Dádiva

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Este texto foi difícil de escrever, para quem não sabe quando escrevo um conto baseado, como neste caso numa música eu ouço-a repetidamente até não estar mais nada na minha mente a não ser ela… cada riff, cada acorde, cada palavra… é a minha forma de sair de mim e entrar na personagem que vou criando para a encaixar naquilo que me diz a música. Esta talvez porque quem a sugeriu me conhece bem demais acabou por se entranhar e não me deixar ir para uma sala onde me recolho e deixo “a outra sair” e se juntarem a isso o pedido que me fez que foi “nada de nomes” mais difícil se tornou o separar de mentes. Eu sabia que quando propusesse o desafio ele não seria fácil, mas não sou de me negar as coisas… eventualmente deixei que o sentimento me esvaziasse a alma até ficar só eu… o que saiu é o que transcrevo abaixo… considerem um monólogo… uma carta… uma passagem num diário… sem descrições do ambiente envolvente…imaginem-se numa sala, na obscuridade escrevendo ou lendo… e desculpem se defraudar algumas expectativas…

“O som da porta a bater quando entrava na sala demonstrou ao ambiente crepuscular que invadia a sala que a noite não tinha sido fácil, doía-lhe a cabeça das horas que conduziu à chuva no meio da serra, a leste de onde estava, quase entre dois mundo quando tentava não cair nas valetas de ambos os lados da estrada, tão denso era o nevoeiro. Sentia-se perdida…não mentira… sentia-se despedida de todo e qualquer sentimento que conseguisse suportar.
Esfregou os olhos, secos e doridos de tanto fixar…não chorou nas quase 4h de caminho, essas viriam depois quando caísse em si, quando se apercebesse que o orgulho idiota que sempre a cegou a tinha feito perder a oportunidade de ser feliz… mas seriam silenciosas no escuro do quarto. Não ela não demonstrava sentimentos, mesmo que eles a rasgassem de dentro para fora tamanha era a dor que se fazia sentir no seu peito… olhou para baixo quase como se esperasse que o sangue escorresse por entre as chagas abertas que sentia pulsar por debaixo da camisa de seda. Deitou as mãos a camisa e rasgou o fino tecido…sentiu que pelo menos assim poderia despir-se da sua própria pele…que inocente pensamento…como se alguém que apenas têm aquilo que lhe bate no peito, pudesse alguma vez despir-se do que era.
Deixou o olhar perdido vaguear pela sala, tinha mesmo deixado escapar não tinha? Na sua estúpida mania de ser superior a tudo… de ser “ilha ausente” do mundo, tinha deixado ir o único ser que poderia alguma vez cruzar os arames do muro que construiu a sua volta… quase que conseguia sentir a tristeza na voz… quase que sentia as lágrimas a aflorar os olhos vermelhos… não! Ainda era cedo para as deixar vir… levantou-se do sofá directa a casa de banho…entrou na banheira completamente vestida…camisa desventrada entre os ombros doridos da tensão da condução… abriu a torneira e deixou que a água quente caísse… a água do chuveiro… a chuva lá fora que finalmente caia, mas dos olhos nem uma gota… gritou… gritou em plenos pulmões estando literalmente a cagar-se se a velha custa do 2º andar iria chamar a policia ou bater-lhe a porta…deitou a cabeça para trás e gritou…gritou até sentir que a garganta rasgava e as cordas vocais partiam… e deixou a água limpar os últimos vestígios da suprema dádiva… a que lhe tinha dado quando viu que finalmente ele poderia ser feliz com outra pessoa… Tinha tido a sua oportunidade e não a tinha feito sua… não tinha “agarrado o dia”
Foi retirando as peças molhadas do corpo, na sua forma metódica de organizar tudo, terminou o banho e enrolou-se no único “trapo” que não correspondia a sua certa organização…o velho roupão do seu avô sempre a deixou mais composta…mais humana! Deixou os pés arrasta-la até a cozinha onde se despediu dos restos da seda num simbólico “funeral” quando a depositava no caixote do lixo… abriu a máquina e colocou as restantes peças de roupa molhada. “Preciso mesmo de comer alguma coisa… de beber um café pelo menos”, pensou mas deu por si passados cinco minutos apática a olhar para a máquina de café…
Quando finalmente se decidiu deitar, ouviu o bip (tão suave como uma bomba atómica na quietude assustadora da sua mente) e dirigiu-se lentamente, quase como se tivesse envelhecido anos em minutos até a mesinha onde o tinha deixado:
“Não te afastes…não sumas… não te feches em ti”…leu…suspirou clicando na tecla responder deixou os dedos seguirem o seu caminho enquanto escrevia:
“Still here… i will always be here my love… kiss”

