmas ideias, as mesmas atitudes, as mesmas injustiças vale de alguma coisa? Continua a haver um alarmante caso de mortes e maus tratos às mulheres por aqueles que são mais próximos…continuamos a receber menos e a trabalhar mais, a ser menos ouvidas… a sermos as culpadas por sermos assediadas… a sentirmos culpa por não conseguir ser tudo e em todos os locais… Continuamos a ter de ser boas mães, ,melhores profissionais e perfeitas… perfeita maquilhagem, perfeito modelito… perfeitas donas de casa… perfeitas imperfeitamente.

Não vão ser as queimas dos soutiens que vão mudar mentalidades, as manifestações feministas (nada contra), que nos vão fazer ter o nosso valor reconhecido… as principais criticadoras das mulheres, são as mulheres… somos nós que nos olhamos de lado… que nos menosprezamos…que nos diminuímos. Essa deverá ser a primeira mudança, a principal… a mais importante. A que deverá ser ensinada no berço a pequena menina quando nasce… que ela não é menos, que é mais, que merece tudo e que pode ser tudo! E quando assim for… aí sim será um excelente Dia da Mulher no seu mais glorioso esplendor.

Namasté _()_

“E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios.Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.”
Clarice Lispector

 

 

 

Deixem que vos conte uma estória

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Permitam que vos fale de um menino de seu nome Manuel, um menino nascido durante a grande guerra, de olhos cinzentos e sorriso trocista. Deixem que vos fale do menino que desde de muito pequeno viu a mãe chorar por não ter um pão para lhe dar… do menino que foi parar a “tinturia” por seis meses pelo horrível crime de andar na moina.

“Tinha freguesia fixa já menina! Já os tinha bem habituados e levava boas coisas para casa para os meus pais e irmãos” diz-me o Manuel com o mesmo sorriso trocista de menino.

Passou muito o Manuel, salvou o pai duas vezes de morrer à conta da tuberculose… mas na última vez, na noite de São João, já o sangue era em bica…”não consegui fazer nada… era um homem difícil, mas tenho muitas saudades do meu pai”… a memória do Manuel de 91 anos é fresca no passado mas já o desfralda nos tempos de agora. “Não me lembro do que comi ontem, mas disto lembro-me”

A vida do Manuel dava um livro, casou com a Palmira e tiveram 9 filhos, deles sobreviveram 6…“não tínhamos televisão…tínhamos de nos entreter com alguma coisa filha” diz-me com um olhar malandro…foi operado duas vezes, uma delas que trazia a morte a 90% dos intervenientes, operação aos intestinos…”ainda hoje é perigosa” – digo-lhe… responde que foi um grande sucesso, mas que a outra foi e passo a transcrever “uma cagada de 3 actos”… o Manuel foi duas vezes parar ás termas pela doença que lhe colheu o pai… “era uma altura difícil filha, era fome, peste e guerra, mas não deixei os meus desamparados, pedir foi a minha primeira profissão”– diz-me com o olhar distante… “eu tinha uma arte boa, trabalhei muito, mas ganhei muito dinheiro, então quando comecei a trabalhar ortopedia… não sei o valor de cada letra, mas os doutores nunca me meteram medo e fazia o sapato desde da peça…nem acreditavam que era analfabeto”, dá para sentir o orgulho que tem nisso.

Criei 6 filhos, mais os netos, um dos meus netos aperfilhei como filho, fora os filhos dos outros… gosto muito de crianças e elas gostam de mim, só tenho pena da minha Palmira se ter ido embora tão cedo, faz-me muita falta, é verdade filha tanto passei e agora venho-me para aqui sozinho que nem um cão

O Manuel é amado na localidade de onde vive, toda a gente o conhece, o cumprimenta e o acarinha… nessa mesma localidade vivem 3 dos 6 filhos, o neto que aperfilhou e uma dezena de netos, mas o Manuel vive só sem que a família mais próxima se preocupe se tem um chá quente para beber à noite. 2 das filhas são beatas da igreja…fazem parte do que de mais podre existe na religião dos desgraçados e bem-aventurados… os chamados venha a nós!