Suspirou ciente do que iria sofrer nos dias que viriam e arrastou-se até a cama… e quando finalmente repousava a cabeça no travesseiro sentiu-as chegar, como se fossem uma tempestade arrebatadora que tudo leva e tudo limpa… deixou-as sair!”

Aqui esta a música que o originou. Obrigada a ti Simão pelo desafio

Uma noite de instinto

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Chega! Por mim chega, pensou Ariana quando batia com a porta de casa e atirava com os sapatos para a sala… sou mulher caramba não sou o robô do escritório…

“Ariana trata dos papeis da reunião”, “Ariana desbloqueia a situação pendente com o fornecedor”, “Ariana podes ficar mais tarde já que não tens vida privada”….

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – gritou desesperada… eu tenho vida não tenho Jonas? Questiona o gato que entretanto ofendido com o rebuliço se tinha refugiado na última prateleira que vergava com o peso dos livros…

Vá desculpa, não te quis ofender com os meus dramas – suspira – vá, desce lá que te dou uma lata de atum como tu gostas….

Sabes o que vou fazer Jonas? Vou vestir aquele vestido branco que comprei de impulso… vou jantar fora e vou dançar… vou! Não olhes para mim com esses olhos cheios de dúvidas, que eu vou!

Tudo isto pensava Ariana enquanto rodava a palhinha no cocktail que tinha pedido enquanto observava os casais a dançar na pista…

“Fodasse estou mesmo velha para esta merda!” – pensou com um suspiro… no meu tempo era mais agarra e roça agora os putos parece que sofrem choques eléctricos…

Não posso deixar de estar de acordo – responde um homem do lado dela – o problema é que as discotecas de roça hoje em dia estão mais indicadas para a profissão de engate.

Ai a merda pensei alto – Ariana olhou com aqueles olhos para o homem que não pode deixar de replicar com um sorriso – pensou alto sim mas deixe de me olhar com esses olhos de corça assustada… na minha idade já ouvi uns quantos pensamentos bem piores que o seu.

Rafael Machado prazer em conhecer – diz esticando a mão

Ariana… profissional em não saber manter a boca fechada e péssima em seguir instintos – responde a sorrir

Será que és? Fazemos assim, sai comigo daqui e eu prometo te uma noite diferente… dançamos, falamos, vimos o nascer-do-sol e não precisas de me tornar a ver… que me dizes? Estas com um ar que precisa mesmo de algo assim diferente!

Ariana olhou para o estranho e ponderou, na sua vida sempre tinha ponderado…ponderou na faculdade que iria concorrer, na casa que iria comprar, no carro que deveria ter… na empresa onde estava… tudo ponderado milimetricamente…não a seu gosto mas no que estava certo… a única coisa que tinha agido por instinto tinha sido com o Jonas… o gato não enquadrava no que estava “certo” segundo os pais… preto…orelha esfarrapada… metade do rabo cortado… o melhor e mais precioso que tinha…

Então? Prometo que não te mato – sorriu Rafael – Vens com outro cota como tu?

Que se lixe – pensou Ariana e com um sorriso respondeu – Vou! Olha que se lixe… vou!

Saíram para a noite e pela primeira vez, em sabe-se lá quanto tempo Ariana não pensou no que estava certo… comeu o que quis, riu à gargalhada, dançou descalça na fonte da praça principal da cidade… falaram da infância, dos sonhos não vividos, dos desastres amorosos, da vida que gostariam de ter tido… e no fim assistiram já com Rafael a colocar o casaco nos ombros de Ariana ao nascer do sol no miradouro. Só eles e as aves madrugadoras com o seu piar que despertava a cidade para um novo dia.

Gostaria de te ver de novo menina dos olhos de corça – diz Rafael com um sorriso – mas o prometido é prometido e só te pedi esta noite. Quem sabe não nos encontramos por ai?

É quem sabe – responde Ariana – Mas agora tenho mesmo de ir, regressar ao mundo real e ir trabalhar.

Despediram-se com um sorriso e um até breve!

Vai ser lindo disfarçar esta máscara de Panda com um cobre-olheiras, pensou, isto não vai lá nem com tinta plástica nº 2.

 Depois de um duche rápido e de ter optado por deixar o cabelo solto lá se meteu a caminho do trabalho!

“Estava a ver que não vinhas hoje, olha temos aqui uma data de coisas para fazer… blábláblá… entretanto como não vais almoçar a ver se despachas isto o mais rápido possível!”

Certo! Respondeu com um sorriso… a manhã passou, igual a tantas outras, telefonemas, risadas no corredor… a porta abriu sem bater… o costume pensou Ariana.

“Vamos almoçar voltamos daqui a nada, sê uma boa menina e trata disso… “

“Vai almoçar vaca gorda, galinha desmiolada”…

Vejo que continuas a pensar alto menina dos olhos de corça…

O susto foi tão grande que metade dos papeis voaram secretária fora…

Rafael? Gaguejou Ariana… que raio estas aqui a fazer?

Eu trabalho aqui Ariana, há mais de 1 mês… tu é que nunca reparaste em mim com essa tua mania de olhares para o chão! E então almoçamos?

Ariana olhou para os papeis no chão respondendo: almoçamos sim… as boas meninas que arrumem quando chegarem…

E com isto saiu, fechando suavemente a porta nas suas costas!

Nota:
Aqui esta a música que me foi enviada para o desafio… desta vez escolhi um conto mais instintivo, lembrem-se que a vida nem sempre é só rotina nem o que está “certo”. Vivam… sempre!
Obrigada Catarina por aceitares o desafio e pela música escolhida, espero que gostes!

A despedida (1º conto do desafio)

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“Gosto tanto de te ver dormir… acho que nunca te disse isso, mas é da maneira que mais gosto de te observar. Suave…desfazes a ruga que tens na testa… o sorriso trocista que te levanta o lábio e te dá esse perpetuo ar duro… eternamente zangado…uma luta constante de ti contra o mundo. Quando dormes, rejuvenesces… voltas a menino… regressa a paz que deverias ter em cada segundo que tens!”

Aproximo-me lentamente da cama, onde repousas e sento-me devagar…não me apetece despertar-te do teu sonho, fazer-te regressar a dura realidade…

“O meu cavalheiro da armadura luzente… do primeiro ao último momento…Recordas quando me tentaste ajudar a mudar o pneu? A resposta que te dei?

Eu já sou grandinha sabias? E ainda sei mexer no telemóvel, se precisasse de ajuda chamava o reboque…

A tua cara… devia ter tirado uma fotografia…o ar atónito de quem perdeu o ar, teria sido perfeito para um anuncio qualquer de televisão!

Dasse a sério? Um gajo para na chuva para ajudar e é tratado assim… cabra!