Muito haveria a dizer do Manuel, mas o Manuel é apenas mais um dos idosos esquecidos deste país que renega a sua história e ignora a velhice de um país de velhos… a diferença do Manuel em relação aos outros é que o Manuel é meu avô…

Meu avô, meu professor, o meu melhor amigo. Foi a primeira pessoa a saber que eu era “mulher”, é com ele que debito sobre o valor de cada erva, de cada messinha… foi com ele que aprendi que todos pudemos cair, mas que não nos é permitido desistir… foi com os ensinamentos dele que parti a primeira cabeça de um colega e vai com ele parte do meu coração quando ele for ter com a “sua Palmira”.

Faço o que posso por ele já que estou a mais de 300 km de distância, ligo todos os dias, vou lá uma vez por mês…ver os medicamentos e dar um pouco… e receber muito da sua força de viver. Tenho orgulho em dizer que sou neta de um homem de uma casta só (o meu avô é de 1927), mas mais orgulho tenho em saber que parte da tela que é a minha vida tem cores pintadas pela mão forte do Manuel.

Quanto ao restante, a minha restante família imposta é como diz o poeta… cada um sabe com as linhas que se cozem e as acções são de quem as partilha…eu prefiro partilhar algumas das minhas com o Manuel… o Manuel de olhar traquina e sorriso trocista que continua a saber contar histórias de vida vivida e de ensinamentos já perdidos… o meu Manuel! O meu avô… o meu herói!

Namasté _()_

Ps: Peço desculpa o desabafo, mas as vezes esta é a minha única forma de exorcizar demónios!

Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito

Imagem Grátis de Mulher a Pensar em Face da Montanha

Penso que já várias vezes falei sobre este assunto, fui emigrante durante 10 anos, vivi numa terra que aprendi a amar, vivi numa terra que passava por tempos difíceis, com guerra civil, recolher obrigatório e leis que não lembrava o Diabo… com procedimentos macabros e desumanos. Vivi o racismo na pele e por isso penso que ganhei o direito de falar.

Sou branca (caucasiana é conversa para boi dormir), sou branca, ruiva e com um feitio de merda, e sofri de racismo, mas isso não é raça… não existe raça. Faz tanto sentido falar entre raças nos humanos, como faria sentido dizer que um leão cuja juba é inferior, pertence as minorias…

Ver o meu país passar pelo que está a passar nos dias de hoje, envolto na desculpa do racismo, do desrespeito às minorias, da falta de oportunidades deixa-me apenas com uma sensação… a de vómito. E ver pessoas a desculpar actos de terrorismo (atenção que terrorismo não é só o Ali Babá espalhar-se aos 4 cantos) com essas mesmas explicações não é só ignorante, mas de uma estupidez atroz.

E depois ler coisas como, “A bosta da bófia” de um assessor de um partido politico, que por acaso é preto… mas que podia ser amarelo, cor-de-rosa…e ainda ter quem o apoie… é ofensivo.

Tal como é ofensivo ver os homens e mulheres que largam o conforto do lar, os braços da família para irem defender quem os ataca… ver esses mesmos homens demorarem mais tempo a preencher impressos de detenção do que demoram os juízes do meu país a libertar criminosos, faz-me sentir vergonha…faz-me sentir vontade de lhes pedir desculpa. De os abraçar agradecer e pedir desculpa… pedir desculpa por ainda serem humilhados e desrespeitados e pior ainda…menosprezados.

Não sou contra os restantes membros da minha raça, por mim podem ter a cor que quiserem que eu vou continuar a não gostar deles… o que não posso admitir é que esses membros se escondam sobre desculpas de merda que sustenta a vontade de terem o que querem sem terem de lutar por elas.