Não sei bem quais dos dois é que se começou a rir primeiro…mas sei que fui eu que te convidei para um café a seguir… foram quantas semanas para morarmos juntos? 2? 3?… desculpa a minha memória já não é o que era antes”

Debruço-me e afago-te o cabelo… os caracóis rebeldes que nunca tiveste paciência para domar…

“Acho que a notícia nos abalou aos dois mas mais a ti não foi? Uma coisa que não podias lutar contra…que não dependia só de ti…tenho cancro meu amor, disse-te com os olhos rasos de lágrimas… lutamos! Respondeste tu… lutamos e vencemos… quantos meses de luta… de idas para o hospital e horas seguidas fechados naquela saia enquanto os químicos me corriam e me destruíam a alma? Horas de brincadeiras e música e leituras… horas de sussurros apaixonados… nós vamos ganhar isto… e eu concordava contigo…nunca fui capaz de te ver sofrer…”

Desculpa amor, mas não consegui lutar mais… desculpa se não consegui manter a promessa que me pediste quando estava naquela maldita cama de hospital…

Esperas por mim? Eu volto já….
Espero… vai… eu estarei aqui quando regressares…

Não ia conseguir ir, não contigo do meu lado… mas voltei… estou aqui de volta meu amor… nem que seja para te dizer que estarei a tua espera do lado de lá…. Sê feliz meu amor… tenta pelo menos prometes?”

Levanto-me suavemente e deslizo até a janela do quarto… olho para trás para um último olhar e vejo o que agarras com tanta vontade… a fita que trazia ao pescoço quando heroicamente me mudaste o pneu…

Amo-te… sussurras no teu sonho…
Isso passa… respondo eu em surdina…

 

Nota:
Aqui esta a música que me foi enviada para o desafio… nem sempre o amor vence mas muda sempre a alma de quem o sente e de quem o dá… lembrem-se disso!
Obrigada Domingos por aceitares o desafio e pela música escolhida, espero que gostes!

Desafio

se eu fosse escrever um livro

Quem me conhece da blogesfera sabe que eu tenho o outro lado da escrita… a minha escrita criativa que se resume em contos… se quiseres ver como são estão aqui.

Posto isto proponho um desafio… aqui… por email… na página do face… coloquem uma palavra, uma imagem…uma música que mexa com vocês e eu dela faço um conto.

Que me dizem?

Namasté _()_

Poliglotas há muitos seu palerma!

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Não me levem a mal, eu não tenho nada contra quem fala outras línguas… falo algumas, umas melhores que outras e a minha melhor amiga é tradutora por isso longe de mim ser contra quem é poliglota.

É mesmo uma opção muito minha escrever em Português… chamem-lhe patriotismo bacoco… mentalidade retrograda… gosto de ouvir a minha língua… de falar na minha língua, de ler na minha língua…não há língua mais bonita que a nossa e esta é a minha opinião. Ponto… final…paragrafo… muda de linha!

Temos das línguas mais ricas que existe e das mais faladas no mundo e mesmo assim continuamos agarrados a estrangeirismos de merda só porque “achamos cool” (não podia perder a oportunidade de o fazer)… não meus amoros não é cool é apenas e só ridículo. E eu contra mim falo que os uso muitas vezes, demasiadas vezes sem dar por eles!

Já tive alguns amigos a perguntar porque não tenho o meu blogue em inglês:

“Chegas a mais gente”, “Torna-se mais abrangente”, “Acabas por ser mais conhecida”…

Não me interessa um cú que me conheçam, interessa que me leiam e se identifiquem… se não entenderem, o Google tradutor é uma óptima ferramenta, mesmo há mão para ser utilizada.

Estamos a estragar a nossas crianças com esta mentalidade do Inglês para falar e expressar e cantar, mantemos a ideia que o Inglês é a língua universal… a mais fácil se queremos “ter sucesso lá fora”, pelo andar da carruagem não os ponham a estudar mandarim não, que vão ver o sucesso “lá fora”…

Mas mais que isso irrita-me a mania que os nossos artistas (vamos chamar os burros pelos nomes), cantores têm em cantar em inglês… vá eu confesso que até acho fofo aquela história de ir ao cú:

“Eu canto na língua que eu quiser porque eu é que sei para onde deriva a minha veia artística!”,

ou então uma assim “super cute” que é

“Os meus paizinhos tiveram dinheiro para eu aprender outras línguas, tenho pena que não tenham aprendido e que não a saibam falar”