A cor que nos pinta a pele não é sinónima de minoria, minoria não é sinónimo de pobreza e pobreza não é sinal de crime… sim eu sei que achar que todos temos a mesma oportunidade de vida é uma utopia…sim eu sei que quem tem dinheiro usa o elevador enquanto os restantes mortais sobem pelas escadas… mas isso meus caros não significa seres branco…significa que és verde… mas desculpar atitudes de autêntico terrorismo com essas desculpas é serem piores que eles e é demonstrarem que o mundo vai continuar a ser dividido entres eles e os outros… enquanto que na realidade deveria ser apenas englobado no nós!

Como dizia Albert Einstein:

“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”

Namasté _()_

Dizem…

49708667_1019223984931356_4713226990994325504_nDizem que somos a “raça” mais avançada do planeta… que somos a raça superior… a mais inteligente… a que adia a morte…

Dizem que conquistamos o mundo, que domamos a natureza, que subjugamos os seres ao nosso redor para a nossa melhor sobrevivência e conveniência. Dizem que somos evoluídos… É! Dizem…

Mas sabem o que na realidade vejo?

Vejo pacientes abandonados a sua sorte enquanto sufocam no seu próprio vomito enquanto sofrem um AVC, porque o “evoluído” estava a assistir a um tão evolutivo desporto que se chama tourada.

Vejo “evoluídos seres pensantes” a quem alguém uma vez disse serem psicólogos a esconderem a suas próprias frustrações, dizerem que a homossexualidade é uma doença que pode ser curada.

Vejo idosos a serem abandonados nas urgências hospitalares, vejo animais a serem mal tratados na rua, vejo mais mulheres a serem mortas, porque deram só mais uma chance… vejo crianças a serem moldadas nesta charco de merda pensante…

Vejo a capacidade que os seres têm de acharem que TUDO é plausível, que vale tudo para terem maior audiência… vejo programa onde o amor é comprado e os ideais adulterados… onde é normal haver liberdade de expressão sobre temas aberrantes, ideias deturpados… e aonde essa mesma liberdade nos é imposta.

Vejo guerra e fome, tortura e desonra, corrupção e desumanidade… vejo vergonha escondida… vejo sofrimentos disfarçado… vejo uma raça que perdeu a capacidade de se julgar e que por isso mesmo julga que tudo é permitido e possível.

Sabem o que dizem? Dizem que aqueles que não se conseguem lembrar do passado estão condenados a repetir… sabem o que vejo? Que a condenação já está cá… mas continuamos demasiado cegos, por demais egocêntricos, para a conseguirmos ver.

Enquanto uns dizem em alto e bom som que “JÁ ESTAMOS EM 2019” eu apenas consigo pensar… como é possível ainda não termos saído da idade média!

Namasté _()_

Barba non facit philosophum

Até pode ser que a minha paciência já não seja o que costumava ser… sim até pode ser que certas coisas me irritem mais do que outras… que com o avançar da idade certas coisas me façam ter vontade de mandar uns quantos para a coisa da mãe e os restantes para o do pai… mas ultimamente os assuntos referentes a protecção dos animais anda a fazer com que fique com a paciência nula de uma andorinha em final de Primavera.

Acreditem eu já ouvi de tudo… coisas como as plantas também são seres vivos… até porque não adoptas um porco, passando pelo… se não estudaste geografia não podes falar sobre impacto global… já fui chamada de hipócrita porque não sou vegetariana… a coisas piores porque disse que para mim quem maltrata um animal… maltrata uma vida e pode fazer o mesmo à mãe ou ao filho… já fui ameaçada porque sou contra as touradas… já sofri uma tentativa de agressão porque impedi alguém de agredir um animal… até já fui ameaçada de forma anónima e corajosa (not) porque não papo grupos nem sou cega ao ponto de achar que todos as associações de defesa são boas e os restantes são lobos em pele de cordeiro.

A verdade é que entra ano…sai ano… e continuamos no mesmo impasse… os animais continuam a ser considerados coisas, sem direitos… mal-tratasse sem haver consequências e quando se criticam acções somos taxados de histéricos… de sensíveis que não fazem nada pelas pessoas e estão a defender os animais… mas mais assustador que isso é saber que a merda que ocupa uma cadeira no governo e que de facto poderia fazer algo, perde tempo a caçar gambozinos.

Ele é os caracóis que tem de ser mortos antes de serem cozidos… os provérbios que tem de ser alterados… mas a tourada… esse espectáculo extremamente didáctico para crianças mantém o IVA a 6%… já não sei se ria ou se chore… mas verdade sejam ditas… mesmo que chore de raiva vai sempre haver quem diga que são lágrimas de crocodilo.

A realidade é que por cada defensor extremista, vai existir alguém que goze com isso… e cada vez que isso acontece mais um animal sofre na mãos impunes de seres fracos que apenas mal-tratam quem não se defende… a realidade assustadora é que em pleno final de 2018 ainda não há quem se sente e converse a sério… sem acusações ou apontar de dedos para que finalmente se termine com esta calamidade pública sejam elas os animais abandonados… os idosos largados nas camas dos hospitais ou as vitimas que sofrem por detrás de portas fechadas… ditados a parte… se a paciência é um biscoito… eu definitivamente comi a minha.

Namasté _()_

Ambiguitatis error est

link-irado-b1edddf4b3f2b6d622c36443f4df2e3b.jpgVivemos numa época de ilusões, mas não num período de fantasia. Temos a ilusão de sermos livres, mas não vivemos a fantasia de nos libertarmos de paradigmas que nos amarram e nos castram de sermos aquilo que poderíamos ser e de dizer aquilo que realmente pensamos.

Somos filhos do politicamente correcto, netos do parecer bem… afilhados de uma educação bacoca embrulhada num faz de conta… faz de conta que somos felizes, faz de conta que temos amigos, faz de conta que pensamos o que pensa a massa, mesmo que na realidade a massa vá em ordeira manada pelo barranco abaixo.

Se já vivemos a época da censura onde dizer o que se pensava poderia recorrer a umas horas num calabouço, hoje vivemos na época do politicamente correcto… essa é a censura do séc XXI, o politicamente correcto é o lápis azul, mas com glitter que é muito mais in e fashion… e nojento!

Não dizemos o que pensamos não porque pode não parecer bem mas porque temos medo, medo das represálias, medo do que vão pensar, medo do que pode parecer… vivemos a ilusão de uma liberdade fantasiosa que de fantasia pouco tem. Continuamos a viver no medo. Um medo escondido e cego… mas nem por isso menos real.

Vivam, digam, pensem, actuem… falam o que realmente pensam, tudo pode ser dito se o for feito da maneira correcta. Não se escondam nas frases feitas…nas paradigmas pré-formuladas de um correcto bacoco e vazio. O mundo está frio demais…feio demais… vazio demais para ser deixado assim… neste sentimento oco e ausente.

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
Albert Einstein

 Namasté _()_

 

 

 

Hominibus

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Não sou feminista, não gosto de rótulos, de ter de me sujeitar a “condições” de sexo… sexo forte, sexo fraco… vontades e posições… detesto o politicamente correcto e sinceramente tenho muito pouca paciência para lutas que já deviam ter sido decididas há séculos.

Se calhar tenho tido sorte, nunca tive de me impor em nenhum trabalho e sempre soube como trabalhar as minhas vantagens e desvantagens sexuais em meu proveito. As mulheres perdem tanto tempo a querer igualar-se aos homens que se esqueceram de saber usar o que melhor têm em seu proveito.

Não somos fracas, não somos objectos para sermos usadas e muito menos bibelots para sermos mostradas… se o somos a nós devemos culpabilizar, porque não existe maior inimigo para a mulher a não ser a própria mulher.