é pá a sério? Com estrangeirismo incluído FUCK YOU BIG TIME! É mais fácil cantar em Inglês porque a malta não entende um boi e alinha na cena… umas guitarradas, uns toques na bateria, um som melodioso que não se pareça minimamente com um Italiano a falar inglês e pronto a malta engole a cena e não cospe! Porque infelizmente a moda é tanta e a vergonha em tão elevada escala que maior parte não entende mas finge que sim…

E se juntarmos a isso os textos que abundam em blogues, zines, frases sentidas nas redes sociais e afins, dá vontade de começar a enfiar bofetadas a torto e a direito… hoje por acaso cruzei-me com um texto e juro que dei por mim a ler, tamanha estava a bela merda de construção gramatical feita, com o sotaque de um italiano bêbado em cima de uma gondola a fazer equilíbrio à maluca… é triste! Não esperem não é triste é nojento na escala de 500:1 o desrespeito não só com a língua que usam de uma forma tão abusiva, assim como para os artistas que sustentam o texto… fosse eu professora das alminhas e chumbava não só a criatura como a colocava na escola primaria, junto com os putos que soletram as letras… Y-e-l-l-o-w? It’s me…. (dasse que até me lembrei da Adele).

Portanto mais uma vez a ver se nos entendemos na bela língua do Camões, (também nunca entendi essa merda, já que o gajo ainda via dos dois olhos e já a língua era nossa mas pronto), se não sabem nem na vossa língua falar não andam para aí a mandar “bostas de pescada” na língua dos outros… boa? Sim?

“Poliglotas há muitos seus palermas”

A Utena Maria agradece!

Namasté _()_

PS: Já agora digam lá no ouvido do/da vosso/vossa mais que tudo “amo-te” bem soletrado em vez do merdoso “I love you” e depois contem aqui a je os resultados. Depois digam se sou ou não sou vossa “miga”

The witch is back… deal with it

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O que mais sentes saudades Utena Maria?
Da capacidade que as pessoas tinham de aprender a olhar e a ler o que viam

Cansa-me as pessoas andarem tão atarefadas no seu mundinho que se esqueceram de olhar, de ver, de sentir!

Cansa-me a inércia de não quererem conhecer mais, dar-se mais, viver mais… cansa-me o deixa andar, o está tudo bem!

O falsamente modesto enerva-me a alma… o falsamente pudico dá-me instintos assassinos.

Estou exausta dos sorrisos que não chegam aos olhos… das risadas frias e desprovidas de sentimento… das palavras ditas porque se sabe tão bem o que o outro quer ouvir que se as diz… zombies… estou farta da humanidade de zombies que nos estamos a tornar porque viver a vida por detrás do ecrã é mais fácil… mais banal… mais frio!

Deixamos de saber ouvir com alma, de ver com a paixão que nos aquece o sangue… deixamos de saber desejar com a fome que nos faz estar vivos… assimilamos o amor como algo que nos é devido porque temos medo de mostrar que na realidade não desejamos só o amor… queremos mais que isso… medricas… somos uns seres de medos estúpidos porque nos incutiram a não dizer o que pensamos… a não ir atrás do que desejamos!

Prefiro mil vezes que me digam que me desejam… do que me mintam, quando a verdade está escrita nos olhos… desejo não é só carnal… percam a put@ da mania de o verem dessa maneira… aprendam a serem intensos… a darem sem estar a espera de receber… sem medos, sem receios…

Cansa-me os mornos… irritam-me os certinhos… sejam quentes…frios…intensos… estupidamente humanos… f@dam com alma… façam amor com paixão… gritem… sussurrem… mas f@dasse vivam… e sejam felizes por momentos… segundos contam, são eles que fazem da vida a dádiva que ela é!

Namasté _()_

Saudades

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Mas é preciso ter manha. É preciso ter graça. É preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania, de ter fé na vida.

Milton Nascimento

Sinto saudades de te sentir, adoro o frio, aqui me confesso… mas nem ele agreste que me fustiga a pele e me deixa dormente me afasta do teu toque.

Gosto de ti no Inverno em que te encontras sozinho, deslizo os meus pés em ti e confesso os meus segredos e adoro-te no Verão quando mergulho em ti e te deixo absorver o mundo e som… mas mais que tudo gosto dessa tua capacidade infinita de me entenderes e me fazeres sentir eu!

Namasté _()_

Sobre mim

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Todos nós temos uma máscara… uns escondem melhor que outros… mas todos reprimimos imagens e vontades…desejos e segredos por detrás dessa máscara… faz parte do que é ser humano! Quem disser o contrário mente.

Eu não tenho uma máscara… tenho uma armadura… ninguém me conhece realmente… a culpa é minha eu sei isso, mas as vezes a merda é grande demais, espessa demais… fodida demais para que nos consigamos livrar dela.

Tive um professor na minha vida que me disse que construi um muro tão alto a minha volta que poucos se conseguem aguentar dentro dele… tive outro que dizia que o meu olhar queimava… tive muitos professores na vida… femininos e masculinos… que me ensinaram a bem ou a mal que na vida somos o que somos, só temos de saber lidar com isso e no percurso tentar não magoar ninguém! Acho que pelo menos isso consegui.

Todo o homem é culpado do bem que não fez.
Voltaire

namasté _()_

Simulatum social

ai-a-pessoa-pede-sinceridade-voce-fala-294x300Eu confesso que sou uma pessoa muito a leste do paraíso, das 11h diárias que dedico ao meu sonho, mais aquelas que me obrigo a ter, seja por lazer, prazer ou porque tem mesmo que ser, mais as obrigatórias que me permitem manter em pé, como dormir e comer, pouco tempo ou nenhum, tenho para ver televisão, seja ela de que estilo for.

Por isso muitas das vezes, quase todas as vezes confesso, dou por ela, de uma qualquer polémica de alguidar, já ela passou de moda, tento como é lógico manter-me minimamente informada do que se passa no mundo ao meu redor, um trabalho ao balcão, ao contrário do que se julga requer não só o saber coordenar as peças que vestimos, como somos muitas vezes padres, melhores amigas, confidentes, informadoras e policias… tem menos glamour do que aquilo que se pensa e muito mais do que aquilo que abrange os olhos treinados e os cérebros maldizentes que abundam por aí.

Mas mesmo para mim, adepta da audição selectiva é difícil de ignorar que ultimamente as maiores quezílias de faca e alguidar que tem abundado por aí tem como protagonista as crianças.

Antes que comece já as típicas conversas de ir ao cú como:

“Tu não tens filhos não podes falar?”, “Quem está mal que se mude?”, “Os tempos são diferentes”, “As crianças precisam de ser crianças”…

Deixem que vos diga desde de já que me estou a cagar para argumentos de merda que servem exclusivamente para aliviar a mente dos adultos… de adultos que nem adultos sabem ser dentro da sua posse de snobs conhecedores das lides familiares e das dificuldades imensas que lhes dá educar uma criança numa casa onde o máximo tempo que se têm é ordenar entre gritos, ou que não falem, ou que se despachem para ir para escola… que depois suspiram aliviados já que durante as horas que os entregam mal-amanhados, mal preparados e mal-amados aos cuidados de outros adultos com vocação zero na profissão que exercem, porque na realidade queriam ser escultores, arqueólogos, biólogos ou outra qualquer profissão que sabiam a partida não iriam ter saída mas que hoje em dia quem não tem canudo não é ninguém e não vai um “senhor doutor” de beira de estrada ter um outro trabalho indigno para a sua qualidade superior, que só existe na sua cabeça pequena e mesquinha.