Tenho nojo do que leio e do que vejo nas redes hoje em dia, independentemente da minha opinião põe-se aqui uma questão crua e simples… Ele deu dinheiro para calar, o que significa que sabe que fez algo incorrecto… e ela aceitou por consequência disso agora sujeita-se a ler e a ouvir algo que não devia… se aconteceu algo contra a sua vontade deveria ter falado logo e não esperado 9 anos…dentro de um quarto, seja porque é apenas uma noite, uma prestação de serviço, um relacionamento de anos, deverá haver sempre consentimento de ambas as partes, senão é pura e simplesmente uma violação… conversas do género, não queria não ia, sabia ao que ia, não iam conversar, se aceitou agora tem de arcar as consequências é conversa de merda, e ler este tipo de declarações da boca de uma mulher a mim só me deixa com vontade de uma coisa… de vomitar!

Atenção que eu aqui não a estou a defender a ela, nem a ele… estou apenas a criticar a incapacidade que existe em chamar os bois pelos nomes e mais a ainda a constatar o simples facto de que numa raça de merda a parte feminista da raça consegue ser um cagalhão. Estou cansada de rótulos, do parecer bem… se querem foder, fodam… tomem banho depois e não pensem mais nisso… não… não vos torna vulgares, torna-vos humanas… e não faz dos homens conquistadores, faz deles humanos. Deixem-se de merdas, de apontar o dedo, de criticar quem o faz…

Deixem-se de falsos pudores, de críticas fáceis, de adjectivos fúteis… sim ele é português… sim ele salva muitas crianças e é humanitário… e é humano e comete erros… e pagou… se ela deveria agora vir falar sobre isso? Não! Se está a querer lucrar a custa do craque endinheirado… provavelmente…. Se vos dá o direito de dizerem a merda que andam a dizer? Ponderam lá sobre isso… Não, não dá!

Se não pela vossa condição de mulheres, pelas vossas mães e filhas… ao menos por aquelas que sofrem assédio no trabalho, maus-tratos em casa, violações nas festas… ou apenas porque decidiram colocar uma mini-saia e sair para passear na rua sozinhas… já dizia a minha avô que em boca fechada não entra mosca nem sai merda… e vocês não fazem ideia do que é passar por isto e conseguir escapar ilesa! Ter depois a coragem de falar, de acusar, de expor, sabendo a merda que vão ouvir depois… Asco… apenas consigo sentir asco pelo que vejo.

Não defendam só porque é mulher, não defendam só porque é um craque… não falem de animo leve e principalmente metam os julgamentos no cú (sem dúbias interpretações), porque sinceramente esta fase de julgamentos precipitados e em hasta pública já anda a meter nojo.

Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual.
Pierre Nouy

Namasté _()_

Pensamentos meus

06d83c39dc7f2799dfd4077dcc7bdec9-e1487455562656Não! Não está um tempo “fixe”… não é um bom “calorzinho” e achar que isto é normal e “nice” só mostra que mesmo com séculos de evolução continua tudo com a mentalidade neandertal típica de quem só se preocupa apenas com o seu umbigo.

Os pássaros estão a fazer ninho, nas árvores ao invés das folhas caírem, florescem… a natureza está confusa… mas é “tudo numa boa” desde de que possas colocar o pito por mais 2 dias na praia… “apanhar um bronze”… uma coisa que nunca entendi mas que pelos vistos é uma “quote fixe”

Vivemos a mais de um mês acima dos nossos recursos naturais… estamos a viver a conta… a gastar aquilo que não repomos e mesmo assim é tudo normal, tudo nice… tudo numa boa.

Não fosse tudo tão assustador seria apenas e só estúpido ver que continuamos tão narcisistas embora provavelmente só meia dúzia de pessoas saiba o significado dessa palavra tão grande.

Continuem assim… focados nesse monte de cotão que têm na linha da cintura e depois queixem-se… ou critiquem o governo… either way… a culpa sempre foi daquelas que morreu sozinha.

Namasté _()_

 

OMNIA IN UNUM

Trilhos definidos em horizontes indeterminados. Blog pessoal de Paulo Heleno

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Para o que der e vier!

O estranho mundo de Dom

...um mundo igual a tantos outros ... ou não !

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Um espaço de convívio para verdadeiras Divas.