Eu lembro-me já de no meu tempo de miúda, em que trabalha e muito na escola, que para além de ter aulas de manha e a tarde, tarde que consistia em sair as 18h das aulas e não as 13h (tardíssimo para as crianças hoje em dia coitadas, que nem tempo têm para ser crianças), ainda tinha de enfiar literalmente os cornos nos livros até as 20h, porque tinha exames, e testes surpresa e fichas que contavam para a nota e admirem-se os surpreendidos era cotada pelo aspecto do meu caderno, pela forma como respondia aos professores, pela maneira como me apresentava na escola… como me apresentava para trabalhar…porque queiram ou não os “senhores superiores de cocó que só porque procriaram e pariram uma criança se acham superiores aos demais” não para ir desfilar no Carnaval… sim porque essa é outra, os senhores papás ficam ofendidos com a QUANTIDADE DE TRABALHOS AS CRIANÇAS LEVAM PARA CASA PARA APRENDER A SER ALGUÉM NA PUTA DA VIDA, mas não se ofendem em ser obrigados a mascarar os infantes da maneira que o professor… quem lhe dá aulas… o coiso… os obriga… e ainda vêm com ar de superiores quando lhes expomos isso com a típica frase de ir ao cú aos camelos, vocês não sabem porque não são pais… guess what!

EU SOU PATROCINADA PELA DUREX, VÃO APANHAR NO CÚ.

E depois da hipocrisia de pais que deviam ter plastificado o “mangalho” antes de serem país e que se esqueceram do que era serem filhos no nosso tempo de escola, onde não havia televisão, onde se brincava a horas decentes e se estudava porque era esse o nosso trabalho… e que o nosso divertimento… a nossa forma de estarmos distraídos era com o focinho enfiado num livro sentados e calados e que pedíamos com licença para falar, para sair da mesa (ai de mim se levantasse o fiofo da mesa antes dos meus pais terem acabado de comer), agora vêm doutorados da Kremlin com os cornos atulhados de liamba ensinar crianças a não ser crianças, para se tornarem adolescentes de merda e em consequência disso adultos que não valem a ponta de um chavo furado… tenham a puta da paciência e fechem a matraca.

Como se não bastasse temos agora as virgens ofendidas (que se ficassem virgens poupavam de facto uma data de chatices ao comum dos mortais é um facto), dizerem que são contra os restaurantes que proíbem a entradas dos pequenos monstrinhos, desculpem crianças, que vocês andam a deseducar… porque as crianças não podem ser comparados aos animais… a sério? O meu periquito é mais bem-educado que as vossas crianças quanto mais o meu cão… ele é mais educados que vocês que falam ao “auricular” na rua a altos berros… como se eu quisesse saber que o vosso exame a próstata revelou aquilo que toda a gente sabe… que a gaita é pequena.

Por isso sou a favor de restaurantes, dos restaurantes criança-free, o que não falta são opções de escolha onde podem ir com os vossos rebentos… e vão por amor da santa vão sempre… nunca tirem um tempo para vocês, assim é garantido que não procriam mais e é um alivio para a malta que não sabe um boi das maravilhas da maternidade sim?

Já agora deixo aqui o lobbie… já que estão a pensar em restaurantes e hotéis crianças-free, não podem estender isso as praias também? É que esta a chegar o Verão e a ultima coisa que me apetece é levar com os gritos e as bolas e areia e os olhares de boi babado dos paizinhos das crianças para mim, que não tenho culpa nenhuma da TÂO BOA EDUCAÇÂO QUE TEM.

Namasté _()_

 

Servet in statera

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Assim como os pés sustentam o corpo, uma mente sã sustenta a alma.

Roberth Trindade

Tenho um problema grave com as dietas, não que eu ache que o corpo humano não precise de regras, sou e sempre serei adepta de mente sã, corpo são. O que eu não tenho paciência é para regras… regras impostas que nos equivalem a todos por igual. Posto isto acho que na realidade o que me irrita solenemente são as nutricionistas e as vendedoras de produtos milagre…sejam eles quais forem.

Eu tento fazer uma boa acção por dia, penso que é isso que faz de nós seres humanos, a capacidade de ajudar, dentro das nossas possibilidades os outros…existe obviamente uma distancia entre ajudar e abusarem e eu sei bem onde acaba uma e começa a outra, mas tendo, erro meu, fingir muitas das vezes que não distingo a diferença.

Posto isto e juntando a isso a minha aversão a vendedores da banha da cobra, uma das minhas colegas de centro pediu-me se ia fazer uma pesagem já que tem de apresentar dados percentuais ao patrão e não os tinha. Eu aceitei ciente que ia correr mal… mas acreditei na minha ingenuidade que estando a fazer-lhe um favor ela iria no mínimo ter noção do ridículo e não me tentar incutir o programa milagre de emagrecimento 500.

Posto isto lá fui eu, pesei… numa maquina que tanto serve para mim como para qualquer outra pessoa…onde colocou a minha altura e a minha idade e calculou os meus dados corporais… logo no inicio correu mal já que a maquina baralhou tudo de uma forma brutal… e compreensível que assim seja já que a criatura que se colocou em cima dela embora do sexo feminino é como disse a senhora, atípica ao mesmo sexo… logo para começar a minha massa muscular ascende os 65% do meu corpo… se juntarmos a isso os meus 1m75 a maquina assumiu que se enganaram e colocaram o sexo errado… só por aí os cálculos foram todos pro galheiro.

Juntem a isso o facto de eu levar com a lenga lenga toda… pequeno almoço 2000 cal… o exercício físico é só 20% do importante na manutenção do corpo… o leite é necessário pro ser humano… as proteínas tem de ser X… os hidratos Y… o @ralho a quatro… não fosse tão preocupante seria irónico.

Porque por um lado eu até tenho, modéstia a parte conhecimentos para saber até que ponto disparatado aquilo é mas e quem não tiver? Até que ponto as doenças que florescem por ai sem se saber porque, não vem pela incredulidade de uns em relação ao oportunismo de outros. Para terem uma ideia esta senhora era cabeleireira…nada contra se eu quiser saber a saúde do meu cabelo mas nem pensar quando é a saúde dos meus órgãos que estão em questão.

Vamos tentar esclarecer uma coisa, eu não tenho nada contra nutricionistas, mas o corpo humano difere de ser para ser… um paracetamol até te pode curar a cabeça mas a mim não aquece nem arrefece… se não podes tomar os mesmo medicamentos que eu também não podes fazer a mesma dieta que eu porque pura e simplesmente o nosso organismo é único na sua originalidade… não te podem dizer que não podes comer pão ou que tens de tomar um pequeno almoço de 2000 cal sem te fazerem exames antes… físicos, psicológicos… tem de estudar a tua forma de ser, o teu dia a dia. E antes que se ponham com ideias o exercício físico é necessário ao nosso bem estar… sem percentagens como em tudo…tudo é necessário com conta peso e medida… mas se queres saber? Existe algo que não precisamos, a proteína animal…porque? Porque somos herbívoros… somos desenhados anatómicamente para seremos herbívoros…dos nossos dentes ao nosso intestino mas isso nem foi mencionado… já o leite… esse sim faz falta… se eu beber leite é como se comer um bife… mas isso são só coisas da minha cabeça! Surreal e assustador.

Informem-se, pesquisem, analisem e experimentem elas não vos vão dizer nada que não saibam e duvidem de tudo e de todos menos daqueles que vos pedem analises ao sangue ou melhor ainda ao ADN.

Acima de tudo sejam saudáveis e comedidos e aprendam que embora nem todos nós possamos ter as medidas perfeitas, os abdominais perfeitos… as curvas ideais, todos somos únicos porque felizmente todos somos diferentes.

Namasté _()_

loudness

magazine

Pseudo

Para o que der e vier!

O mundo de Dom

...um mundo igual a tantos outros ... ou não !

Divas em Apuros

Um espaço de convívio para verdadeiras Divas.